quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A Bíblia Diz...

"E o que a si mesmo se exaltar será humilhado;
e o que a si mesmo se humilhar será exaltado."
(Mateus 23:12)

Pensamento - MDXLI

"A melhor cura para o amor é ainda aquele remédio
eterno: amor retribuído." (Friedrich Nietzsche)

Filosofia Popular

O mundo é um livro, e os que não
viajam acabam lendo só uma página.

Frase do Dia

Para o ciumento, é verdade a mentira que ele vê.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Artigo: Dimensão Humana e Dogmas - A/0673

A dimensão humana na composição dos dogmas

"Nas cidades pelas quais passavam, ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém" (At 16,4).
De afirmações como essa nutrem-se os metafísicos para garantirem certa forma de "Poder conciliar". Desse modo decidem em seus concílios sobre verdades que julgam ocultas assim como os mistérios de sua crença evangélico-cristã.
Os Concílios sempre elaboraram essas "verdades" e aplicaram - nas de forma impositiva sobre seus fiéis, adotando-as como distintivo da fé e da religião. Sob o atestado Papal e a necessidade de se impor humana e territorialmente celebraram essas verdades bíblicas, quase sempre atreladas a interesses da coorporação.
Devemos lembrar que a igreja, em sua dimensão teológica, é compreendida como instituição de caráter humano e divino, por isso TEÂNDRICA. Como a espécie que a compõe, a igreja, mesmo nos ditames das leis e preceitos, julga e decide a partir dessa natureza e é passível das mesmas falhas que os seus profetas, religiosos e líderes bíblicos. Sem querer tratar aqui do espírito de dissidência comum a todas as instituições humanas, mesmo as de cunho confessional, é bom analisar com certo distanciamento as questões que ferem a razão e o bom censo no que diz respeito aos dogmas gerados por tal instituto da fé.
Respeitadas as distorções e mesmo as possíveis intenções da eclésia percebemos aqui a capacidade imaginativa e inconsciente do ser humano ao produzir crenças e novos padrões de "verdades" segundo interpretações do indivíduo e da coletividade.
Vale lembrar, enfim, o episódio no qual se encerra a melhor demonstração desse espírito conciliar e que traria luz sobre a vulnerabilidade na qual estão imersos todos em sua fé. Trata-se do que se poderia chamar o primeiro cisma da igreja, no qual Pedro e Paulo estão diante de um grande impasse por defenderem opiniões extremamente opostas. Nele um dogma cristão é colocado sob questionamento pelo apóstolo Paulo. Pedro e Paulo debatem e defendem apaixonadamente sua visão da graça, o que determinaria toda a missão da igreja no que se refere à realidade da salvação. Para quem seria a salvação?
Para o primeiro, baseado na pregação do Mestre, a salvação seria algo reservado somente aos judeus, os filhos da promessa e para Paulo uma graça a ser disseminada por todo o mundo indistintamente. É bom lembrar que ambos em sua dimensão humana não chegariam a um concenso facilmente, porém uma intervenção que se crê divina alteraria a visão de um em detrimento da visão de outro.
O fruto daquele confronto foi uma radical mudança na forma de ver e atuar da igreja. Unidos nessa nova visão, derrubado o dogma cristão da salvação instituido anteriormente , viu-se a partir daí a cooperação e entrega de ambos ao novo ideário,. Entretanto, o que se vê hoje é que as divagações dos concílios da Igreja Apostólica só fizeram gerar ou realçar a divisão entre os seus irmãos, fometando a dispersão e a exclusão das outras aldeias da fé. (Bruno Ramos)

A Necessidade de Prestação de Contas

A Necessidade de Prestação de Contas

Há, nos meios contábeis e jurídicos, a imperiosa necessidade da Prestação de Contas periodicamente, com o objetivos de dar satisfação às partes das movimentações financeiras.
É uma praxe nas empresas públicas e privadas, cuja realização desse ato, serve de incentivos aos contribuintes de um modo geral, além de ser uma exigência legal, que contribui decisamente para moralizar o sistema econômico-financeiro vigente.
Todos os órgãos públicos, indistintamente, têm esse compromisso para com os seus usuários, assim, a cada mês, faz a Prestação de Contas de maneira sistemática, dentro dos padrões da Contabilidade Pública. De igual forma, as entidades sociais, recreativas e filantrópicas devem prestar contas de suas transações comerciais, publicando balancetes mensais, para conhecimento de seus associados. As associações culturais e templos religiosos ou denominações não fogem à regra, e por se constituirem empresas com CNPJ, obrigam-se a fazer Prestação de Contas, dando conhecimento aos seus associados ou adeptos, por meio da imprensa ou mesmo com afixação de editais em locais públicos, ou em seus átrios.
A Entidade que se furta a essa obrigação, fica sob suspeita, pois sem os registros de entradas e saídas, no contexto de débito e crédito, omitindo-se os dirigentes, gera um questionamento natural sobre a conduta de quem dirige esses organismos.
Alguns podem apresentar evasivas diante da omissão, mas de antemão sabem que o julgamento popular não tardará a chegar. É mais fácil fazer a Prestação de Contas, utilizando a transparência, do que tornar-se vítima de si mesmo, no momento em que o dirigente menos espera. O mundo está mais moderno e a tecnologia está ao alcance de todos, mas preferem alguns permanecerem ainda no atraso, burlando a lei e aplicando a técnica que melhor lhe interessa. É isso que temos visto em muitos setores da sociedade, incluindo a nossa comunidade. Existem presidentes de entidades de classe que não gostam de prestar contas. Igrejas, até mesmo algumas conceituadas, mantêm seus adeptos desinformados de tudo. Esquecem-se que eles mesmos serão os primeiros prejudicados, pois não havendo clareza nas coisas, a receita tende a cair. Na verdade, falta democracia na condução desses organismos.
Há algum tempo, comentamos sobre uma Denominação da cidade que tinha o hábito saudável de prestar contas, apresentando relatórios em assembleias. Esse bom costume deixou de ser praticado e o resultado disso foi a queda drástica de receita. Há informação que o dirigente repensando o caso, deverá voltar à prática anterior, na tentativa de recuperar divisas. Tomara que isso seja verdade. Caso não seja, os contribuintes literalmente "fecham"as mãos a tal ponto, que nem para saldar os compromissos com salário do titular, sobrará dinheiro, muito menos para os investimentos.
É preciso que as pessoas, os dirigentes empresariais e de entidades, os líderes religiosos e autoridades tomem consciência que o mundo está evoluindo para melhor. Cada um deve avançar, deixando para trás o pensamento arcaico, ou interesses meramente pessoais. É bom que saibam esses dirigentes que tem muita gente "de olho" em suas ações, pois hoje em dia as pessoas, por mais simples que sejam, estão muito bem informadas.
Então, além de ser uma atitude positiva, a Prestação de Contas é uma necessidade que vai honrar muito os dirigentes, em qualquer nível que estejam.

Pensamento - MDXLII

"Nossos amigos, com certeza, não são
numerosos, e quem pensa ter muitos
amigos, está verdadeiramente enganado."
(Jairo de Lima Alves)