terça-feira, 1 de setembro de 2009

Os nossos Fardos - A/0512

OS NOSSOS FARDOS
Quando a ilusão o fizer sentir o peso do próprio sofrimento, como sendo opressivo e injusto, recorde que você não segue sozinho no grande roteiro. Cada qual tolera a carga que lhe pertence. Existem fardos de todos os tamanhos e feitios. O poderoso arca com o peso da responsabilidade de decisões que influenciam grandemente o destino alheio. O sacerdote sofre a tortura de um condutor de almas. O coração materno angustia-se com a sorte de seus filhos. O enfermo desamparado, carrega as dores de sua indigência. A criança sem ninguém, sofre seu pavor. Aprenda a entender o serviço e a luta dos semelhantes, para não se supor indevidamente vítima ou herói. No campo das provações, todos são irmãos uns dos outros, mutuamente identificados por semelhantes dificuldades, dores e sonhos. Suporte com valor o peso de suas obrigações e caminhe. Do acervo de pedra bruta nasce o ouro puro. Do cascalho pesado emerge o diamante. Do fardo que transportamos de boa vontade procedem as lições de que necessitamos para a vida maior. Talvez você se pergunte qual a carga transportada pelos maus e levianos, que aparentemente passam pela vida isentos de provações. Provavelmente eles, sob uma falsa aparência de vitória, vivem sob encargos singularmente mais pesados do que os seus. Impunidade e injustiça são conceitos estranhos às leis divinas. O céu não é um local físico predeterminado, mas um estado de consciência. Ele somente é acessível, com seus tesouros de paz e luz, para quem está em harmonia com as leis divinas. Nada há para invejar de quem ainda nem começou a se recompor com essas leis, por leviandade ou preguiça. Pior ainda é a situação de quem, pela desdita de praticar o mal, está adquirindo débitos perante a vida. Se o suor alaga sua fronte e se a lágrima lhe visita o coração, isso é um sinal de que a sua carga já está sendo aliviada. Quem desempenha corajosamente, sem murmurações, as tarefas que lhe competem está caminhando para a plenitude de sua consciência. Provas bem suportadas, sem desânimo ou preguiça, convertem-se de forma gradativa em tesouros de entendimento, paz e luz para a ascensão da criatura. Lembre-se do madeiro injusto que dobrou os ombros doloridos do cristo. Sob as vigas duras no lenho infamante jaziam ocultas as asas divinas da ressurreição para a imortalidade. Deus criou o mundo estruturado por leis perfeitas, belas e justas. Nesse harmônico concerto, por certo você não foi esquecido. Sua vida não é regida por acasos. As provações que o visitam visam a fortificá-lo, lapidá-lo, despi-lo de inferioridades que o infelicitam há longo tempo. Não imagine, sequer por um momento, que o Pai Amoroso que Jesus nos revelou possa ser cruel. As provas duram o tempo estritamente necessário para ajudá-lo a adquirir os valores e aprender as lições de que necessita. Reduza sua quota de dores, dedicando-se ao bem com determinação e vigor. Dê um basta nas reclamações e nos vícios, alegrando-se ao executar as tarefas que a vida lhe confiou. Fardos e dificuldades não são desgraças, mas desafios a serem vencidos e superados, com otimismo e esperança. Pense nisso.

Uma Prece: Eu só sei...

EU SÓ SEI
Senhor, neste dia que se finda, eu não sei o que me aguarda, nem imagino se terei um novo amanhã, Não tenho a menor idéia de que provas o Senhor reservou para os meus dias, se terei saúde, se terei paz, penso se não me faltará uma companhia carinhosa, temo não ver de novo a luz do sol, temo o desemprego, a falta do alimento, o vestuário...
Não sei, Senhor, quais as dores que me visitarão, quantos irão me trair, quantos me deixarão sem ao menos dizer-me adeus. Quantos amores viverei? Quantas decepções terei?
Não sei, Senhor, o que me reservam os dias. Eu só sei que jamais receberei uma prova que eu não possa suportar; que por maior que seja o problema, não me faltarão recursos para superá-lo.
E tenho esperança, Senhor, que anjos dirigidos por tua vontade, tomarão conta da minha vida, e se eu tiver paciência e humildade, poderei escutá-los e entender o porquê das minhas dores, angústias e desilusões.
Eu só tenho uma certeza, meu Deus, que me amas, que me sondas, que me diriges, e que um dia, por mais distante que seja, eu o contemplarei e poderei dizer que fui feliz por entender que vivi todas as situações de maneira natural. Chorei sim, mas quantas vezes eu sorri? Tive desilusões sim, mas quantos amores eu vivi intensamente? Tive dores sim, mas quantos passeios ao sol eu fiz? Perdi sim, mas quantas vezes eu ganhei? Amei sim, amei muito, e foi por tudo isso que aprendi a valorizar a minha vida.

Obrigada, Senhor!

Pensamento - DVI

"A grandeza consiste em tentar ser grande. Não há outro meio." (Albert Camus)

Mensagem do Escritor - M/0728

Naus da Iniciação
Fernando Pessoa, em sublimidade, escreve, em parábolas, assim: “O mar anterior a nós, teus medos tinham coral e praias e arvoredos. Desvendadas a noite e a cerração, as tormentas passadas e o mistério. Abria em flor ao Longe, e o Sul sidério resplendia sobre as naus da iniciação. Linha severa da longínqua costa - quando a nau se aproxima ergue-se à encosta. Em árvores onde o Longe nada tinha; mais perto, abre-se a Terra em sons e cores: e, no desembarcar, há aves, flores, onde era só de longe a abstrata linha. O sonho é ver as formas invisíveis da distância imprecisa, e com sensíveis movimentos da esperança e da vontade, buscar na linha fria do horizonte a árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte: os beijos merecidos da Verdade.” A linguagem cifrada do notável poeta, faz,nos passear no universo dos mistérios, como ele próprio o fez. (170806)

Fato Marcante Hoje

Os Destroços do Titanic
Em 1° de setembro de 1985, mais de 70 anos depois da tragédia do Titanic, foram encontrados os restos do barco mais luxuoso da época. Seus construtores teriam dito que nem Deus seria capaz de submergi-lo. O Titanic afundou na primeira viagem, dia depois de deixar o sul da Inglaterra, em abril de 1912.

Filosofia Popular

Na vida tudo é passageiro, menos o motorista e o cobrador.

Frase do Dia

Trabalhe bastante para ser reconhecido por seus talentos.