quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Artigo: A beleza dos detalhes - A/01260

A Beleza dos Detalhes
 

A sociedade capitalista e consumista em que vivemos é dividida em três grupos: uma minoria que possui muito e corre para administrar seu enorme patrimônio, a grande maioria que busca adquirir mais do que possui, e os muito poucos que, sem pressa, apreciam cada detalhe da vida.
 
Pessoas acostumadas com dias muito agitados, repletos de compromissos, reuniões, debates, cursos e palestras podem ser imediatamente, ou quando menos esperarem, obrigadas a mudar radicalmente seus costumes e o ritmo de suas atividades.
 
Diversos motivos, doenças ou acidentes, podem levar a impedimentos, imobilidades e isolamentos que possibilitarão uma autoanálise e a revisão de quais os valores realmente devem ser observados.
Os que passam por isso normalmente mudam o foco sobre diversos pontos da vida antes imaginados importantes, agora tidos como insignificantes, e passam a valorizar coisas que antes não conseguiam enxergar.
 
A beleza de um ipê totalmente desfolhado, antes do início de sua floração, com um pássaro colorido em um de seus galhos é algo jamais visto e admirado, por quem está correndo para não chegar atrasado a uma reunião de negócios.
 
O registro fotográfico de um por do sol, de um local bonito por onde passou, ou do pássaro no ipê, para posteriormente ser compartilhado com quem não estava presente naquele momento, passa a ser extremamente gratificante por quem o realiza.
 
As cenas espetaculares e inesquecíveis de um acasalamento equino, o nascimento de um de um animal no campo, o canto de um pássaro livre e o som isolado do vento nas folhas, só podem ser vistas e ouvidas por quem possui tempo e se dispõe a uma vida diferente da levada nos grandes centros urbanos.
 
As sementes das maiores árvores, que não conseguem crescer à sua volta por causa da falta de raios solares provocado por sua sombra, precisam ser consumidas pelos pássaros que depois as transportam em seus intestinos até outros locais, onde brotarão e crescerão longe da sombra da árvore mãe, assim como os humanos, entre os quais podemos notar o maior amadurecimento daqueles que já se afastaram dos pais, e a maior imaturidade - e muitas vezes irresponsabilidade -, dos que, por qualquer motivo, continuam dependentes deles.
 
Os pássaros também são responsáveis pelo transporte das ovas de peixes entre lagos, represas e rios, pois ao pisarem na água para saciar sua sede, estas aderem às suas pernas e só se soltarão quando em novo contato com a água, geralmente em outro local.
 
Como é do conhecimento de todos, abelhas, beija-flores e outros insetos e aves são os responsáveis pela polinização das plantas, mas pouquíssimos são os que já observaram esse trabalho ou a estrutura organizacional de uma colmeia, formigueiro, cupinzeiro ou de uma família de macacos.
 
Os donos de muitos negócios, preocupados, mesmo quando em qualquer local distante das cidades, não conseguem enxergar nenhuma dessas belezas, pois continuam com pressa e olham tudo muito rapidamente, por não possuírem tempo para essas "bobagens".
 
A grande maioria, por sua ansiedade em busca de bens materiais, jamais passará por experiências assim sem uma freada brusca e radical em suas atividades diárias. A pressa nos impede de observar a beleza dos detalhes, sem os quais nada existiria.
 
(João Bosco Leal       www.joaoboscoleal.com.br)

Artigo: Dádiva - A/01259

Dádiva
 
Em uma palestra que vi na internet, um fotógrafo revela como, durante quatro horas por dia e sete dias por semana, acompanhou fotograficamente uma flor desde seu nascimento, e como isso o fez perceber o quanto deveria ser grato por cada segundo vivido.
Enquanto falava, na parede atrás eram projetadas as imagens dos delicadíssimos movimentos das plantas, de gotas de águas que sobre elas caíram, o aparecimento de suas cores, a abertura de cada pétala até sua total exposição, amadurecimento, polinização por abelhas.
Lembrou sua plateia de que 80% de tudo o que sabemos chega ao nosso conhecimento através dos olhos, mas poucos são os que realmente enxergam o que olham à sua volta.
Com imagens e exemplos maravilhosos a palestra realmente chama a atenção para como, diariamente desprezando maravilhosos acontecimentos, passamos pela vida sem vivê-la e como somos ingratos por não estarmos constantemente agradecendo pela benção que é viver.
Quantas vezes ao acordar e começarmos um novo dia, olhamos para o sol nascendo e observamos a diferença de seus raios em relação ao dia anterior, o tempo mais aberto ou fechado, seco ou úmido, chovendo ou não, calor ou frio? Parece bobagem, mas jamais existiu ou existirá um momento como aquele, único, com milhares de variações de luminosidade, intensidade, umidade, cores e temperaturas.
O formato, a posição, as cores e a velocidade das nuvens variam milhões de vezes durante um único dia, e raras são as pessoas que em alguma oportunidade pensaram sobre isso, pois a maioria imagina que isso é uma enorme bobagem, que não existe nenhuma importância nesse fato.
Realmente, o formato das nuvens teoricamente em nada mudará sua vida, mas através de sua densidade, cor e velocidade é que a ciência consegue obter dados que, em conjunto com outras informações, permitem determinar a temperatura e as precipitações ou não nos próximos dias, o que influenciará significativamente o plantio, o desenvolvimento e a colheita de todos os alimentos que necessita para sua sobrevivência e comprova o quanto somos conectados e integrados a tudo o que está à nossa volta, principalmente a natureza.
Além das informações visuais, nosso cérebro recebe milhares de outras, de fontes diversas, como a diferença de temperatura climática, entre a água ou um objeto quente ou frio, o som do vento nas árvores ou o cheiro emanado da terra quando chove e a reação a qualquer dessas informações provoca um sentimento único, que faz com que em cada segundo de nossa vida tenhamos uma situação, história, que jamais se repetirá.
Nas observações feitas com os olhos e registradas em fotografias, podemos notar como o orvalho provocado por uma queda de água em um rio, nunca foi e jamais será igual, pois dependendo da intensidade do vento que o sopra, muda a cada instante, assim como o arco íris que jamais teve ou terá a mesma espessura, tamanho, tonalidade das cores ou estará no mesmo local.
Os olhos, as mais perfeitas máquinas fotográficas que existem, não utilizam filmes ou imagens digitais registradas em megapixels, mas exigem uma mente aberta para a recepção e processamento de suas informações, que serão entendidas de forma totalmente distintas por cada ser humano e, quando passamos a enxergar cada um desses detalhes, somos levados a refletir sobre aspectos que podem alterar significativamente nosso modo de ver e entender tudo o que vivemos.
Abra sua mente para as informações recebidas e perceba como, a cada segundo, deve ser grato pela maravilhosa dádiva que é sua vida.
(João Bosco Leal    www.joaoboscoleal.com.br)

Fé e Religião

As Religiões


Em pleno século XXI, as religiões continuam tendo grande influência no contexto social e cultural de diversos países e em amplas regiões do Planeta. O poder da fé é de tal magnitude que é capaz de influir em aspectos políticos, sociais e econômicos de nações cujas autoridades, leis ou fronteiras são fortemente delimitadas por questões religiosas. Além, muitos conflitos no mundo nos últimos tempos têm sua origem em divergências religiosas. Os maiores grupos religiosos atualmente, são: Islamismo(1,165 bilhão), Cristianismo(1,720 bilhão), Hinduísmo(762 milhões), Budismo(354 milhões), Judaísmo(14 milhões), Confucionismo(7 milhões) e Xintoísmo(3 milhões), e todas as suas ramificações.

Artigo: Um Filho a cada Falha - A/01258

Um filho a cada falha
 
Existem alguns problemas que são mesmo de difícil solução. Destes, alguns têm explicações plausíveis, outros, só a complexidade humana é capaz de explicar. Um desses problemas eternos é o nascimento de filhos de forma desordenada sejam de solteiros, amasiados ou casados.
 
Há microrregiões em que alguns homens se tornam reconhecidos pela quantidade de filhos que despejam no mundo, verdadeiros reprodutores, como se autodenominam, criados geralmente pelos avós maternos. Muitos são admirados e imitados. Nessa situação em particular, o problema seria bastante minimizado se o Ministério Público, por meio dos  promotores, tomasse consciência do seu papel e processasse a todos, por maus-tratos ou abandono de incapazes, nos casos mais graves, e os demais pela concessão de pensão alimentícia.
 
Muitos pais não dão formação aos filhos necessária para fazerem a opção de ter filhos planejados, seja do ponto de vista da renda suficiente para alimentá-los, ou para adquirir moradia ou necessária para uma formação educacional. Em alguns ambientes familiares existem mesmo bastante conivência e permissividade. Nos grupos há uma valoração distorcida. Como regra as amigas realizam um chá de bebê, o incentivo necessário à gravidez de jovens e a visão de que a questão material estaria resolvida. Depois, sofrem crianças, pais, avós e todos que tenham um relativo senso social.
 
São diversos argumentos a justificar o número de filhos acima das possibilidades mínimas de cuidados, independente de ser um, serem dois ou mais. Toda vez que se pratica um ato sexual capaz de engravidar, deve-se ter a noção exata que a falta de prevenção trará uma gravidez naturalmente. 
Todas as igrejas, os sindicatos, as ONGs, os governos e familiares deveriam informar aos jovens com clareza absoluta dos riscos da gravidez, e cobrar responsabilidade total dos seus pupilos, de forma incisiva, quando arrumassem filhos. Nada de passar a mão na cabeça; nada de dar moleza; nada de assumir o lugar de quem os fez. O adágio “quem pariu Mateus, balance”, tem que ser levado ao pé da letra. O Ministério Público e a Justiça têm que atuar em defesa do bem-estar das crianças e penalizar os pais que as abandonassem ou não cuidassem devidamente, para respaldar o princípio básico de toda pena, que é servir de exemplo.
 
Todos os pontos aqui abordados servem para mulheres e homens. Jamais se deve diminuir a responsabilidade deles ou referendar o machismo pela quantidade de filhos. Essa posição vai além da tolice, traz consequências sociais graves para todos. Enquanto os pais irresponsáveis não forem para cadeia por deixar filhos abandonados pelo mundo, infelizmente, a sociedade ainda vai presenciar pessoas fazendo filhos por divertimento ou por afirmação sexual. As desculpas da falha do remédio ou do rasgão da camisinha não colam mais nos dias atuais, pois até já existe a pílula para o dia seguinte.
 
Facilitar o acesso à cultura, à prática de esporte, ao artesanato, à música, mostra um lado bom da vida que não substitui a necessidade de procriar. Mas a consciência sobre a necessidade de cuidar dos filhos é o vetor preponderante para acabar de vez com a fabricação de filho como se fosse produção numa indústria. Colocar filho no mundo deveria ser encarada por todos com muita seriedade.
 
Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP

Poema: Rei do Universo

À SUA MAJESTADE,
REI DO UNIVERSO
 
A Vossa Majestade exponho a vida
Que julguei ser de minha posse,
Nesta já longa estrada percorrida,
Que até pensei que mais breve me fosse.
A arfar fiz romper grande subida,
Só por gotas contei momento doce
Nesta jornada quase concluída.
 
Mas sou grato ao Vosso amor perfeito,
Ignorante embora aos feitos Vossos,
Vos trago esta oração feita ao meu jeito,
Nesta prece que não nasce dos meus ossos;
Nem Vos fale, tão só, este esqueleto,
Nem mesmo este coração no peito.
 
Em sentimento me posto contrito
Diante do Amor de Vossa Majestade,
No silêncio da carne ante o infinito,
Sem qualquer sonho ou necessidade.
Que Vos chegue da Alma este meu grito
Naquele sopro que por Tua bondade
Insuflaste em Adão, como está escrito.
 
Geraldo Generoso – 21.01.2013

A Bíblia Diz...

"Vede, irmãos, que nunca haja
em qualquer de vós um coração
mau e infiel, para se apartar
do Deus Vivo. Antes, exortai-vos
uns aos outros todos os dias,
durante o tempo que se chama
Hoje, para que nenhum de vós
se endureça pelo engano do erro."
 (Hebreus 3:12-13)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Pensamento - VIDCCCXXVI - 6826

"O tolo nem perdoa nem esquece,
o ingênuo perdoa e esquece, o sábio
perdoa mas não esquece." (Thomas Szasz)