domingo, 24 de fevereiro de 2013

Artigo: O Tigre - A/01291


MANTENHA UM TIGRE NO SEU BARCO


Esquisito o título, mas você entenderá. Fui assistir ao filme “As Aventuras de PI”, indicado ao Oscar inclusive. Fora as imagens formidáveis em ‘3D’, o enredo mostra a luta pela sobrevivência do garoto naufrago, tendo como companhia de bordo  na pequena embarcação à deriva no Pacífico, nada menos que um ‘tigre de Bengala’.

Em tempo: nosso herói perdera a família num naufrágio e  safou-se no barco salva-vidas junto com uma zebra, uma hiena, um orangotango e o tigre, que seu pai  levava para vender no Canadá. A luta pela vida foi cruel naquele espaço comum, mas a inteligência humana e a força animal prevaleceram sobre as espécies mais fracas e  as condições adversas em alto mar. Restaram o garoto e o tigre, que acabaram salvos.

Imagine: ao jovem o desafio de ‘conviver’ com o animal, sem descuidar do barco e dos perigos constantes como tubarões, tempestades, sede, fome, frio noturno e a solidão. Diferentemente portanto do personagem ‘Chuk’ de Tom Hanks em “O Naufrago” que teve como ‘companhia’ por 4 anos numa ilha deserta, a foto da mulher e a bola de vôlei (Wilson) que o motivaram contra o desespero. Quem assistiu lembra.

Esse enredo merece ser comparado ao nosso dia a dia, onde o barco  de nossas vidas – muitas vezes sem rumo – ao meio as turbulências, leva-nos  quase naufragar, ‘entregando os pontos’, se não tivermos um ‘tigre’ a  desafiar nossa inteligência, emoções e  principalmente a motivação pela vida.

Lembro que os tigres estão aí soltos no cotidiano: os desafios profissionais, da saúde, familiares e tantos outros imprevisíveis na extensa lista. Melhor do que correr deles covardemente por desmotivação, é mantê-los bem visíveis para assegurar de que estamos no caminho certo. Quando vamos ao médico, por exemplo, estamos tendo a consciência de que podemos ser vítimas dos tigres do câncer e outras doenças.

Vida sem tigres, sem desafios e derrotas inclusive seria extremamente monótona e infeliz. Felicidade é também a necessidade de combater com tesão esses tigres que nos rodeiam. Bobagem: não existe a tal  felicidade com data de validade apregoada nas propagandas.  Aliás, a obsessão pela felicidade futura impede às vezes de se ver e sentir o quanto somos felizes hoje.

E no arremate, duas frases  para reflexão: do Gal Maximus no filme O Gladiador: “Tudo aquilo que você faz hoje, realmente ecoará pela eternidade”; e da jornalista Eliane Brum: “As próximas horas serão as mais importantes de sua vida”.

                                                      Cuide do seu tigre!

  (Manoel Afonso - acesse www.manoelafonso.com.br)

 

A Bíblia Diz...

"O amor é sofredor, é benigno;
o amor não é invejoso; o amor
não trata com leviandade, não
se ensoberbece. Não se porta
com indecência, não busca
os seus interesses, não se irrita,
não suspeita mal; não folga com
a injustiça, mas folga com a verdade;
tudo sofre, tudo crê, tudo espera,
tudo suporta." (1 Coríntios 13:4-7)

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Literatura: Marlene Santos


 Marlene Santos lança Livro no Rio de Janeiro


Na noite de sexta-feira 22/02/13, aconteceu na livraria Argumento do Rio Design Barra o lançamento do livro Uma viagem: a descoberta de um mundo, sob a égide de All Print Editora. O livro é um relato da atípica trajetória de vida da “nossa carioca adotiva” Marlene Santos. Após os primeiros passos no Paraná, sua terra natal, ela passou parte de sua juventude na pequena cidade sul-mato-grossense de Mundo Novo, quando ainda precocemente decidiu partir para as grandes metrópoles brasileiras São Paulo e Rio de Janeiro em busca de novos horizontes diferente da vida pacata no campo. Sem jamais esquecer suas raízes, todos os anos ela volta em Mundo Novo para rever amigos e familiares com quem sempre compartilhou suas confidências e verdadeiros momentos de alegria. Com apoio dos meios de comunicações da cidade, isto é, da Rádio Pantanal FM e do Jornal Tribuna do Povo, a sublime Mundo Novo com apenas 20 mil habitantes, vem liderando os números de exemplares vendidos.

Em seu livro, Marlene faz uma breve viagem por terras brasileiras começando pelo Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e, sobretudo, o Rio de Janeiro cidade que, assim como o Cristo Redentor, a acolheu com os braços abertos. No entanto, mas uma vez esta cidade tão atípica e única no mundo chamada Rio de Janeiro, abriu novamente suas portas para Marlene, porém, desta vez foram as portas do mundo... Nos últimos anos, viajando ao redor do mundo pelas as Américas, a África, a Ásia e especialmente a Europa, a autora relata fielmente suas viagens empreendidas por diversos países desses continentes. Ao ler o livro, o leitor tem a sensação de estar percorrendo os mesmos lugares por onde passou a “nossa carioca”. Dentre tantos os países visitados, podemos citar Suíça, Liechtenstein, França, Mônaco, Inglaterra, Gibraltar, Itália, Vaticano, San Marino, Espanha, Portugal, Alemanha, Áustria, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, República Tcheca, Eslovênia, Eslováquia, Hungria, Polônia, Romênia, Lituânia, Letônia, Estônia, Finlândia, Dinamarca, Suécia, Croácia, Montenegro, Bósnia e Herzegóvina, Bulgária, Grécia, Israel, Palestina, Jordânia, Turquia, Marrocos, Estados Unidos além da Argentina, Chile, entre outros. Em cada cidade visitada, em cada lugar desses países, uma nova emoção para a jovem escritora que começa dar seus primeiros passos na arte literária sem titubear, como afirma o jornalista e editorialista Jairo de Lima Alves.

Poema: Maldita Droga - Euclides Cavaco

Maldita Droga 
Autor: Euclides CavacoIntérpretes: Ingride G/Sandra Lobo/Alexandra Carlos (Suécia)

A droga é maldição
No mundo em qualquer nação
Atormenta a juventude
E até pròs de mais idade
A droga é calamidade
Que afecta a vida e saúde.

Numa constante ameaça
Leva os jovens à desgraça
E a todos tão mal faz
A droga é fogoso perigo
Que mais parece um castigo
Ou obra de Satanás.

Os jovens deviam ter
Coragem para dizer
À droga sempre que não
Ao flagelo eminente
Que consome lentamente
Sem sentido e sem razão.

Maldita, seja maldita
A droga que o mundo agita
E rouba vidas à vida
A droga, é passaporte
Para a viagem da morte
Com frenética partida !...

Euclides Cavaco

Pensamento - VIDCCCLXXXIV- 6884

“´É possível renunciar quando não é
mais possível continuar.” (Bento XVI)

Artigo: A Renúncia de Bento XVI - A/01290

A Renúncia do Papa Bento XVI


O Papa Bento XVI, por razões de saúde e de idade, decidiu renunciar ao Papado, tendo em vista sentir-se sem saúde necessária para cumprir sua árdua missão, que exige intenso trabalho diário, muitas viagens, audiências, discursos, etc. Em sua renúncia ele disse com toda clareza e sinceridade:
“Após ter examinado perante Deus reiteradamente minha consciência, cheguei à certeza de que, pela idade avançada, já não tenho forças para exercer adequadamente o ministério petrino. Sou muito consciente que este ministério, por sua natureza espiritual, deve ser realizado não unicamente com obras e palavras, mas também e em não menor grau sofrendo e rezando. No entanto, no mundo de hoje, sujeito a rápidas transformações e sacudido por questões de grande relevo para a vida da fé, para conduzir a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor tanto do corpo como do espírito, vigor que, nos últimos meses, diminuiu em mim de tal forma que eis de reconhecer minha incapacidade para exercer bem o ministério que me foi encomendado”.

Fica claro que o Papa rezou muito e meditou bastante antes de tomar a decisão com a consciência tranquila. Foi um ato de humildade diante do seu estado físico e de coragem diante da História da Igreja, sem medo de que seu gesto desgoverne a Barca de Pedro. É um gesto que demonstra a fé de que a Igreja é dirigida por Deus e não pelos homens. É emocionante Bento XVI aceitar diante de si mesmo, da Igreja e do mundo sua “incapacidade para exercer bem o ministério que me foi encomendado”.
Toda a Igreja Católica, e também os não católicos, são testemunhas da grandeza deste homem que deu sua vida pela Igreja, e que a continuará servindo de outra forma. Antes de tudo o nosso agradecimento a Deus por tão grande dádiva para a Igreja. Durante 25 anos ele foi Prefeito da Congregação da Fé da Santa Sé, auxiliar fiel e dedicado ao Papa João Paulo II. Deus seja louvado por Bento XVI!

Desde já rezemos para que o novo papa a ser eleito pelos cardeais seja aquele cujo nome já está no coração do Bom Pastor e Cabeça da Igreja. Aproveitemos o tempo de Quaresma para intensificar as preces e sacrifícios oferecidos a Deus para que os cardeais eleitores sejam iluminados de modo a escolher rapidamente o nosso novo Pastor Universal.
A renúncia do Papa é algo legal, prevista no Código de Direito Canônico da Igreja, que diz no Cânon 187 – “Qualquer um, cônscio de si, pode renunciar a um ofício eclesiástico por justa causa”. O pedido de renúncia deve ser feito à autoridade superior; mas, como na Igreja não há autoridade superior ao Papa, seu pedido de renúncia é suficiente para consumar sua decisão.

Em uma entrevista dada ao jornalista alemão Peter Seewald, no livro A LUZ DO MUNDO, EM 2010, Bento XVI declarou que “é possível renunciar quando não é mais possível continuar”, quando o papa não está mais em condições físicas adequadas. Nesses casos, chega a ser cogitada inclusive a “obrigação moral” de se apresentar a renúncia.  Portanto, sua renúncia é um gesto de coerência e a certeza de que quem governa a Igreja é Jesus Cristo e que o Espírito Santo é quem guia e assiste o Papa legalmente eleito, seja ele quem for. É uma decisão corajosa, lúcida e coerente do “humilde servo da vinha do Senhor”, Papa Bento XVI, como ele se apresentou no dia de sua eleição.
Na história da Igreja três papas já renunciaram. Ponciano (230-235), porque foi exilado para a Sicília, juntamente com o antipapa Hipólito, pelo Imperador romano Magno, onde ambos morreram mártires. Durante o exílio, o Papa Ponciano renunciou em 28 de setembro de 235, para que a Igreja pudesse eleger seu sucessor.

O Papa Celestino V (1294), que foi monge beneditino e eremita, pouco preparado para governar a Igreja, renunciou em idade avançada, mais de oitenta anos e faleceu em um mosteiro.
Gregório XII (1405-1415), em 1415 renunciou com mais de oitenta anos para que a Igreja chegasse ao fim do chamado “Cisma  do Ocidente”, um triste período de 40 anos quando a Igreja teve um Papa legítimo em Roma (Gregório XII), e dois antipapas, um em Avignon (Bento XIII) na França e outro em Bolonha (João XXIII) na Itália.

O Concílio de Constança (1414-1418), com a renúncia de Gregório XII, depôs os dois antipapas e elegeu Martinho V em 1417;e a Igreja voltou a ter só um Papa.
Segundo uma informação do porta-voz do Vaticano, o Papa Bento XVI vai residir em um mosteiro no Vaticano. Poderá ser, quem sabe, um grande colaborador do novo Papa, com sua sabedoria, conhecimentos e santidade.

Enquanto não se eleger um Papa, após o afastamento de Bento XVI, o cardeal chamado de Carmelengo passa a governar o Estado do Vaticano, e o Colégio dos Cardeais governa a Igreja
Assim, a Igreja vai continuar sua caminhada e missão na terra, levando o Evangelho a todas as nações. Teremos um novo Conclave, a eleição de um novo Papa, como dizia Santa Catarina de Sena, o “Doce Cristo na Terra”.  Certamente ele virá ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude; talvez o nosso país seja o primeiro a receber o novo Papa.

 13 de fevereiro de 2013
(FELIPE AQUINO   -   Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica)

 

A Bíblia Diz...

"Não vos deixeis levar em redor
por doutrinas várias e estranhas,
porque bom é que o coração
se fortifique com graça, e não
com alimentos que de nada
aproveitaram aos que a eles
se entregaram. (Hebreus 13:9)