quarta-feira, 19 de junho de 2013

Música Raiz - Délio e Delinha

Délio e Delinha, o casal de onças


Dupla sertaneja de grande projeção, a partir da década de 1950, Délio e Delinha fizeram muito sucesso em todo o Brasil, tendo começado a carreira nas terras tupiniquins. José Pompeu “Délio” e Delanira Gonçalves Pompeu “Delinha” são naturais do distrito de Vista Alegre, no Município de Maracaju. Primos e também marido e mulher, a carreira artística teve início na época em que haviam se casado. Cantavam em festas populares e programas de auditório, alcançando em pouco tempo o sucesso desejado. Diante da popularidade conquistada, o casal teve que mudar para São Paulo, que era o centro cultural do País no gênero sertanejo. Dali, a música de Délio e Delinha ganhou espaço em todos os recantos da Pátria, ficando a dupla conhecida como “O casal de onças de Mato Grosso”, atuando durante muito tempo em emissoras de rádio, principalmente na Difusora de Aquidauana. As canções imortais de Délio e Delinha, são, dentre tantas: Malvada, Cidades Irmãs, Prenda Querida, Meu Cigarro, e o hit “O Sol e a Lua”, obra-prima da dupla sul-mato-grossense. Délio lutou contra o câncer, vindo a falecer em Campo Grande no ano de 2010, aos 84 anos de idade. Delinha prossegue a carreira e com a voz que ainda encanta o público sertanejo. A mais recente apresentação da artista aconteceu na Cidade Morena no dia 11 de maio, com o espetáculo Encontro de Rainhas, cantando com Perla, cantora paraguaia.

A Bíblia Diz...

"Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor
Jesus Cristo, o qual nos abençoou
com todas as bênçãos espirituais
nos lugares celestiais; como também
nos elegeu nEle antes da fundação
do mundo, para que fôssemos santos
e irrepreensíveis diante dele em amor;
e nos predestinou para filhos de adoção,
para si mesmo, segundo o beneplácito
de Sua Vontade." (Efésios 1:3-5)

terça-feira, 18 de junho de 2013

Pensamento - VII.CXL - 7140

"Aquele que envelhece e que segue
atentamente esse processo poderá
observar como, apesar de as forças
falharem e as potencialidades deixarem
de ser as que eram, a vida pode,
até bastante tarde, ano após ano
e até ao fim, ainda ser capaz de aumentar
e multiplicar a interminável rede
das suas relações e interdependências
e como, desde que a memória se mantenha
desperta, nada daquilo que é transitório
e já se passou se perde." (Hermann Hesse)

Tribuna Livre

O GOLPE CONTRA MARINA SILVA


Numa ponta Marina Silva já superou as 500 mil assinaturas para viabilizar o seu novo partido - ‘Rede Sustentabilidade’. Na outra ponta, o STF sinaliza o sim ao andamento do projeto de lei no Senado inibindo a criação de partidos. A matéria é delicada, de alta indagação, envolve aspectos interessantes sobre a independência dos poderes. Marina Silva, com 15% nas pesquisas, está saindo como vítima, podendo levar a sucessão presidencial para o 2º turno.

 

A Bíblia Diz...

"O meu Deus, segundo as suas riquezas,
suprirá todas as vossas necessidades
em glória, por Cristo Jesus." (Filipenses 4:19)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

As Manifestações no Rio

Protesto contra a tarifa 
leva 40 mil às ruas do Rio


Gritando palavras de ordem como "Não é Turquia, não é a Grécia, é o Brasil saindo da inércia", "não tenho partido" e "abaixa a bandeira", em direção a militantes de partidos políticos com o PSTU e PSOL, a manifestação contra o reajuste das passagens de ônibus toma praticamente toda a avenida Rio Branco, no centro.

A Polícia Militar estimou em cerca de 40 mil pessoas até as 18h. Os organizadores não fizeram estimativa após o início da caminhada, mas a multidão ocupava, de forma compacta, cerca de 800 metros da avenida Rio Branco. A avenida tem 33 metros de largura.

No final da passeata, por volta das 19h30, os manifestantes se dividiram. Enquanto parte seguia para a Cinelândia, um grupo grande dobrou na rua Araújo Porto Alegre, rumando em direção ao prédio da Assembleia Legislativa do Rio.

A polícia fechou o trânsito na avenida Antônio Carlos, que leva para a Alerj. Em um carro de som, um manifestante gritou: "ocupamos o Congresso Nacional". A multidão começou a gritar: "ocupa, ocupa, ocupa a Alerj" e "isso aqui vai virar um inferno". Um manifestante soltou uma bomba do tipo cabeção de nego e foi vaiado pelos outros manifestantes.
O ato de protesto segue sem incidentes.

Das janelas dos prédios comerciais, pessoas jogam papel picado e acenam com panos brancos. Muitos manifestantes também vestem branco e levam flores. Uma gigantesca bandeira branca é carregada pelos participantes, a maioria jovens estudantes.

Ao final do dia, pessoas que saiam do trabalho, muitos usando terno, se somaram à multidão. As avenidas Presidente Vargas (no sentido Cinelândia) e Rio Branco estão fechadas ao trânsito. Cerca de 600 estudantes da UFRJ (Universidade Federal do Rio) sairam do IFCS (Instituto de Filosofia e Ciências Sociais) no centro do Rio em direção à Igreja da Candelária.

São alunos de várias faculdades da UFRJ de diferentes pontos da cidade que vieram em grupos de dez, para evitar a repressão policial. "O povo brasileiro está se conscientizando de lutar pelos seus direitos", disse Carolina Genoves, 24, estudante de Direito.

Já era intensa a movimentação de pessoas saindo do trabalho por volta das 16h30 no centro do Rio. Muita gente caminhava rápido nas ruas e recorria ao metrô. Diversas lojas e prédios comerciais estavam fechados, com seguranças do lado de dentro observando a movimentação através dos vidros.

O trânsito também estava muito mais intenso do que o normal para o período. Na semana passada, outro dois protestos, de menor dimensão, tomaram as ruas do Rio. Participando da passeata, o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), disse ser "natural" o movimento, com as pessoas "reagindo à hegemonia de partidos que esqueceram seu programa original. É como o vômito necessário para depois se alimentar de novo", disse, descendo a Rio Branco.

À frente da passeata seguiam dois carros e duas motos da Polícia Militar, mais 50 guardas municipais. Militante do PSTU e funcionário da Petrobras, Fábio Pardal foi "convidado" pelos manifestantes a sair da frente da passeata. Pardal carregava uma bandeira de seu partido.
"Lutamos muito durante a ditadura para termos o direito de nos organizar. Essa crítica aos partidos é causada pela classe política, principalmente pela decepção com o PT", disse.

AS PALAVRAS DE ORDEM

As palavras de ordem ouvidas na manifestação que ocupa o centro do Rio vão desde reclamações contra o preço das passagens à referências à Turquia. A multidão grita "se a passagem não baixar, o Rio vai parar" e "mãos ao alto, a passagem é um assalto" Alguns se dirigem aos policiais que acompanham a passeata cantando "querido fardado, seu filho anda de táxi?" Outros gritam "Argentina", referência ao fato de o prefeito Eduardo Paes ter dito em entrevista ao jornal inglês "The Guardian" que "se mataria" caso o Brasil perca para a Argentina na final da Copa do Mundo.

Em determinado momento, os manifestantes começaram a gritar "acabou o amor, isso aqui vai virar Turquia" e xingavam o governador do Rio, Sérgio Cabral.


Sobre as Manifestações

As manifestações têm as suas vantagens, podendo deixar
em estado de alerta os políticos trapaceiros destes brasis.
O povo brasileiro aos poucos começa a tomar consciência
da situação caótica reinante em muitos pontos do País,
no tocante à corrupção, que cresce a cada dia.