quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Gestões Municipalistas - V

Beto Pereira é eleito presidente
da Assomasul com 71 votos
O prefeito de Terenos, Beto Pereira (PMDB), foi eleito, pela Chapa "União Municipalista", presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) com 100% dos votos dos 71 prefeitos que compareceram na sede da entidade, em Campo Grande.
A chapa União Municipalista contempla nove partidos. Além do PMDB, ela conta com a participação de prefeitos do PT, PDT, PSDB, PTB, PR, PPS, PSB e DEM.

“Esses 71 votos foram uma injeção muito grande motivação”, disse Beto Pereira, que substituirá o ex-prefeito de Jateí, Eraldo Jorge Leite (PSDB), a quem atribuiu uma administração de grandes conquistas em favor do municipalismo.
O presidente eleito disse que a construção da chapa única, em que todos os partidos foram contemplados, demonstrou a maturidade da Assomasul visando à consolidação da luta em favor do municipalismo.
Ele agradeceu o apoio de todos os prefeitos, destacando principalmente seu colega de Chapadão do Sul, Jocelito Krug (PMDB), que, segundo ele, teve a grandeza de reconhecer a importância da unidade em torno da composição da chapa de consenso, abrindo mão de sua candidatura à presidência.
Beto Pereira aproveitou a presença do governador André Puccinelli (PMDB), que chegou ao local na hora na divulgação do resultado, para pedir apoio para os municípios.
Lembrou que o governador teve o apoio da maioria dos prefeitos e que, em conversa com ele ontem mesmo logo na entrada da Assomasul, o qual havia reafirmado seu compromisso com a bandeira municipalista.
Em entrevista, Beto Pereira voltou a defender a unidade em favor dos interesses dos municípios, destacando a importância de se manter o diálogo com o governo estadual e outros poderes e institucionais públicas.
Questionado, o prefeito de Terenos disse que o primeiro passo será sentar com o governo para discutir a questão do transporte escolar.
Sobre o projeto que prevê mudanças nos critérios de distribuição proporcional do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que tramita na Assembléia Legislativa, Beto Pereira disse que a Assomasul, como instituição, só poderá debater o assunto caso haja consenso entre os prefeitos, uma vez que, de acordo com a matéria, alguns municípios seriam beneficiados em detrimento de outros, como é o caso de Campo Grande, Dourados, Corumbá e Três Lagoas.
“Tem que haver bom senso de ambas as partes, tanto para quem ganha quanto para quem perde. Agora, a Assomasul, como instituição, tem que defender os interesses de todos os 78 municípios, e na hora oportuna, vamos trazer esse debate para cá”, colocou, Beto Pereira.
O presidente eleito da Assomasul aconselhou os prefeitos, nesse primeiro momento, a conter gastos, cortar o custeio. “Estamos vivendo um momento crítico, de muita crise, e o que podemos fazer é aconselhar corte no custeio de combustível, de material permanente”, declarou.
A cerimônia de posse está marcada para o dia 16 deste mês, às 20 horas, no auditório Germano de Barros, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande.

HEGEMONIA
Depois de conquistar o governo do Estado, a presidência da Assembléia Legislativa, a prefeitura e a Câmara de Vereadores de Campo Grande, o PMDB chega ao comando da Assomasul, quebrando a hegemonia do PSDB, que comandou a entidade por sucessivos mandatos.
A última vez que o PMDB tentou conquistar a presidência da entidade que congrega os 78 municípios do Estado, saiu derrotado quando o ex-prefeito de Coxim, Júnior Mochi, perdeu para o colega de Sidrolândia, Enelvo Felini, à época no PDT, que administrou entre março de 1999 a maio de 2000.
De acordo com o arquivo da associação, o PSDB chegou à presidência pela primeira vez com o ex-prefeito de Anastácio, Nildo Alves de Albres, que administrou no período de março de 1997 a fevereiro de 1999.
Outros tucanos dirigiram a associação, como Marieta Pereira de Souza (06/2000 a 02/2001), de Angélica; Reinaldo Azambuja Silva (03/2001 a 01/2003), de Maracajú; e Dirceu Lanzarini (02/2003 a 11/2004), de Amambaí, que deixou o cargo para concorrer à reeleição, sendo substituído pelo peemedebista Waldeli dos Santos Rosa, de Costa Rica, que teve passagem meteórica pelo cargo (11/2004 a 01/2005).
Somente depois é que Lanzarini migrou para o PR do deputado estadual Londres Machado, que também deixou o PSDB ameaçado de expulsão pela então presidente da legenda, Marisa Serrano.
Após esse período, outro tucano voltou ao cargo, o ex-prefeito de Jateí, Eraldo Jorge Leite, que administrou a entidade por duas vezes – o primeiro mandato pelo PR.

CHAPA MUNICIPALISTA
Reeleito prefeito de Terenos em 5 de outubro com 77,4% dos votos válidos,
Beto Pereira, que ocupou o cargo de 1º Secretário Assomasul, será eleito o 20º presidente da instituição municipalista.
A chapa União Municipalista está composta desta forma:
Presidente, Beto Pereira (PMDB), de Terenos; 1º Vice-presidente, João Carlos Lemes (PT), Bataguassu; 2º Vice-presidente, Ilca Domingos (PMDB), Nioaque; Secretário-Geral, Ari Artuzi (PDT), de Dourados; 1º Secretário-Geral, Cláudio Valério (PMDB), Anastácio; 2º Secretário-Geral, Eledir Barcelos (PT), Santa Rita do Pardo; Tesoureiro Geral, Evandro Bazzo (PSDB); 1º Tesoureiro-Geral, Celso Vargas (PTB), Maracaju; Diretoria de Relações Públicas, Arilson Targino (PSDB), Jateí; Diretoria de Assuntos Municipalistas, Dirceu Lanzarini (PR); Amambai; Diretoria de Patrimônio, Arlei da Silva Barbosa (PT), Nova Alvorada do Sul; Diretoria de Saúde, Cláudio Barcelos (PR), Tacuru; Diretoria de Cultura, Marta Maria (PDT), Eldorado; Diretoria Esportiva, Willian Douglas (PPS), Rio Verde.
O Conselho Fiscal ficou assim: Mateus Palmas de Faria (PR), de Caarapó; Juneir Marques (PSDB), Antônio João; Darci Freire (PDT), Douradina), além dos suplentes Jesus Baird (PMDB), de Costa Rica; Neder Vedovato (PSB), de Miranda; e Carlos Augusto (DEM), Cassilândia.

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