segunda-feira, 18 de maio de 2009

A história do urso - A/0345

A história do Urso
Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de um alimento. A época era de escassez, seu faro aguçado sentiu cheiro de comida, e o conduziu a um acampamento de caçadores. Ao chegar lá, o urso percebendo que acampamento estava vazio foi até a fogueira, que estava ardendo em brasa, e dela tirou um panelão de comida. Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina. Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava. O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito alto e, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais apertava a tina contra seu corpo e mais alto ainda rugia. Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontrou o urso recostado a uma árvore próxima a fogueira, segurando a panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo. Ao terminar de ouvir esta historia de um mestre, percebi que em nossa vida, por muitas vazes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes, e algumas dela nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro e mesmo assim as julgamos importantes. Temos medo de abandona-las e esse medo nos coloca em uma situação de sofrimento e desespero, apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos. Para que tudo dê certo em sua vida é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir. Tenha coragem e a visão que o urso não teve. Tire do seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder. Solte a panela! Seja feliz!

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