Número de Sepultura: Não Há.
A essência da vida está em compreendê-la e vive-la. Mas, quando o imprevisto impede que isto aconteça, devemos aceita-la como as circunstâncias nos impõem. E, quando isto acontece, estamos sujeitos a todas as espécies de acontecimentos; somos obrigados a assistir a morte abater vidas nascentes, vidas cansadas ao longo do caminho; assistimos tudo isto com lágrimas e com dores. E.. que fazer se não podemos sorrir?
Hoje... é Finados, Dia dos Mortos. As vidas que se foram em freementes guerras inevitáveis, "neuroses" que massacram santos, inocentes e pecadores numa fúria ambiciosa, que destrói povos e nações, diversas gerações, nossos profundos sentimentos; aos causadores dessas tragédias, nossos pêsames.
Nem todos os que nascem podem viver: aos que morreram antes da hora, como heróis ou como covardes, nossas condolências, nem todos podem chegar ao fim como heróis. Aos inocentes que se foram, impiedosamente, abatidos pelos "criminosos profissionais", intrusos que nasceram por descuido, às vítimas nosso respeitoso silêncio. Aos que lutaram pela vida, tentando o muito mas que dividiram generosamente as migalhas, entre os grandes e pequenos, nossos sinceros agradecimentos. Aos que "partiram", prematuramente, como anjos ou como demônios nossa prece sem palavras. Aos que se foram chorando, aos que se foram sorrindo e aos que se foram sofrendo, nossa coroa de rosas orvalhadas com lágrimas sinceras; aos que "partiram" cedo, aos que "partiram" depois da hora, aos que viveram uma vida inteira inocentemente, aos que ensinaram a viver sabiamente, aos que protegeram crianças, jovens e velhos, aos que melhoraram o mundo, quando aqui estiveram, nossas sinceras homenagens.
Número de sepultura: NÃO HÁ: todas as sepulturas do Mundo são iguais para os pobres e ricos, sábios e inocentes, santos e pecadores. Aos corpos que jazem em todos os sepulcros do Mundo, a nossa prece sentida.
A realidade nos obriga a este ato secular, ensinando-nos de uma vez por todas que a morte tudo cessa, tudo perdoa e tudo esquece.
Os poderes individuais, com a morte, são exterminados; a sepultura silencia a voz alta que falou ao Mundo, pretensiosamente, querendo dominá-lo. Todos os sentimentos bons e maus são calados e emudecidos nos mausoléus; para a posteridade ficam somente nossas obras.
A todos que se foram, nosso adeus para sempre. As flores que enfeitam as sepulturas, no dia de hoje, simbolizam a pureza do amor eterno, que terá que existir enquanto existir o ser humano; apenas a consciência de que só o amor é eterno, somente ele importa para nós, nada mais; os impulsos, as fraquezas, os prazeres, as dores, os erros cometidos, as leviandades praticadas em vida são coisas passageiras. O que importa, neste momento, é a essência da vida: O AMOR; a ele que vincula as almas do Passado, ao Presente e ao Futuro, gerações após gerações, nossa prece de uma vida eterna.
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