segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Canção de um Sonhador - P/0331

Canção de um Sonhador

Quisera entoar uma doce canção,
onde qualquer um, de bom coração,
pudesse ouvir com toda simplicidade.
Quem me dera cantar com singelez,
a toada, onde alguém pudesse ter vez:
um som alegre, espalhando na cidade.

Seria tal qual um um gentil sonhador,
em busca do essencial, com terno amor,
sem as preocupações do quotidiano.
Uma viola nos braços, um alegre som,
que retrata a vida, e tudo o que é bom:
a seresta da saudade a cada novo ano.

Soluços implacáveis estão na garganta,
de quando em vez o cantador se espanta,
diante da ternura do pássaro que voa...
a brisa suave surge ao findar o dia,
como no toque do beija-flor, a alegria:
a expansão da vida, que lá fora soa.

Tudo passa depressa, como o vento,
que sem piedade leva o pensamento,
para bem distante. Tudo ali se cala!
Então, o sonhador continua a prosa,
às vezes dedilhando próximo à rosa:
no silêncio da canção, ele nada fala!

21.12.2009 - Jairo de Lima Alves

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