sábado, 12 de dezembro de 2009

Pai - O Clamor de um Filho - P/0329

Pai - o Clamor de um Filho!

Pai, onde está você agora? Por que não mora comigo?
Por que você foi embora? Quero te ver, não consigo!

Por que você e minha mãe se amaram?
Por que não pensou que um terceiro viria?
Por que, então, vocês se separaram?!
Hoje sinto no peito um grande vazio!...

"Pai" - que nome cheio de graça!
Diz uma música, que leva nos ombros a cruz;
porisso, te espero em casa e na praça...
... mas sinto que só a tristeza me conduz.

(Você, que tem seu pai por perto,
que te acompanha, te afaga, e te bendiz,
saiba que o caminho mais certo
são os conselhos de amor que ele diz!"

Meu pai está em algum lugar;
porém, nunca o vi, nem o conheço!
Sou filho de um caso, e não do amor.
Isso é triste! É amargo e me aborreço!

Sou filho do "ficar" de alguém, sem juizo.
Sou filho de alguém, e pago o prejuizo...
Consequente as sequelas estão em mim,
vontade sito de ver, de abraçar, enfim...

Não posso afirmar que você é meu pai,
mas sou fruto de um amor proibido...
Um filho que nem sabe para onde vai!
Meu querido pai, seja-me conhecido.

Este poema, muito inspirado e com um grande significado,
foi encontrado numa gaveta, e desconheço a autoria. Fiz
algumas adaptações em suas estrofes e aqui está esta
maravilha de poesia.

12.12.2009 - Jairo de Lima Alves

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