quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Profanação do Sagrado - P/0330

Profanação do Sagrado

Em Nome de Deus, o Criador de todas as coisas,
surge o terrível poder, que desumaniza o sagrado.
O Templo é profanado, com tamanha confusão,
amor ao vil metal, justifica-se por uma missão:
ato réprobo, gesto insano, inquisição do passado!

Profanar o Templo é atitude tacanha e desumana;
é um retrocesso que ninguém quer mais lembrar.
Falácias de longe se ouve, o Mestre fica distante!
Um turbilhão de palavras, de um homem errante,
que quer a glória mundana e profetisa no Altar!

Permanece acorrentado, quem usa de engano.
Deus permite que o usurpador possa crescer,
mas pagará o preço pela mentira que elabora.
Sem ética, fere princípios do arcano, e chora
com a maldição que lhe sobrevém, vai sofrer!

Ora, a profanação é obscura, o Absoluto tudo vê;
o falso profeta, em voz alta proclama a profecia.
Declara aos incautos que sua palavra é verdade,
faz teatro, um alarde amedrontando a cidade...
a consciência grita, enquanto pratica a covardia.

Pobres, cegos e nús: eles são ávidos pela prata;

a solidão os assola, paz interior é coisa rara!
Perambulando, trilham os próprios caminhos;
quando despede as turbas, ficam sozinhos...
Amaldiçoados serão pelo dono da Seara.

Até quando, Deus Meu e Senhor de minha Vida?
Até quando, a Humanidade terá seu despertar?
Até quando, ficaremos livres de falsos guias?...
Sei que podes abreviar o tempo, os nossos dias!
No Templo do Coração, construiremos um Altar.

17.12.2009 - Jairo de Lima Alves

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