segunda-feira, 19 de novembro de 2012

PCC em MS

Polícia arma estratégias para combater
possíveis ataques de facção no Estado


Lembrando o episódio de 2006, quando policiais militares paulistas sofreram ataques oriundos de uma organização criminosa, ação que se estendeu aos estados do Paraná e em seguida a Mato Grosso do Sul, a corporação do Estado novamente está em alerta, mas a Secretaria de Segurança desmente os fatos. Com atitudes discretas, para não ‘mostrar a realidade à população’, autoridades da Capital estariam se reunido para discutir estratégias e repassar a cautela necessária aos policiais, tanto militares quanto civis.

Uma fonte policial teria informado que a última reunião ocorreu na madrugada de sábado (17), quando o governador André Puccinelli se reuniu com oficiais da Polícia Militar,  pedindo a eles para repassar o cuidado necessário a todos os policiais e suas famílias durante o período de crise em que vive a sociedade.

”As autoridades nos explicaram que ao menos 15 integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) já estariam na cidade para cobrar dívidas dos ‘inadimplentes’ e que estas informações foram ‘grampeadas’ por meio de ligações telefônicas vindas do presídio. A ordem é para andar armado a todo o momento e revidar caso necessário”, teria falado o policial, que há duas décadas atua na ‘linha de frente’ da corporação.

A dívida ao qual o policial se refere seria uma mensalidade que varia de R$ 600 a R$ 850, cobrada de cada integrante da facção. “Foi proposto àqueles que têm mensalidades atrasadas para executar policiais e assim abonar a dívida. O Policial informa: “Realmente a coisa é séria e nenhum policial está dando mole.”

Para o Secretário de Segurança,
suspeitas não têm fundamento

Questionada a respeito de possíveis ataques em Mato Grosso do Sul, a assessoria da Polícia Militar afirmou que ‘ações integradas das forças de segurança’ estariam sendo organizadas e que a Sejusp/MS (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) seria a responsável por repassar informações a respeito.

Segundo Wantuir Jacini, são ‘infundadas’ as informações a respeito de possíveis ataques da facção criminosa, divulgadas inclusive por jornais impressos nesta segunda-feira (19). “A inteligência da polícia ainda não me repassou nada a respeito e desconheço as informações”, afirmou o secretário.

Para averiguar os fatos, a reportagem ouviu diversos outros policiais, sendo que na última sexta-feira (16), o filho de um policial entrou em contato com o jornal para falar de mensagens ameaçadoras recebidas no celular do pai. Também há rumores em Mundo Novo, no Sul de MS, sobre ameaças sofridas por policiais nos últimos dias, relativamente ao PCC. É grande o temor das corporações nas cidades da fronteira, vulneráveis às ações criminosas.

”Desde o dia em que prestamos o concurso sabíamos que estávamos sujeito a isso. E, a partir do momento que estamos fazendo o que a gente gosta, temos coragem prá tudo. Por enquanto ainda não houve nenhum comunicado oficial, mas há rumores sim de possíveis ataques e estamos tomando toda a cautela necessária”, disse um policial à reportagem.  Outro policial desabafa:  “Até policiais civis estão nos comunicando do fato. E somos profissionais que estamos sempre na rua, acostumados a lidar com marginais”.

Carta

Segundo investigações policiais, a facção emitiu o ‘salve geral’ (voz do comando) a todos os integrantes, ordenando a morte de 'dois policiais para cada ‘irmão’ morto'. Ao todo, dezenas de policiais em São Paulo já foram mortos, além de ônibus queimados e ataques isolados nos pelotões do Estado de Santa Catarina.

 

 

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