quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Personalidade: Dino Franco

Osvaldo “Dino” Franco


Terceiro dos doze filhos de José Franco e Maria das Dores Ramos Franco, Dino Franco nasceu na cidade paulista de Paranapanema no dia 8 de setembro de 1936, mas foi registrado na vizinha Conceição do Monte Alegre. Antes de se tornar um compositor famoso, trabalhou na roça colhendo algodão, viveu em Rancharia e Paraguaçu Paulista, onde fez o Tiro de Guerra e começou sua carreira musical na Rádio Marconi, passando também pelos microfones da extinta Rádio Difusora de Rancharia. Começou a compor no ano de 1951 e afirma ter composto milhares de obras, como Dança da Chuva e Tafuleira, em parceira com Piratininga, foi sua primeira gravação, em 78 rotações. Desde muito cedo se inclinou para a vida artística. Em 1954 já trabalhava na Rádio Marconi de Paraguaçu Paulista. Dois anos após, em 1956, estava na Capital e cantou com Tibagi (da dupla com Miltinho). Nessa ocasião  Dino Franco tinha o nome artístico de Pirassununga. A parceria com Tibagi foi desfeita. Dino arruma um novo parceiro e deixa de ser o Pirassununga para se tornar o Junqueira da nova dupla Juquinha e Junqueira. Em 1963 retorna com o antigo nome Pirassununga e faz dupla com Piratininga. Gravam para a CBS e posteriormente para a Continental. Essa dupla também foi desfeita, dessa vez, com a morte de seu novo companheiro. Como sempre, Dino Franco consegue outro parceiro: Belmonte. Pirassununga e Belmonte gravaram na Chantecler, mas a parceria logo se desfez. Dino Franco começou a viajar com duplas famosas da época, fazendo parte da companhia teatral, tais como: Zico e Zeca, Liu e L￿ e Abel e Caim. O Brasil havia perdido uma de suas maiores estrelas, o Palmeira, da dupla Palmeira e Biá, (Sebastião Alves da Cunha), natural de Coromandel. Este se ajusta com Dino Franco e os dois formam uma nova parceria. Esta união faz sair de cena novamente o Pirassununga e em seu lugar aparece o nome Dino Franco na vida artística. Gravaram juntos 6 LPs, mas, repetindo o mesmo caminho das anteriores, essa união do mesmo modo, também se desfaz. Dino Franco se volta para a carreira solo. Como tal chegou a gravar um LP e tempos depois faz parte de um trio em que atuavam Miltinho Rodrigues e Orlando Silveira. Corre o tempo e Dino Franco torna-se produtor do cast da gravadora Chantecler, produzindo duplas famosas como Lourenço e Lourival, Abel e Caim, Liu e Léu, d entre outras. Após tantas experiências, teve ele a felicidade de encontrar Luiz Carlos Ribeiro, o Mouraí,  com quem gravou um total de 16 discos. A dupla acabou com a morte de Mouraí em 17 de outubro de 2005. Aposentado, Dino Franco veio para Rancharia, depois de passar por Mogi Guaçu e Ivinhema, devido aos parentes que moravam na região e porque sempre buscou um lugar tranquilo para viver. No entanto, nunca parou de escrever suas belas páginas sertanejas com enorme sucesso. Sua obra lhe garantiu vaga na Academia Municipalista Brasileira de Letras, onde ocupa a cadeira número 14 que pertenceu ao compositor João Pacífico. Homem de hábitos simples, Dino vive exclusivamente da música e já perdeu a conta de quantos discos gravou. Diz que ganhou muito dinheiro com direito autoral e de vendagem, recebendo muitas homenagens. Vários diplomas estão pendurados pelas paredes da sala,  mas ele sempre diz: "tenho diplomas e troféus, mas a gente não come destas homenagens, mas sim do trabalho realizado." Ganhador de dois festivais de música sertaneja, o primeiro do Brasil em 1967 com a letra “Natureza”, interpretada por Abel e Caim, e “Casa Pobre”, na voz do cantor Mato Grosso.

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