sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Fernando Pessoa e Heterônimos

Fernando Pessoa
e seus Heterônimos


O Iniciado Fernando Pessoa, o maior poeta
português, comparado a Luís de Camões.

Fernando Pessoa nasceu no dia 13 de junho de 1888 na cidade de Lisboa. Levou uma vida anônima e solitária e morreu em 1935, vítima de uma cirrose hepática. Foi Iniciado da Rosa-Cruz,  e defendeu a Maçonaria mesmo sem ter sido membro da Fraternidade. Foi célebre poeta, utilizando dezenas de heterônimos, sendo os principais: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Bernardo Soares e Ricardo Reis.  A heteronímia resulta de características pessoais referentes à personalidade de Fernando Pessoa: o desdobramento do “eu”, a multiplicação de identidades e a sinceridade do fingimento, uma condição que patenteou sua criação literária e que deu origem a seus grandes poemas. Fernando Pessoa foi o maior criador de heterônimos da Literatura, objeto de maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra e, por isso, é considerado um dos maiores nomes da Literatura Universal.
O nascimento dos grandes heterônimos pessoanos se dá em 8 de março de 1914 – Fernando Pessoa descreve essa data como um “dia triunfal”, na qual escreve 30 dos 40 poemas de “O guardador de rebanhos”, de autoria atribuída a Alberto Caieiro, que se  torna o “mestre” dos próximos heterônimos, seus discípulos Ricardo Reis e Álvaro de Campos, e do próprio Fernando Pessoa.

A pesquisadora Teresa Rita Lopes, especialista na obra do poeta, lembra que apesar de Fernando Pessoa ter assinado textos literários com mais de 70 nomes, ele próprio afirmou a existência de apenas três heterônimos, personagens que adquiriram independência em relação a seu criador. O estilo do Ricardo Reis é inconfundível, o de Alberto Caeiro e de Álvaro de Campos também. Só esses três é que têm vida própria, personalidade própria e estilo próprio. E os três são ele melhor. Para Fernando Pessoa, essa androginia  espiritual era uma maneira dele atingir a perfeição.
Ao contrário dos pseudônimos, os heterônimos constituem uma personalidade fictícia, sobretudo de autores. Sendo assim, Fernando Pessoa não só criou outros nomes para assinar seus textos, mas, junto deles, criou suas respectivas biografias. Sobre ele próprio: era magro, calvo disfarçado pelo chapéu, sem sucesso amoroso, sem carreira profissional, endividado, porém com uma superação na escrita que proporcionou desdobramentos de sua personalidade. Vivia em um processo constante de busca espiritual sobre si mesmo e sobre Portugal.

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