Frases e Expressões Pitorescas de nossa Terra
Ao longo de muito tempo, algumas frases e expressões
idiomáticas – ou se quiser, pitorescas – foram catalogadas por observadores de
plantão, convivendo com agentes políticos e outras personalidades. Vale a pena
recordar algumas das inúmeras frases e expressões utilizadas e que foram vivenciadas
por todos nós durante os quarenta 40 anos da História de Mundo Novo. O objetivo
desta crônica não é ridicularizar ninguém, mas apresentar a fala de cada um sem
mencionar o nome ou as características das personagens que por aqui passaram,
ou mesmo de algumas que ainda fazem parte do nosso quotidiano e que não tiveram
a oportunidade de estudar, ou simplesmente aprenderam com a vida a sua maneira
de ser.
De certo modo, frases ou palavras são pronunciadas de forma
inocente, sendo este o jeito peculiar em que se é possível manter uma
comunicação entre as pessoas da Comunidade. Parafrasear um vereador, um
prefeito ou um líder de bairro sem a intenção de ferir susceptibilidades equivale
prestar homenagem à memória de quem prestou serviços de grande valia aos
cidadãos, muitas vezes sem auferir lucro ou levar vantagem de sua função.
Foi pensando assim, que curiosamente veio à mente o desejo
de fazer algumas anotações para a posteridade, sem declinar os autores de tais
frases e expressões. Eles estão em nosso imaginário, sendo que boa parte nem
faz parte mais deste sistema de coisas. Dentre tantas e tantas expressões
pitorescas, são destacadas: “Mais uma pedrinha no meu borná”, ao referir-se a
uma vantagem no cargo em que ocupava. “Você concorda que eu sou o mais prreparado
de todos?”, a fala constante de um agente político, com a língua (quase) presa.
“Ele me falou comigo”, “ele se matou-se”, “O colega fez uma polenca”, em lugar
de polêmica. “tu agarante de não reclamá”, linguagem em família. “é preciso
mandar um ofício escrito pro governador”. E mais: “copança”, referindo-se à poupança; “confleto”,
para panfleto; “Japoreí”, misturando Japorã com Jacareí; “Tranquedo, para
Tancredo; “maracutaca”, em lugar de maracutaia; “quaje”, no lugar de quase; “comperativa”,
ao invés de cooperativa; “largata”, no lugar de lagarta; “astesiano”, poço artesiano;
“rádia”, no lugar de rádio; “sastifeito”, satisfeito; “inritado”, ao invés de
irritado; “drobo”, dobro; “recomperar”, recuperar; “varcilo”, vacilo, de
vacilar; “gerso”, gesso; “alvaral”, para alvará; “olerito”, holerite; “encostamento”,
para dizer acostamento; “malmore”, no lugar de mármore; “xujo”, sujo; “vrido”,
vidro; “apodar”, podar; “prantadera”, no lugar de plantadeira; “carburão”,
camburão; “latrinha”, latinha; “drumi”, para dormir; “cardume de abelha”, para
dizer enxame; “arrecardação”, arrecadação. E muitas outras.
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