Mundo Novo quer que Hospital seja reaberto
Saúde é o que
interessa, o resto não tem pressa
Muitos se queixam do mau atendimento em casas de saúde,
principalmente quando o atendimento é gratuito, aquele feito pelo SUS. E quando
é caso de acidente à noite, a situação fica mais grave ainda. Às vezes, mesmo
pagando, não existe médico de plantão para prestar os primeiros socorros à
vítima. Isso não chega a ser denúncia, é um quadro real em que as pessoas
sentem na pele toda vez que necessitam de atendimento médico-hospitalar.
Se for feita uma enquete, ela será
negativa sobre o sistema de saúde, muito mais grave em Mundo Novo e
cidades circunvizinhas. Quando o assunto é especialidade, fica pior ainda, pois
não existem convênios com os profissionais, e geralmente há um abuso quando
acontece o atendimento, citando por exemplo, a rotina na área de ortopedia.
Dia destes, um paciente procurou
o hospital da cidade, e como passava da meia-noite, não havia plantão-médico.
Também em Eldorado não havia médico, nem que fosse pago. A decisão no momento
foi dirigir-se à cidade de Umuarama, onde o atendimento felizmente aconteceu
na madrugada, no Hospital de Plantão, sem qualquer custo.
Então, por mais que o médico seja
um sacerdote da medicina, por mais que seja abnegado, por mais que tenha feito
o famoso juramento de Hipócrates, as falhas são visíveis na saúde. Existem,
sim, médicos dedicados e altruístas em todos os lugares, como o doutor José
Carlos da Silva e tantos outros, mas não estão dando conta de atender toda a
população, aqueles que precisam nas horas incertas da vida.
É hora, portanto, de abrir mais
casas de saúde em todas as cidades, e reabrir o Hospital Evangélico de Mundo
Novo, para dar um atendimento digno ao doente aflito. É preciso que haja
investimento na saúde pública e que convênios sejam celebrados com os
profissionais de saúde, em suas principais especialidades. O poder público
precisa estar mais presente, porque existe omissão de socorro também, mesmo
quando os repasses são feitos regularmente aos hospitais e clínicas médicas. As
autoridades do setor precisam também estar mais vigilantes, fiscalizando e apoiando
para que o doente nunca seja penalizado.
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