A Terra imensa e tão magnificente,
Em nada nos pertence, enquanto vivos…
Mesmo saudáveis, jovens e ativos,
Somos dela, passantes, simplesmente!
Felicidade, Amor, honra influente,
Por mais que sejam bens estimativos,
São todos, eles, dotes fugitivos
Que a morte leva, um dia, de repente!
Há quem se julgue rico e proprietário,
Quando muito, será usufrutuário
Dum bem que pensa ter, mas não é seu…
A nossa Vida é qual sopro divino,
E porta entreaberta, do destino,
A fazer-nos passagem, rumo ao Céu!
(CLARISSE BARATA SANCHES - Goís, Portugal)
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