Uma Colaboração de Antônio Ribeiro da Silva, de Foz do Iguaçu:
Ao se limitar a uma atitude mental positiva, é muito mais que o sonho de um otimista, e tampouco está baseada nas promessas encantadoras dos grandes líderes da Terra. Na realidade, nao existe ação ou pessoas que possam acender uma esperança estável no fundo do coraçao humano.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Pensamento - IVCXXIV - 4124
É um erro tentar enxergar à frente demais. A corrente do destino só pode ser percorrida à razão de um elo de cada vez." (Winston Churchill)
Francisco Lagos
Quem não se lembra de Francisco Lagos?
Quando Francisco Lagos das Chagas Viana deixou o Mato Grosso do Sul para trabalhar na campanha e, depois, na administração de Hélio de Oliveira Santos, o médico corumbaense que virou prefeito de Campinas, era inevitável a pergunta: até quando isso vai dar certo? Ou melhor, até quando o orçamento da segunda maior cidade de São Paulo o aguenta? Pois não é que ele vinha superando todas as expectativas? Mas nesta sexta-feira a casa caiu! Lagos, secretário de comunicação, é considerado foragido da polícia. Outros dois mato-grossenses do Sul que trabalham com ele na prefeitura de Campinas, o ex-prefeito Ricardo Cândia, de Corumbá e o ex-vereador Aurélio Cance Jr., de Campo Grande, estão presos.
Antes que o leitor, principalmente o douradense, traumatizado com as Owaris e Uraganos da vida, comece fazer conjecturas, com esta coisa de o MS estar exportando este tipo de know-how, vou logo informando que a coisa parece não ser tão feia assim. Acabo de bater um fio para Clodoaldo Marques (irmão de Raufi) também integrante da "República do MS" em Campinas, e ele me informando que Lagos, na verdade, está de férias, confirmando o mandado de prisão, mas, segundo ele, tudo passará, lembrando que a encrenca é antiga, mas nada que não se dê um jeito.
Baita jornalista, bom texto, feeling apuradíssimo, com passagem pelos grandes jornais impressos do Brasil, mas destacando-se no Diário da Serra, de Campo Grande, remanescente do império de comunicações deixado por Assis Chateaubriand, Lagos sempre foi um inconformado com a lerdeza do curso das águas dos rios. Percebendo que dificilmente conseguiria, no jornalismo, amealhar o patrimônio com que sempre sonhou, tentou se virar de outras formas, destacando-se pela perspicácia no marketing político. Antes, tentou algum retorno mais imediato no ramo do lazer-imobiliário, naufragando no famigerado Country Clube, entre Dourados e Fátima do Sul.
Lagos foi assessor de imprensa de Lúdio Coelho, mas como ali o buraco era mais embaixo, ficou por pouco tempo. Durante a Assembleia Constituinte fez greve de fome na Esplanada dos Ministérios em Brasília, inconformado com a lentidão da justiça num processo com denúncias de corrupção por ele feitas contra o governador Marcelo Miranda. Não morreu de fome porque na calada da noite alguns amigos passavam por lá com um lanchinho.
Pé quente como marqueteiro, Lagos sempre negocia para si a secretaria de comunicação do candidato para quem trabalha. Foi assim com Oscar Goldoni, em Ponta Porã. Em dois ou três meses estourou o orçamento de quatro anos. Depois, com Percival Muniz, em Rondonópolis, a lambança foi ainda maior, tendo se envolvido em crime de improbidade administrativa.
Lagos só não deu sorte em Dourados. Na campanha de 1996 tentou reconduzir Zé Elias Moreira à prefeitura, mas encontrou osso duro de roer pela frente - o vice-governador Braz Melo, até então ainda dono dos votos dos douradenses. Nem por isso deixou de aprontar das suas. Com Zé Elias quebrado, pra variar, mas acreditando em seu potencial e no de Blanche Torres, numa das parcerias mais barulhentas que se têm notícias das campanhas políticas douradenses, por pouco não quebra o até então todo poderoso O Progresso, contraindo dívidas como as do show com João Paulo e Daniel, cuja fatura, inclusive das passagens aéreas, ficaram para o jornal pagar.
Mas Lagos é assim. Um visionário. De fazer acontecer. Seu pecado, gastar demais, talvez ainda desacostumado aos rigores da Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas nada que não se corrija num País onde, nos Tribunais de Contas, que julgam contas de prefeitos e secretários meio descuidados a única coisa que não se pode perder são os prazos.
Texto de Walfrido Silva, de Dourados.
Quando Francisco Lagos das Chagas Viana deixou o Mato Grosso do Sul para trabalhar na campanha e, depois, na administração de Hélio de Oliveira Santos, o médico corumbaense que virou prefeito de Campinas, era inevitável a pergunta: até quando isso vai dar certo? Ou melhor, até quando o orçamento da segunda maior cidade de São Paulo o aguenta? Pois não é que ele vinha superando todas as expectativas? Mas nesta sexta-feira a casa caiu! Lagos, secretário de comunicação, é considerado foragido da polícia. Outros dois mato-grossenses do Sul que trabalham com ele na prefeitura de Campinas, o ex-prefeito Ricardo Cândia, de Corumbá e o ex-vereador Aurélio Cance Jr., de Campo Grande, estão presos.
Antes que o leitor, principalmente o douradense, traumatizado com as Owaris e Uraganos da vida, comece fazer conjecturas, com esta coisa de o MS estar exportando este tipo de know-how, vou logo informando que a coisa parece não ser tão feia assim. Acabo de bater um fio para Clodoaldo Marques (irmão de Raufi) também integrante da "República do MS" em Campinas, e ele me informando que Lagos, na verdade, está de férias, confirmando o mandado de prisão, mas, segundo ele, tudo passará, lembrando que a encrenca é antiga, mas nada que não se dê um jeito.
Baita jornalista, bom texto, feeling apuradíssimo, com passagem pelos grandes jornais impressos do Brasil, mas destacando-se no Diário da Serra, de Campo Grande, remanescente do império de comunicações deixado por Assis Chateaubriand, Lagos sempre foi um inconformado com a lerdeza do curso das águas dos rios. Percebendo que dificilmente conseguiria, no jornalismo, amealhar o patrimônio com que sempre sonhou, tentou se virar de outras formas, destacando-se pela perspicácia no marketing político. Antes, tentou algum retorno mais imediato no ramo do lazer-imobiliário, naufragando no famigerado Country Clube, entre Dourados e Fátima do Sul.
Lagos foi assessor de imprensa de Lúdio Coelho, mas como ali o buraco era mais embaixo, ficou por pouco tempo. Durante a Assembleia Constituinte fez greve de fome na Esplanada dos Ministérios em Brasília, inconformado com a lentidão da justiça num processo com denúncias de corrupção por ele feitas contra o governador Marcelo Miranda. Não morreu de fome porque na calada da noite alguns amigos passavam por lá com um lanchinho.
Pé quente como marqueteiro, Lagos sempre negocia para si a secretaria de comunicação do candidato para quem trabalha. Foi assim com Oscar Goldoni, em Ponta Porã. Em dois ou três meses estourou o orçamento de quatro anos. Depois, com Percival Muniz, em Rondonópolis, a lambança foi ainda maior, tendo se envolvido em crime de improbidade administrativa.
Lagos só não deu sorte em Dourados. Na campanha de 1996 tentou reconduzir Zé Elias Moreira à prefeitura, mas encontrou osso duro de roer pela frente - o vice-governador Braz Melo, até então ainda dono dos votos dos douradenses. Nem por isso deixou de aprontar das suas. Com Zé Elias quebrado, pra variar, mas acreditando em seu potencial e no de Blanche Torres, numa das parcerias mais barulhentas que se têm notícias das campanhas políticas douradenses, por pouco não quebra o até então todo poderoso O Progresso, contraindo dívidas como as do show com João Paulo e Daniel, cuja fatura, inclusive das passagens aéreas, ficaram para o jornal pagar.
Mas Lagos é assim. Um visionário. De fazer acontecer. Seu pecado, gastar demais, talvez ainda desacostumado aos rigores da Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas nada que não se corrija num País onde, nos Tribunais de Contas, que julgam contas de prefeitos e secretários meio descuidados a única coisa que não se pode perder são os prazos.
Texto de Walfrido Silva, de Dourados.
A Bíblia Diz...
"Por isso também damos, sem cessar, graças a Deus, pois, havendo recebido de nós a palavra da pregação de Deus, a recebestes, não como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade), como palavra de Deus, a qual também opera em vós, os que crestes." (1 Tessalonicenses 2:13)
domingo, 22 de maio de 2011
Artigo: O País da Fantasia - A/0915
O País da Fantasia
Vivemos num País Maravilhoso, mais lindo que a Natureza. O Brasil é, sem dúvida, uma Nação Próspera, que goza de muito prestígio entre as Grandes Potências Mundiais.
Todos somos orgulhosos pela Terra Dadivosa que recebemos de nossos antepassados, cuja lembrança nos remete a um sentimento de gratidão, que palavras não podem descrever o que está dentro de nós, apesar da Consciência que todos os brasileiros têm sobre a outra realidade deste País Generoso, que é adorado por todos.
O problema mais sério desta Nação Gigante é a Corrupção, ou Mente Corruptível, que se acha impregnada na alma de cada Agente Político, e também nos demais cidadãos, incluindo as crianças. Isso ocorre pelo mau exemplo da classe política, que a cada dia mostra um comportamento deplorável, nocivo aos bons costumes da Sociedade como um todo.
Vamos imaginar um País em que um senador tinha as contas de sua amante pagas por uma empreiteira, e que perdeu o cargo de presidente da Casa por esse motivo, é indicado na legislatura seguinte para integrar o Conselho de Ética do Senado. Ou seja, para julgar o comportamento de seus pares. Vamos imaginar um País em que outro senador arranca um gravador das mãos de um jornalista que lhe fez uma pergunta incômoda, e é apoiado por essa atitude destemperada. Agora vamos imaginar que um País em que um deputado federal semianalfabeto, na mais benigna das hipóteses, integra a Comissão de Educação e Cultura da Câmara. Vamos ainda imaginar um País em que o partido atualmente no poder concederá perdão ao protagonista do maior escândalo de corrupção da história – e que dá aulas de Ética Política, em seu estado. Outro absurdo: imaginemos um País em que a chefe da Polícia Rodoviária Federal tem a carteira de habilitação apreendida por excesso de multas. Em qualquer área, um profissional que comete um deslize, é imediatamente afastado de suas funções e, dependendo da gravidade de seu ato, não volta nunca mais à ativa. Lamentavelmente, isso não acontece na política brasileira. Pelo contrário, os mais enrolados são vistos com admiração por seus colegas, como se fossem mestres na arte da prevaricação e da impunidade. Desta forma, os tais vão galgando postos na contramão da decência. Quem não se lembra do mais recente caso, quando uma importante figura da política nacional teve nos últimos tempos o seu patrimônio multiplicado por 20? Mas o tal agente político não será punido por esse motivo, pois acham isso muito normal.
Em todos os níveis da política brasileira, a ética é afrontada todos os dias. Mas em Brasília a situação alcança o surrealismo, em todo sentido. É essa, quem sabe, a razão que a Capital da República, seja tachada como “Brasília da Fantasia”. A Cidade permanece fora do tempo e do espaço, mantendo códigos (i)morais próprios e nutre um insolente desprezo pela opinião pública e pela ética.
Imaginemos, finalmente, um País que, sobretudo, encontra-se envolto num grande mar de lama, uma corrupção generalizada, que corrói e aniquila as ações de quem deseja ter um País decente, governado por homens de conduta ilibada. Assim, o Brasil seria, o desejado de todos, o País além da Imaginação.
Vivemos num País Maravilhoso, mais lindo que a Natureza. O Brasil é, sem dúvida, uma Nação Próspera, que goza de muito prestígio entre as Grandes Potências Mundiais.
Todos somos orgulhosos pela Terra Dadivosa que recebemos de nossos antepassados, cuja lembrança nos remete a um sentimento de gratidão, que palavras não podem descrever o que está dentro de nós, apesar da Consciência que todos os brasileiros têm sobre a outra realidade deste País Generoso, que é adorado por todos.
O problema mais sério desta Nação Gigante é a Corrupção, ou Mente Corruptível, que se acha impregnada na alma de cada Agente Político, e também nos demais cidadãos, incluindo as crianças. Isso ocorre pelo mau exemplo da classe política, que a cada dia mostra um comportamento deplorável, nocivo aos bons costumes da Sociedade como um todo.
Vamos imaginar um País em que um senador tinha as contas de sua amante pagas por uma empreiteira, e que perdeu o cargo de presidente da Casa por esse motivo, é indicado na legislatura seguinte para integrar o Conselho de Ética do Senado. Ou seja, para julgar o comportamento de seus pares. Vamos imaginar um País em que outro senador arranca um gravador das mãos de um jornalista que lhe fez uma pergunta incômoda, e é apoiado por essa atitude destemperada. Agora vamos imaginar que um País em que um deputado federal semianalfabeto, na mais benigna das hipóteses, integra a Comissão de Educação e Cultura da Câmara. Vamos ainda imaginar um País em que o partido atualmente no poder concederá perdão ao protagonista do maior escândalo de corrupção da história – e que dá aulas de Ética Política, em seu estado. Outro absurdo: imaginemos um País em que a chefe da Polícia Rodoviária Federal tem a carteira de habilitação apreendida por excesso de multas. Em qualquer área, um profissional que comete um deslize, é imediatamente afastado de suas funções e, dependendo da gravidade de seu ato, não volta nunca mais à ativa. Lamentavelmente, isso não acontece na política brasileira. Pelo contrário, os mais enrolados são vistos com admiração por seus colegas, como se fossem mestres na arte da prevaricação e da impunidade. Desta forma, os tais vão galgando postos na contramão da decência. Quem não se lembra do mais recente caso, quando uma importante figura da política nacional teve nos últimos tempos o seu patrimônio multiplicado por 20? Mas o tal agente político não será punido por esse motivo, pois acham isso muito normal.
Em todos os níveis da política brasileira, a ética é afrontada todos os dias. Mas em Brasília a situação alcança o surrealismo, em todo sentido. É essa, quem sabe, a razão que a Capital da República, seja tachada como “Brasília da Fantasia”. A Cidade permanece fora do tempo e do espaço, mantendo códigos (i)morais próprios e nutre um insolente desprezo pela opinião pública e pela ética.
Imaginemos, finalmente, um País que, sobretudo, encontra-se envolto num grande mar de lama, uma corrupção generalizada, que corrói e aniquila as ações de quem deseja ter um País decente, governado por homens de conduta ilibada. Assim, o Brasil seria, o desejado de todos, o País além da Imaginação.
Pensamento - IVCXXIII - 4123
"O privilégio de toda uma vida é ser aquele
que nascemos para ser." (Joseph Campbell)
que nascemos para ser." (Joseph Campbell)
Pensamento - IVCXXII - 4122
"E a coisa mais divina que há no mundo é viver
cada segundo como nunca mais..." (Vinícius de Moraes)
cada segundo como nunca mais..." (Vinícius de Moraes)
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