sexta-feira, 27 de abril de 2012

Pensamento - VCDXXVI - 5426

"Ao surgir um pequeno impecilho, eis que se esvai
a esperança de concluir a tarefa inacada, mas de lutar
ninguém pode desistir." (Jairo de Lima Alves)

Artigo: O Auxílio Divino - A/01162

O Auxílio Divino vale
para todas as Ocasiões


Não vale usar em vão o nome de Deus, como muitos fazem, com o objetivo de demonstrarem uma falsa espiritualidade. Não são poucos os que, na convivência diária, se utilizam de meios espúrios, até mesmo citando organizações religiosas e filosóficas a que pertencem, para ludibriar as pessoas, enganando-as de forma vergonhosa. Isso ocorre com frequência porque infelizmente a maioria é desprovida de conhecimento para livrar-se do chamado laço do “passarinheiro”.

O auxílio divino é fundamental em todas as ocasiões, nos bons e nos maus momentos, mas é dele que precisamos mais ainda, quando surgem os imbróglios em nossa vida, e então, o único meio é recorrermos à Mão da Divina Providência. A nossa caminhada nas veredas é repleta de sobressaltos, cujas consequências aparecem no instante que nem esperamos. É assim e sempre foi assim. Os registros nos arcanos apontam para essa realidade, pois o Ser Humano experimenta dissabores que nem sempre podem entender.
Compreender os mistérios que envolvem a Humanidade é uma tarefa dificílima e só a alguns são feitas as revelações que tantos homens insípidos pensam que as têm. No Universo todo, quis o Cósmico revelar a sua grandeza a poucos que possuem a Luz. Estes, de forma singular e determinada, adentraram ao Trono para obter o auxílio divino para que pudessem fazer alguma coisa pelos seus semelhantes. Sem esse auxílio dos céus, eles não teriam logrado êxito em suas empreitadas.
 
Desde a primeira infância começa a manifestar em alguns pequeninos o Dom Inefável da busca espiritual, cada um com características muito pessoais. É uma dádiva que a pessoa recebe, e que nem sempre pode explicar a razão de tudo isso. Nos últimos dias, essa manifestação tem sido mais frequentes entre crianças e adolescentes, para cumprir a mensagem profética prescrita nos livros sagrados de todo o mundo. É preciso desenvolver a capacidade criativa, de modo que a Consciência evolua a tal ponto que possa atingir o maior número possível de pessoas, que estejam dispostas a cooperar com a difusão da Verdade que liberta.

“Sem mim nada podeis fazer”, disse o Mestre Maior. A mensagem sublime para estes dias conturbados é a mesma que ouvimos de nossos pais na fé, mas ela precisa ser mais agressiva, nos sentido de despertar quem vive no sono da negligência, desconhecendo o Auxílio Divino como o elemento primordial para o sucesso em tudo o que quisermos realizar. Em todas as ocasiões, seja na bonança ou na adversidade esse auxílio não pode faltar. O Homem não pode ficar alheio aos acontecimentos espirituais, pois a omissão contribui para o fracasso de quem não quer ouvir a Voz da Alma, que no silêncio está clamando.
 
O Auxílio Divino jamais pode ser ignorado, e se isso acontecer, irremediavelmente perdido ficará todo aquele que negligenciar as palavras sábias de quem adverte sobre o perigo da incredulidade. Nenhuma criatura pode prescindir da proteção de Deus, o Criador. Sem o auxílio divino, todos morreremos sem a grande esperança da Transformação Espiritual.

Personalidade: Teddy Vieira


Teddy Vieira, foi um violeiro e compositor brasileiro. Fez o curso primário em Itapetininga, na região de Sorocaba, e os estudos secundários em São Paulo. Filho de um marinheiro viveu numa família com padrão social razoável. Fez a primeira composição aos 18 anos. Aos 22 começou a trabalhar na Colúmbia, da qual foi diretor artístico. Em 1953, Vieira e Vieirinha lançaram a moda de viola "Roubei uma casada". Em 1956, passou a ser diretor sertanejo da Colúmbia. Em 1958 Teddy passou a gravadora Chantecler. Faleceu em 16 de dezembro de 1965, em seu Simca Chambord, junto ao seu último parceiro de músicas, Lauripio Pedroso, em um trágico acidente na Rodovia Raposo Tavares em Itapetininga.

Artigo: Urgência em casa - A/01161

Urgência em casa

Entre uma manchete e outra de bombeiros que fazem partos e salvam pessoas pelo telefone, vou me perguntando porque tanta gente jamais se preocupou em ter noções básicas sobre como proceder em situações de urgência e emergência em casa.

Em países mais desenvolvidos, as crianças treinam periodicamente para sair da escola em caso de incêndio, e os requisitos de primeiros socorros realmente são levados a sério. Não se trata apenas de marcar um “x” na questão certa para tirar a carteira de motorista: estamos falando de salvar vidas humanas, sabe? Alguém como eu, você ou nossos filhos.

A saúde não é um jogo de azar. Arriscar contra a própria sorte é uma aposta perigosa ou, no mínimo, pouco sensata. Por isso, todo mundo deveria aprender a reconhecer uma emergência médica em potencial. Saber exatamente como proceder nestes casos é uma das coisas mais importantes que você pode fazer pela saúde de sua família.

Tudo bem, algumas vezes é difícil diferenciar uma emergência de verdade de um problema corriqueiro, e apenas um médico estaria capacitado para estabelecer o diagnóstico preciso. Estaria, porque do jeito que a educação médica vai por esses dias, em breve os diagnósticos serão dados por cartomantes ou biscoitinhos de restaurantes chineses.

Ainda assim, existem algumas situações que sugerem urgência e justificam uma ida mais rápida ao pronto socorro mais próximo, tais como: dificuldade para respirar, dor ou sensação de pressão no abdome, desmaios, tonteiras súbitas, alterações do estado mental (p.ex.: confusão, comportamento bizarro, etc), sangramentos que não cessam após 10 minutos de pressão contínua, vômitos intensos ou persistentes, tosse ou vômitos com sangue e uma pessoa apresentando tendências suicidas ou homicidas.

Tenha sempre à mão o endereço do local de pronto-socorro mais próximo disponível – chegar rapidamente ao serviço de atendimento de urgência pode ser decisivo em muitas situações. Guarde este número em seu celular.

Quando chamar uma ambulância ao invés de levar a pessoa doente até o serviço de pronto-atendimento? Algumas dicas podem ajudar a identificar situações de maior perigo:

- Existe risco de vida iminente ou possibilidade de complicações sérias até o caminho para o local do atendimento?

 Mover a pessoa pode piorar a situação?

- A vítima necessita de equipamentos ou assistência médica especializada para remoção do local?

- Você acredita que o tráfego ou a distância podem retardar a chegada da vítima ao hospital?

Se a resposta for “sim” para qualquer uma dessas perguntas, então chame uma ambulância. Quando telefonar pedindo ajuda em uma situação de emergência, fale pausadamente e com clareza, dando seu nome, endereço, número de telefone e localização da vítima (p.ex.: no quarto de dormir ou no quintal). Não desligue até que o(a) atendente lhe peça para fazê-lo.

Em outras situações, existem medidas simples que você pode tomar para auxiliar a recuperação da vítima e o trabalho das equipes de pronto-atendimento. Por exemplo:

Cortes E MORDIDAS: lave o local com água corrente e sabão de coco. Não tempere o ferimento com pó de café, açúcar, maisena, vinagre, azeite, molho inglês ou qualquer outra substância esquisita. Após lavar, apenas comprima o local por 10 minutos utilizando um pano limpo. Cortes muito profundos ou com bordas muito separadas devem ser avaliados pelo médico. Feridas causadas por pregos e outros objetos pontiagudos também devem ser avaliadas devido ao risco de infecção. Pergunte sempre quanto à necessidade de vacinação contra tétano.

angramentos pelo nariz: pressione as asas do nariz com o indicador e o polegar em pinça. Não repouse a cabeça para trás – mantenha o corpo ligeiramente inclinado para frente, procurando não deglutir o sangue. Se após um período de compressão de 10 minutos o sangramento ainda persistir, procure auxílio médico.

Traumatismos na cabeça: são uma urgência quando associados a perda da consciência, vômitos, sonolência, turvamento da visão, dificuldade em acordar a pessoa após o acidente, alterações do estado mental (comportamento estranho, confusão mental, etc) ou dor de cabeça persistente. Avance 3 casinhas até o pronto socorro mais próximo.

Convulsões: afaste da pessoa de quaisquer objetos que possam oferecer algum risco e permaneça por perto. Não coloque colheres, garfos, dedos ou outros objetos na boca da vítima. Se a pessoa está tendo convulsão e vomitando, simplesmente deite-a sobre o braço esquerdo, mantendo-a de lado. Certifique-se de que a pessoa esteja respirando adequadamente e peça alguém para chamar auxílio médico.

© Dr. Alessandro Loiola)




Artigo: Diferenças culturais ou crimes? - A/01160

Diferenças culturais ou crimes?


Pouco foi divulgado pela imprensa brasileira sobre o caso de um diplomata iraniano que, segundo denúncias das próprias vítimas, de salva-vidas e de parentes das crianças e dos adolescentes, teria abusado sexualmente de crianças e adolescentes brasileiros, acariciando as partes íntimas de meninos e meninas de 9 a 14 anos enquanto mergulhava na piscina do Clube Vizinhança, na Asa Sul de Brasília, área nobre da cidade.
Inicialmente a embaixada do Irã no Brasil estava tratando o caso como um mal entendido resultante das diferenças culturais entre iranianos e brasileiros e o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, chegou a declarar que as denúncias eram infundadas, falsas e irreais.

Informado pela Polícia Civil do Distrito Federal sobre as acusações, o Ministério das Relações Exteriores notificou oficialmente a embaixada do Irã no Brasil, solicitando explicações do governo do Irã, pois como o iraniano, de 51 anos, possui imunidade diplomática e não pode ser investigado ou incriminado como um cidadão comum.

A Convenção de Viena, da qual o Brasil é signatário, diz que um diplomata só pode sofrer punições ou ser processado de acordo com as leis de seu próprio país e só seria responsabilizado aqui se o Irã retirasse sua imunidade diplomática, o que é praticamente impossível. Outra possibilidade seria o Brasil adotar uma medida diplomática extrema, declarando-o persona non grata, o que provocaria sua expulsão do país e o impedimento de seu retorno.

No Irã, uma república orientada pelos preceitos religiosos desde a revolução islâmica de 1979, o diplomata seria julgado de acordo com as leis do Sharia, o código de conduta moral regido pelo Alcorão.

Independentemente de regime político adotado ou de sua predominância religiosa, penso ser necessária a imediata revisão, por todos os países e pelos órgãos mundiais de justiça, de certos preceitos legais ou religiosos, que praticamente protegem casos como esse, ainda admitem a inimputabilidade dos povos indígenas e acobertam os mais diversos crimes cometidos por políticos brasileiros e de diversos países do mundo.

Salvo raríssimas exceções de tribos indígenas que ainda não tiveram contato com o mundo civilizado, no mundo globalizado e informatizado em que vivemos, com antenas parabólicas captando sinais de canais televisivos nos locais mais distantes e pouco habitados, não se admite a possibilidade de uma pessoa - por mais isolada que esteja -, não possuir o mínimo de conhecimento sobre regras básicas do convívio social.

As populações indígenas, que atualmente transitam pelas mais diversas cidades brasileiras portando aparelhos de telefonia celular, título de eleitor e carteira de motorista, não poderiam continuar aqui com os mesmos costumes de vestimentas ou culturais utilizados em suas aldeias ou não poderiam delas sair e nem possuir os mesmos direitos sociais dos outros cidadãos.

Tratando-se de um diplomata, por seu preparo cultural e posição social frequentada, deveria ter seu crime julgado com rigor ainda maior, pois pelo menos teoricamente, teria de saber sobre os costumes, tradições e leis do país onde está trabalhando.

Os políticos brasileiros corruptos, que teoricamente foram eleitos para legislar em benefício do povo ou para administrar bens públicos e deles se aproveitam em benefício próprio, não poderiam se utilizar de imunidade parlamentar ou de fórum privilegiado. A corrupção é um crime e os corruptos deveriam ser, além de condenados, obrigados a ressarcir os cofres públicos.

Alegações de diferenças culturais, desconhecimento legal, imunidades diversas ou fóruns privilegiados, não poderiam ser aceitos na defesa de nenhum tipo de crime.

(João Bosco Leal - www.joaoboscoleal.com.br)

Artigo: A Galinha, o Porco e o Eleitor - A/01159


A GALINHA, O PORCO - 
E O ELEITOR BRASILEIRO

Uma  análise oportuna do comportamento do eleitor  brasileiro é compará-lo aos papeis reservados à galinha e ao porco na composição do tradicional ‘breakfast’ da mesa do cidadão  americano.  Vejamos:

A galinha tem o papel meramente participativo no resultado final (omelete)  com o fornecimento dos seus ovos. Sua missão termina exatamente onde começou. Posiciona-se como uma eventual figurante desta cadeia  de transformação alimentícia.  Não é questionada sobre a qualidade do produto e também não se preocupa com as consequências e fatos afins.  E assim ela segue a vida batendo asas com seu ‘corococó’.

Enquanto isso ao porco, cabe o papel excepcional e decisivo. Sua participação é marcada pela ‘efetiva entrega’ da própria vida, que  acaba gerando o insubstituível toucinho. Sem ele, impossível compor a mesa de legítimo  ‘breakfast’.  Seu sabor  é a marca inconfundível do bom omelete.  Como se vê, o porco está realmente comprometido com esse ‘projeto alimentar’, digamos assim. Morre literalmente por ela!

Aí - você deve estar se antecipando com raciocínio conclusivo lógico: “onde o eleitor entra neste cenário?”  Respondo:  O exercício do voto no Brasil é obrigatório e o comparecimento é despido do sentimento de entrega, de efetivo envolvimento patriótico objetivando o bem estar da coletividade. O eleitor vota olhando apenas para o próprio umbigo e só leva em conta os benefícios pessoais e imediatos que possa auferir. Não tem a visão de grandeza ou de sacrifício.

Ora! Sem o sentimento de entrega verdadeira através do voto consciente, não há motivação para o exercício da vigilância e cobrança do que foi prometido em campanha  Daí - para a adoção da passividade é um pulo!

No arremate a conclusão: o eleitor brasileiro continua muito mais identificado com a postura da galinha.  Seria talvez por isso que não adotamos o ‘breakfast’ em nosso dia a dia? Estranha coincidência...

 Manoel Afonso













   

   




















Artigo: Sociedade Esclarecida - A/01158

Sociedade esclarecida

Você faz parte da sociedade esclarecida? A resposta é complicada. Pertencer ao segmento “esclarecido” de uma sociedade – qualquer uma - depende de fatores tão múltiplos e diversificados que, no fim das contas, mesmo aqueles que não pertencem a ela acabam acreditando que sim, que pertencem, até porque estamos tratando de um conceito tão amplo que qualquer cretino absoluto com meia dúzia de opiniões sobre coisas variadas acha que está no topo do titanic gritando que é o rei do mundo.

Mas para ser uma pessoa esclarecida de qualquer sociedade existem alguns pré-requisitos: saber ler e escrever (conhecer outras línguas é bom, mas não é fundamental, pois o que existe de poliglota babando na gravata por aí não está escrito) é o princípio de tudo. Quando digo saber ler e escrever é bom que fique claro que não se trata apenas ser alfabetizado, nada disso. Tem que ter dentro de si uma fúria curiosa para digerir textos que vão desde bula de medicamento até mangás publicados em japonês.

Outra coisa: ler não deve se restringir a palavras escritas. A leitura deve englobar imagens, sons, cheiros, paladar, enfim, a tudo aquilo que se relaciona com sentidos. Leitura – é bom repetir - é um ato pelo qual se utiliza a sensibilidade para decodificar, internamente, os estímulos externos. Quanto mais ampla a experiência de leitura (todas elas) maior a noção de mundo, maior dimensão da cultura, maior, naturalmente, o esclarecimento sobre as coisas existentes.

Esse é o começo de tudo. O passo seguinte é ter consciência de que informação e conhecimento (nos diversos sentidos filosófico da palavra) são coisas completamente diferentes. É bom raciocinar: o decoreba obsessivo que se aproveita de sua memória estupenda pode até confundir o público com o dito “saber enciclopédico”, mas é bom deixar claro que esse não é necessariamente um sujeito esclarecido. Ele pode até saber muitas coisas, mas não tem a sensibilidade amplificada para ouvir e ver os sinais do “espírito do tempo”, por exemplo. Qualquer fato fora do contexto deixa o cara fora do eixo, confuso e obnubilado.

Estatisticamente, a sociedade esclarecida num País como o Brasil deve girar em torno de 3 e 5% da população economicamente ativa. Eles estão em todas as classes sociais e não significa que estejam alinhados politica ou ideologicamente com o mercado das ideias que atualmente está em voga nas universidades onde proliferam, por exemplo, o famoso conceito “educação-casas-bahia”. São pessoas que tem uma luminosidade específica, e que em função de fatores objetivos e subjetivos conseguiram adquirir uma aptidão para perceber o mundo do lado de fora da chamada caverna platônica.       

Trata-se do sujeito dialético, perceptivo, sardônico, capaz de rir de si próprio, e que foi aprendendo por conta própria que somos insignificantes diante da vida, embora considere que, já que estamos vivos, é melhor então viver intensamente, inclusive naqueles momentos em que há, no domínio do corpo e da alma, uma imensa falta de vontade de viver.

A sociedade esclarecida é herdeira do iluminismo. Ela aprendeu a importância da dialética e compreende as entrelinhas das coisas. Não acredita em ídolos e heróis. Não tem a ingenuidade carola dos membros da “comunidade do bem”. São na grande maioria ateus (embora considere a religião um fenômeno humano importante). Não engolem passivamente as mensagens da mídia, pois tem noção clara da importância do contexto e do subtexto do que se chama convencionalmente de a “sociedade do espetáculo”.

Conheço taxistas e pedreiros esclarecidos. E também conheço doutores e uspianos que nem chegam perto desta área. Conheço socialistas entusiasmados que não perdem a oportunidade de fazer arenga a favor dos pobres e oprimidos desde que estejam com a taça de champanhe francesa nas mãos. Denunciam as desigualdades e iniquidades sociais com a boca cheia, mas na primeira oportunidade saqueiam recursos públicos sem nenhuma dor de consciência. Conheço liberais obtusos. Conheço direitistas sofríveis. Conheço ogros e mentecaptos de todos os gêneros que posam de personagens importantes de si mesmos.

Claro, essas não são pessoas esclarecidas, pois o esclarecimento exige uma dose de senso ético que sempre tenta conectar o discurso público com as ações privadas. É preferível conversar com corruptos autênticos do que com puritanos de fachada.

A autenticidade de pessoas esclarecidas demarca o espaço de sua personalidade especial. A clareza com que se manifestam (mesmo em seu silêncio ou omissão rotundos) é perceptível aos olhos daqueles que ainda não atingiram o estágio confluente do esclarecimento. Há pouca esperança para a sociedade esclarecida. A maioria bovina vencerá sempre.