segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Cultura da Mandioca

Mercado e Comercialização da Mandioca
A mandioca vem se apresentando, desde o final da década de 80, como um produto de destaque no contexto alimentício, podendo ser comparada a soja, milho, trigo, cana-de-açúcar, dentre outros produtos.
O fato da ocupação de lugar em destaque está, principalmente, na evolução tecnológica dos parques industriais que processam essa matéria prima.
Por sua vez, a cultura da mandioca se constitui numa alternativa de produção rural, surgindo como forte aliada aos processos de diversificação da agricultura, beneficiando o pequeno agricultor.
No Brasil, existem registros de produção da mandioca desde antes de seu descobrimento, em 1500. Atualmente a produção estimada é de 25 milhões de toneladas por ano. É a quarta cultura do Brasil em volume e oitava em área plantada (1.600.000 ha). Representa o quinto lugar em valor agrícola.
A mandiocultura vem surgindo como nova aliada à diversificação agropecuária. Sabe-se que quanto maior a diversificação no campo, melhor será para o agricultor, que por sua vez, tem a perspectiva de gerar receitas em diferentes épocas do ano, criando mais empregos e correndo menos riscos.
Convém salientar que as atividades ligadas ao setor mandioqueiro são geradoras de emprego na agricultura bem como no processo industrial, estimulando o surgimento de atividades comerciais e também o setor de serviços, favorecendo a criação de empregos indiretos.
As fecularias localizam-se nas áreas rurais e são empregadoras intensivas de mão-de-obra, significando dizer que funcionam como retentoras de um grande número de pessoas no campo ou nas pequenas cidades, impedindo ou reduzindo, em última instância, o êxodo rural.
A cultura da mandioca emprega 1 trabalhador a cada 5 ha. Comparativamente ao milho, essa relação está estimada em 1 trabalhador a cada 24 ha.
A mandiocultura se apresenta com uma série de vantagens:
· Alta rentabilidade.
· Baixo risco de frustração de safra.
· Elevado fator social.
· Baixo custo de insumos.
· Demanda de mão-de-obra familiar, fixando o homem ao campo.
· Favorece a rotação de cultura.
· Amplo período de colheita.

As unidades industriais e agrícolas deste setor são significativamente responsáveis pelo recolhimento de impostos, que em diversos municípios têm se constituído na principal fonte de arrecadação.
Da mandioca são extraídos vários produtos, classificados entre amiláceos e farináceos.
No segmento amiláceo, destacamos o amido (fécula), polvilho azedo, sagú e tapioca. No segmento farináceo, temos a farinha branca fina e grossa, farinha torrada (amarela), farinha de bijú e raspas para ração animal.
Por sua vez, cada produto gera vários outros subprodutos. No segmento dos amiláceos podemos destacar alguns exemplos:
a) Indústria Alimentícia
- espessantes (sopas e recheios);
- retentor de H2O (sorvetes);
- agente ligante (embutidos);
- produção de açúcares (chocolates).
b) Outras Indústrias
- fundições (moldes);
- mineração (flutuação);
- medicina (plasma sangüíneo);
- perfuração de poços de petróleo (preparação da lama);
- industrialização do papel (força do papel);
- indústrias têxteis (acabamentos).
De todos os produtos obtidos da mandioca, o mais importante é o amido, pois sua gama de aplicações e subprodutos gerados é grande.
A agroindústria, para obtenção dos amiláceos da mandioca, é mais conhecida por "fecularia". Esse segmento industrial se responsabiliza pela produção crescente de amiláceos, como pode ser visto na figura a seguir:
Os amidos e féculas são usados em torno de 1000 produtos acabados direto para o consumidor, dividindo-se em fins agroalimentar, papeleiro e químico. Enquanto os dois primeiros usam os amidos sem grandes modificações, o último é um setor de transformação que produz por via sintética ou biológica, novos derivados para utilização tanto alimentar quanto não alimentar. Também a indústria têxtil, metalúrgica petroleira e outras utilizam amidos.
Da produção nacional, 70% estão concentradas nas agroindústrias paranaenses, 17% Mato Grosso do Sul, 6% em São Paulo e 2% em Santa Catarina. A maior parte do amido de mandioca é consumida no mercado interno.
O processo de produção de fécula de mandioca pode variar desde unidades com instalações simples, até instalações compactas e sofisticadas.

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