segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A Inquisição na Atualidade - A/0590

A Inquisição na Atualidade
Na Idade Média, nos tempos do abslutismo, muitas injustiças foram praticadas pela Igreja, em nome da Santa Inquisição. Muitos movimentos surgiram na Europa, liderados por filósofos e religiosos, com o fim de promover mudanças radicais com a ideia do iluminismo. René Descartes foi um desses iluminados, que decidiu abraçar a causa, contrariando a vontade de muitos tiranos da época. Com a reforma protestante, muita coisa mudou, e nos anos subsequentes, ainda ocorriam absurdos, com a utilização da guilhotina e da fogueira como castigo aos rebeldes.
Vivemos muitos séculos depois da Inquisição, mas ainda perdura o revanchismo em muitos segmentos religiosos de nossos dias, até mesmo em pequenas comunidades. Foi o que a comunidade mundonovense pôde assistir no último fim-de-semana, no dia 15 de novembro, na sede da Igreja Assembleia de Deus, uma comunidade evangélica com aproximadamente 400 membros e dirigida por um pastor leigo, que por uma questão doméstica, convocou uma reunião extraordinária com os seus cooperadores, para disciplinar o diácono Ataíde Vieira, por este ter hospedado uma família, que passava por Mundo Novo, para quem foi negado apoio. A família era oriunda de Mamborê, composta de 5 pessoas, dentre as quais uma criancinha de 4 meses.
Sem quaisquer justificativas, o referido pastor aplicou "pena" ao diácono, humilhando-o, sem que pelo menos o convidasse para uma conversa franca, perante os conselheiros da Igreja.
Numa inequívoca prova de truculência, o dito pastor enviou no dia 16 de novembro, uma comissão ao diácono, para comunicar-lhe sobre a decisão em colocá-lo em disciplina por um período indeterminado.
Diante dessa ocorrência, o que resta é acreditar que os tempos da "Santa Inquisição" estão de volta, só que não mais são exercidos pelo poder do papa, mas pela vontade e "capricho" de quem não está em condição de exercer a liderança de uma instituição séria, como é a Assembleia de Deus. Se fosse para punir o erro, certamente, esse do diácono Ataíde (se é que não pode acolher os necessitados na própria casa), não seria o primeiro a ser apontado. Vamos àquela máxima: "Quem se achar sem pecado que atire a primeira pedra!"
É hora de reflexão, e aqui reforçando a ideia do carma: "TUDO O QUE O HOMEM SEMEAR ISSO TAMBÉM CEIFARÁ".
Então, Pr. Adolar, faça um exame de consciência e tome as precauções para não acumular carma negativo, que possa prejudicar a Comunidade que Deus permitiu colocar sob os seus cuidados.

Um comentário:

Feitosa disse...

Foi realmente vergonhosa a atitude do Pastor Adolar, uma vergonha para os membros da Assebléia de Deus.