sábado, 19 de setembro de 2009

Crônica - O Travesseiro

O Travesseiro
Quando se devota amor a um objeto, fica muito difícil o desapego. Assim é a estória do travesseiro, que durante mais de vinte anos acompanhou a trajetória de Antônio Donizete dos Reis. Num belo dia, cadê o travesseiro de estimação? Sem qualquer condição de uso, dona Lucimar atirou-o no lixo. "O travesseiro estava todo diluído, além de muito fedorento", foi a informação que deixou irritado o proprietário. Os queixumes do homem ficaram insuportáveis, eis que o tempo ingrato destruiu uma peça, sobre a qual dormia e sonhava, tanto em casa, como também em tantas viagens empreendidas por todo o território brasileiro. Nas palavras do gentil cavalheiro e empresário de Reis Tur, jamais encontrará um travesseiro amigo como este destruído pelo tempo, e que se encaixava certinho em sua cabeça durante as centenas de noites que dormiu, realizando os melhores sonhos. Adeus, travesseiro velho!

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