terça-feira, 13 de maio de 2014

Artigo: Teologia da Prosperidade - A/01561

A Teologia da Prosperidade

Graças aos modernos meios de comunicação, o Evangelho foi praticamente difundido em todo o mundo. Mas, infelizmente, o cristianismo, tendo ganho em quantidade, perdeu, e muito, em qualidade, porque nas últimas décadas surgiram seitas, apelidadas de neopentecostais, que exercem “evangelização” agressiva, baseada em marketing empresarial. Como se fossem simples estabelecimentos, vendem produtos que vão ao encontro de desejos e interesses dos que amam o mundo: dinheiro, status sociais, fama, sucesso imediato, a troco de ofertas, algumas bem generosas.

Os líderes dessas novas organizações religiosas aparecem em programas televisivos, com gestos estudados, como vedetas, como se fossem estrelas de cinema ou ídolos desportivos. Alguns possuem canais de TV, emissoras de rádio, além de jornais e revistas de grande tiragem, quase sempre aparecendo como independentes e generalistas. São, na realidade, publicações camufladas, ao serviço do líder, que administra o “império” como empresário multinacional. Possuem aviões, várias residências, e numerosas empresas que vivem à sombra da Denominação Evangélica.

Em regra, tudo, ou quase tudo, encontra-se como propriedade da instituição, para fugirem do fisco, mas o proveito é próprio. Há dissimulada concorrência entre os supersacerdotes, concorrência que se verifica não só em ridicularizar a “fé” dos antagonistas, mas na construção de megatemplos. O púlpito eletrônico, muito em voga, serve, quantas vezes, para o pastor obter prestígio e dinheiro, e não para difundir a doutrina, como muitos pensam. Esses “sacerdotes” pululam, já que o “ negócio” vai de vento em popa – parece já não haver quem evangelize ou “cure” de graça.

Infelizmente chegam a contagiar Igrejas Evangélicas Tradicionais, e até mesmo certo clero católico. Nos seus templos, supermercados de religião, resolvem desde problemas amorosos, a financeiros. Para isso “ vendem”: água, óleos, toalhinhas e até livros, que realizam milagres, que crendeiros e supersticiosos, adquirem e recomendam.

Felizmente nem todos os neopentecostais cairam nesses exageros desonestos - há sempre gente honesta em todo lado, - mas quase todos são excelentes psicólogos e conhecedores de truques eficazes para arrastar multidões e explorarem os simples.

Graças ao Papa Francisco, homem integro, corajoso e humilde, que convive com todos, não fazendo exceções de pessoas e classes, o catolicismo parece estar livre do contágio desses oportunistas – que  servem-se das necessidades do povo para terem melhor vida,– já que o novo papa está empenhado em reformar a Igreja, aproximando-A dos ideais primitivos. (Por Humberto Pinho da Silva, de Portugal)

 

 

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