não estão no Egito, mas na América Latina
Nem no Egito, ou
em qualquer outra cidade da Ásia e Europa as múmias mais antigas já encontradas
estão no Chile, onde foram descobertas partir de 1983. Tratam-se dos
corpos de habitantes da cultura chinchorro, que estavam no deserto de Atacama,
conhecido como o mais seco do mundo, próximo à fronteira com o Peru.
Os Chinchorros
eram caçadores, coletores e pescadores que viveram na região de Arica entre os
anos 7.000 e 7.500 a.C. Sua avançada técnica de mumificação e rituais
funerários foram extremamente cuidadosos, e refletem uma cultura bastante rica
com profundos conhecimentos de anatomia.
Muito tempo antes
de os egípcios desenvolverem a técnica da mumificação, os chinchorros já haviam
adotado o costume. Suas múmias parecem indicar períodos e rituais diferentes.
Os chinchorros mumificavam todos os tipos indivíduos, aparentemente sem
discriminação de idade, sexo ou posição social.
As múmias foram
encontradas em colorações diferentes, indo do negro ao vermelho. Entretanto,
todas exibem cuidados interessantes, como a remoção completa dos órgãos e a
extração de ossos, seguidos de posterior montagem. As expressões faciais
transmitem individualidade e uma valorização da vida, não encontradas nas
múmias egípcias, por exemplo.
Muitas das
pesquisas foram feitas pela equipe do Laboratório de Bioarqueologia da
Universidade de Tarapacá. O envio de uma dessas múmias ao Japão provocou uma
discussão inflamada sobre a preservação do patrimônio histórico e cultural
dessa civilização. Resta agora
acompanhar o resultado de novos estudos para entender um pouco mais sobre essa
cultura tão peculiar e antiga.

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