momentos de Albert Einstein
Maior físico de todos os tempos, principal personalidade do século XX,
um dos grandes gênios da história. Muitos são os elogios feitos ao alemão
Albert Einstein. E muito já foi dito sobre sua vida. Exatos 59 anos após a
morte do teórico, o Terra traz
uma história um pouco diferente desse cientista celebridade: o relato da morte
de Einstein feito pelo seu médico, Guy K. Dean.
O médico revelou em uma coletiva que, aos 76 anos, o físico sofria com a
arteriosclerose - quando as paredes das artérias ficam mais espessas e menos
elásticas. Além disso, ele tinha muitas dores na vesícula. "Ele
frequentemente reclamava de dor no seu abdome e nas costas, mas sempre foi
estoico quanto a isso", diz o médico, segundo registro do Daily
Princetonian, jornal da Universidade de Princeton, onde o físico
trabalhava. Em uma consulta, o cientista reclamou de dores mais fortes ao médico. Segundo o especialista, "um pequeno sangramento de um saco aneurismático atrás da aorta causava mais dor que o normal". Einstein ainda teve náusea e vômitos. O físico recebeu duas injeções para diminuir a dor e, segundo o médico, teve oito horas "relativamente confortáveis" de sono.
O médico diz que ele e Frank Glenn, especialista de Nova York, discutiam
a condição abertamente com o físico, mas este era "extremamente contra uma
cirurgia". No dia seguinte à reclamação de dor, os médicos tiveram que dar
mais sedativos para confortar o teórico. "Ele começou a mostrar
desidratação devido à inabilidade de tomar e reter líquidos" no dia
seguinte.
Einstein teve que ser levado ao Hospital de Princeton, passagem que o
médico havia dito que seria "rotineira". "Ontem, ele parecia
fazer considerável progresso", disse Dean. Diversos médicos trabalhavam no
caso e eles acreditavam que, com a melhora do físico, o sangramento da aorta
tinha sido muito pequeno e teria fechado sozinho.
Dean afirmou que viu Einstein vivo pela última vez às 11h de um domingo.
"Ele dormia silenciosamente e eu não acordei ele". À 1h15 da
madrugada, o médico recebia a ligação de Alberta Roszel, enfermeira do
hospital. Ela relatava que o famoso cientista não havia resistido ao derrame da
aorta.
Segundo a enfermeira, Einstein murmurou alguma coisa em alemão enquanto
dormia e parou repentinamente. Quando o padrão de respiração mudou, ela chamou
por ajuda. Com a ajuda de outra enfermeira, tentou levantar a parte de cima da
cama, quando o cientista inspirou profundamente duas vezes e expirou pela
última vez, à 1h12 de uma segunda-feira, dia 17 de abril de 1955.
Um exame feito por Thomas S. Harvey, patologista do hospital, revelou
que a aorta de Einstein teve um endurecimento severo em uma grande protrusão em
um dos lados. Essa parte acabou por romper e causou uma lenta perda de sangue -
o suficiente para tirar a vida de um dos mais conhecidos nomes da ciência.

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