Cavaleiros TempláriosA criação dos Templários contou com total apoio da Igreja Católica e tinha como objetivo garantir a segurança dos cristãos que voltaram a fazer peregrinação após a conquista de Jerusalém pela primeira Cruzada, além de proteger locais e templos sagrados da cidade.
Durante os dois séculos de atuação na Idade Média, a ordem adquiriu grande poder político, militar e econômico. O nome do grupo originou-se pelos votos de pobreza e castidade feitos por seus membros, pela fé em Cristo, e também porque a sede foi construída nos estábulos do antigo Templo de Salomão, na Terra Santa.
Conta-se que nos primeiros nove anos de existência, os Cavaleiros dedicaram-se a escavações em sua sede e que, além de documentos e tesouros que os tornaram poderosos, encontraram também o Santo Graal, cálice onde foi coletado o sangue de Jesus Cristo na cruz e que também foi utilizado na última ceia.
Foram os Templários também os precursores do cheque e do sistema financeiro internacional, uma vez que transportar riquezas na Idade Média representava grande risco.
Com o sistema criado pela Ordem, os viajantes poderiam depositar qualquer quantia em uma das fortalezas templárias, recebendo um documento cifrado que poderia ser descontado em qualquer outra fortaleza.
Para essa operação era cobrado um percentual. Com o tempo, o objetivo inicial do grupo, que era proteger os peregrinos e os lugares santos, foi dando espaço a preocupações mais materialistas, como manter relações diplomáticas com qualquer tipo de pessoa que trouxesse benefícios para a organização.
Seu poder e vasta riqueza instigaram a ambição de muitos e motivou a ideia de “destruição” da Ordem do Templo. Assim, o rei Filipe IV – O Belo -, da França, querendo se apropriar dessa fortuna, acusou os membros da ordem de heresia e imoralidade. E, com o apoio do Papa Clemente V, planejou o fim da organização.
Em outubro de 1307, o rei exigiu a presença de todos os membros templários da França. Eles foram encarcerados em masmorras e submetidos a torturas para se declararem culpados de heresia.
Após a confissão, sob tortura, os membros superiores da ordem foram condenados a serem queimados vivos e a extinção do grupo foi aprovada por Clemente V no Concílio de Viena, em 1311.
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