sábado, 20 de junho de 2009

Os Templários e o Poder Papal

A Ordem dos Templários
A Ordem dos Templários nasceu em 1118, na cidade de Jerusalém, por iniciativa Hugh de Payens mais oito cavaleiros, todos de origem francesa. A Ordem dos Templários, cujo nome completo era Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, tornou-se, nos séculos seguintes, uma instituição de enorme poder político, militar e econômico. A sua divisa era: Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini Tuo da gloriam, o que significa “Não a nós, Senhor, não a nós, dai a glória ao Vosso nome”. Inicialmente as suas funções limitavam-se aos territórios cristãos conquistados na Terra Santa durante o movimento das Cruzadas, e visavam à proteção dos peregrinos que se deslocavam aos locais sagrados. Nas décadas seguintes, a Ordem se beneficiou de inúmeras doações de terra na Europa que lhe permitiram estabelecer uma rede de influências em todo o continente, o que mais tarde seria motivo para sua perdição...
Comprometeram-se a uma causa monástica e militar. Embora muitos Cavaleiros, naqueles tempos, lutassem por dinheiro, terra ou poder, os Templários faziam votos de pobreza e de castidade. Suas missões eram proteger os peregrinos no caminho da Terra-Santa.
O Rei Balduíno II cedeu-lhes como abrigo o estábulo ao lado da mesquita de Al-Aqsa como quartel general. Este local supõe-se que era o exato local do Templo do Rei Salomão.
Os cavaleiros tomaram o estilo de vida das ordens monásticas fundadas no tríplice preceito: voto de pobreza, voto de castidade e voto de Obediência. E se auto-intitularam: Os Pobres cavaleiros de Cristo. Adotaram como símbolo dois cavaleiros em um só cavalo para mostrar sua pobreza – pois não tinham dinheiro para comprar um cavalo – e também seu companheirismo.
Também adotaram o nome do local onde se estabeleceram ficando então nomeada a ordem como: Pauperes Commilitones Christi Templique Salomonis (Os pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão) mas ficaram conhecidos como: os Cavaleiros Templários. (algumas vezes chamados de : Cavaleiros de Cristo, Cavaleiros do Templo, Pobres Cavaleiros, Ordem do Templo etc.)
A Ordem era baseada em três pontos básicos das instituições religiosas da época, ou seja: castidade, pobreza e obediência. Em geral eram de famílias abastadas. Mas só podia se tornar um cavaleiro propriamente dito os filhos de nobres. Os cavaleiros tinham o direito de usar (não possuir) 3 cavalos, um escudeiro e duas tendas. Comparativamente, um cavaleiro bem montado e equipado, treinado e seguido pelo seu séqüito de escudeiros, tinha o pode equivalente a um tanque de Guerra Contemporâneo.


Grão-Mestres do Templo
Hugo de Payns: 1119 – 1136; Roberto de Craon: 1137 – 1149; Everardo de Barres: 1149 – 1152; Bernardo de Trémélay: 1152 – 1153; André de Montbard: 1153 – 1156; Bertrand de Blanquefort: 1156 – 1169; Filipe de Nablus: 1169 – 1171; Arnold de Torroja: 1180 – 1184; Gérard de Ridefort: 1185 – 1189; Robert de Sablé: 1191 – 1193; Gilberto Erail: 1194 – 1200; Filipe de Plessiez: 1201 – 1209; Guilherme de Chartres: 1210 – 1232; Pedro de Montaigui:1219 – 1232; Armando de Périgord: 1232 – 1244; Ricardo de Bures: 1244 – 1247; Guilherme de Sonnac: 1247 – 1250; Reinaldo de Vichiers: 1250 – 1256; Tomás Bérard: 1256 – 1273; Guilherme de Beaujeu: 1273 – 1291; Teobaldo Gaudin: 1291 – 1293; Jacques de Molay: 1293 – 1314.

O Poder do Papa e do Rei
Os templários possuíam a missão de guardiães da mensagem interna,ou seja,da arca da aliança, tesouros espirituais e, dos segredos da genealogia de Jesus que, descendendo da linhagem de Davi, via Salomão era, além do Messias Prometido, um rei de fato. Eram mais afeitos à João que , segundo relato bíblico, recebeu de Jesus a linhagem ou seguidores da linhagem, já que Jesus solicitou a João que cuidasse de Maria, sua mãe. Chegaram a ser grandes financistas e banqueiros internacionais, cuja riquezas chegaram ao seu apogeu no século XIII. Representaram papel importante na igreja, particurlamente nos concilios. Após a tomada de Jerusalém pelos sarracenos, em 1291 adveio a queda do reino latino; o quartel general da Ordem foi transferida da Cidade Santa para Chipre, e Paris passou à categoria de seu principal centro na Europa. Embora a Ordem tenha sido abalada em sua razão de ser quando o túmulo de Cristo passou para os muçulmanos, ainda era poderosamente rica e, a corte da França além do Papa deviam dinheiro a eles e passaram a ser cobiçados pelo rei francês, Felipe, o Belo. Esse rei confiscou os haveres dos lombardos e judeus e os expulsou do país. Os templários corriam perigo pois o imenso patrimônio (150.000 florins de ouro, 10.000 casa ou solares, inúmeras fortalezas, pratarias, vasos de ouro, entre outras preciosidades. Trinta mil simpatizantes em 9.000 comendadorias entre Palestina, Antióquia, Tripoli, França, Sicília, Inglaterra, Escócia, Irlanda etc. Isto era apenas o que o rei sabia , em seu território. Felipe e o Papa fizeram uma perigosa cilada, ajudada por opositores que, interessados na desmoralização da Ordem. Contra ela, levantou graves acusações. Daí, em 13 de outubro de 1307, numa Sexta feira, mandou prender todos os templários e seu grão-mestre, Jacques DeMolay, os quais, submetidos à inquisição, foram por estes, acusados de hereges. Por meio de inomináveis torturas físicas, infligidas a ferro e fogo, foram arrancados desses infelizes as mais contraditórias confissões, que até hoje nós não sabemos quais foram. O Papa, desejoso de aniquilar a Ordem, mantendo a hegemonia da Igreja, e livrar-se da dívida, convocou o Concílio de Viena em 1311, com esse fim mas não conseguiu. Convocou um outro, porém privado em 22 de novembro de 1312 e aboliu a Ordem, conquanto admitindo a falta de provas das acusações. As riquezas da Ordem foram confiscadas em benefício da Ordem de São João, mas é certo que uma grossa parcela foi parar nos cofres franceses de Felipe, o Belo.

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