quinta-feira, 4 de junho de 2009

A Verdade da Vida - A/0364

A Verdade da Vida
Quando o ambiente reprime o desejo de expressão do homem, este pode ou enlouquecer, ou tornar-se histérico, ou adoecer. Quando impuseram a um presidiário russo, como castigo, a tarefa de passar alternadamente de um balde para o outro a mesma água, durante o dia todo, esse presidiário enlouquecer ( Dostoiévski – Recordação da Casa dos Mortos ). Isso aconteceu porque o trabalho lhe foi imposto como obrigação e não lhe foi proporcionado nenhum meio para expressar a sua vida.
Dizem que um doente mental curou-se através da dedicação devotada a um trabalho de que gostava. Isto porque ele descobriu nesse trabalho o meio para expressar o seu Eu.
O trabalho em que não há nenhuma criação própria sufoca, enlouquece ou mata o homem., ao passo que o trabalho no qual há criação própria deixa á vontade a vida do homem , reanima-o constantemente, rejuvenesce-o constantemente.
Se alguém não sente motivação pelo trabalho, é porque não dedica totalmente a sua Vida ao trabalho. È porque não realiza a criação própria. Quando se tem amor ao trabalho ocorre a criação própria .pois o amor é força criadora.
Não é possível haver criação própria onde as pessoas executa apenas o trabalho que lhe foi atribuído. A criação própria existe onde as pessoas ama trabalho e procura desenvolver esse trabalho além do que lhe foi exigido.
Aquele que executa apenas a tarefa a ele atribuída é uma pessoa que se conforma com a condição daquele prisioneiro russo. Ele vai apenas desperdiçando a Vida e envelhecendo. Aquele que, na situação em que está, procura desenvolver o trabalho além do que lhe foi exigido está sempre novo e nunca envelhecer.
(MASAHARU TANIGUCHI, 5ª EDIÇÃO. SEICHO-NO-IE)

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