A ABL possui rostos sérios de escritores do passado, alguns deles eram bem-humorados. O poeta Olavo Bilac, por exemplo, brincava que os acadêmicos eram chamados de ‘imortais’ porque ‘não tinham aonde cair mortos’. Piada, claro: a Academia paga a seus membros planos de saúde, jetons por participação no tradicional chá às quintas-feiras e ainda garante um lugar no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no cemitério de São João Batista, Rio de Janeiro. Sim, os imortais também morrem. É apenas quando isso acontece que uma cadeira fica vaga. Ao todo, são quarenta cadeiras fixas — quando um dos membros morre, é convocada uma nova eleição. Por isso, a idade média da Academia é tão alta: o mais jovem ali é Paulo Coelho, com 66 anos. Esse ritual de ‘herança das cadeiras’ cria uma verdadeira árvore genealógica de cada uma delas. A famosa Casa de Letras clima mais parece ‘panelinha’ que reina entre os acadêmicos desde que Machado de Assis tomou posse como o primeiro presidente. A posse na ABL deve ser um dos poucos dias em que um escritor brasileiro tem um dia de celebridade. Sem o fardão, esses senhores tão importantes para a Cultura do País são bem menos conhecidos que qualquer cantor de rap.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Retratos da Academia Brasileira deLetras
Acadêmicos e Academia
A ABL possui rostos sérios de escritores do passado, alguns deles eram bem-humorados. O poeta Olavo Bilac, por exemplo, brincava que os acadêmicos eram chamados de ‘imortais’ porque ‘não tinham aonde cair mortos’. Piada, claro: a Academia paga a seus membros planos de saúde, jetons por participação no tradicional chá às quintas-feiras e ainda garante um lugar no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no cemitério de São João Batista, Rio de Janeiro. Sim, os imortais também morrem. É apenas quando isso acontece que uma cadeira fica vaga. Ao todo, são quarenta cadeiras fixas — quando um dos membros morre, é convocada uma nova eleição. Por isso, a idade média da Academia é tão alta: o mais jovem ali é Paulo Coelho, com 66 anos. Esse ritual de ‘herança das cadeiras’ cria uma verdadeira árvore genealógica de cada uma delas. A famosa Casa de Letras clima mais parece ‘panelinha’ que reina entre os acadêmicos desde que Machado de Assis tomou posse como o primeiro presidente. A posse na ABL deve ser um dos poucos dias em que um escritor brasileiro tem um dia de celebridade. Sem o fardão, esses senhores tão importantes para a Cultura do País são bem menos conhecidos que qualquer cantor de rap.
A ABL possui rostos sérios de escritores do passado, alguns deles eram bem-humorados. O poeta Olavo Bilac, por exemplo, brincava que os acadêmicos eram chamados de ‘imortais’ porque ‘não tinham aonde cair mortos’. Piada, claro: a Academia paga a seus membros planos de saúde, jetons por participação no tradicional chá às quintas-feiras e ainda garante um lugar no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no cemitério de São João Batista, Rio de Janeiro. Sim, os imortais também morrem. É apenas quando isso acontece que uma cadeira fica vaga. Ao todo, são quarenta cadeiras fixas — quando um dos membros morre, é convocada uma nova eleição. Por isso, a idade média da Academia é tão alta: o mais jovem ali é Paulo Coelho, com 66 anos. Esse ritual de ‘herança das cadeiras’ cria uma verdadeira árvore genealógica de cada uma delas. A famosa Casa de Letras clima mais parece ‘panelinha’ que reina entre os acadêmicos desde que Machado de Assis tomou posse como o primeiro presidente. A posse na ABL deve ser um dos poucos dias em que um escritor brasileiro tem um dia de celebridade. Sem o fardão, esses senhores tão importantes para a Cultura do País são bem menos conhecidos que qualquer cantor de rap.
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