domingo, 11 de janeiro de 2015

Artigo: Confusão Religiosa - A/01634

A Confusão Religiosa em nossos dias

Estamos vivendo num grande emaranhado espiritual, onde as pessoas aleatoriamente e de maneira confusa, tentam encontrar o Caminho desejado. Ao longo da história eclesiástica não era muito diferente, mas nos últimos dias a busca tem sido muito desorientada, e com um certo grau de desconfiança da parte desses buscadores.

No Brasil, em que o Catolicismo Romano sempre foi dominante, as práticas espirituais ganharam dimensão gigantesca, com a proliferação de credos religiosos de todos os matizes, desde o sincretismo às manifestações pentecostais, que lembram um pouco as origens africanas, passando pelo Candomblé, pela Umbanda e pelo Kardecismo.

As denominações religiosas por aqui cresceram e se desdobraram de muitas maneiras, tanto a Igreja Católica Romana como também as derivadas, ditas evangélicas. É preciso lembrar que as divisões que acontecem em todos os segmentos da Espiritualidade são frutos de discórdias internas entre lideranças e também em virtude da vasta interpretação de textos sagrados.

As congregações existentes dentro do Movimento Católico, embora mantenham o mesmo conjunto de dogmas, são orientadas pelo Vaticano nas regras básicas. Do mesmo modo, as divisões dentro da Igreja Evangélica tendem a manter os mesmos princípios. Os Espíritas e suas ramificações baseiam-se, de igual modo, num conjunto de doutrinas, e desta forma, alastram-se mundo a fora, transmitindo a mensagem que acreditam.

Perto de uma Religião Universal está a Humanidade toda, que a cada novo dia, percebe que as grandes religiões do mundo, e também as derivadas, estão na busca da verdade e do bem, sem os quais, ninguém poderá ter um Encontro com o Deus de seu Coração.  Quando todos chegarem ao pleno conhecimento no contexto geral da consciência evoluída, deixará de existir o proselitismo religioso, e cada um estará a serviço de uma Divindade que aponta a Felicidade que todos queremos, que é a Vida Eterna.

Muitos prosélitos não entenderão este questionamento porque vivem presos em conceitos denominacionais, acreditando mais em placas de igrejas do que na fé que transforma. Antes, era normal a migração de um católico romano para qualquer denominação dita evangélica. Dizia-se ser esta pessoa um convertido ao evangelho. Atualmente, quando ocorre o contrário, os cristãos evangélicos não entendem esse processo de liberdade de crença e ficam, de certo modo, escandalizados. Pior do que isso, é quando um fervoroso evangélico da linha pentecostal passa a crer na reencarnação, que seria uma doutrina apenas dos Kardecistas.

Tudo isso que a sociedade moderna acompanha agora, já acontecia noutras épocas nas devidas proporções. O caipira Cornélio Pires, por exemplo, foi um presbiteriano convicto, no entanto, era um fervoroso defensor da doutrina reencarnacionista. Os líderes reformistas Martinho Lutero e John Wisley, ao par de seus ideais religiosos, participavam também de sociedade mística, exercendo um poder espiritual fora do comum.


Então, é necessário, que aconteçam estas transformações, onde as pessoas, por convicção ou mesmo por curiosidade, procurem um Caminho para seguir e disseminar as suas ideias. O proselitismo vai chegar ao fim, custe o que custar. O preconceito religioso, o fanatismo e tantos outros pensamentos vão diminuir. Há de prevalecer o bom senso em todas as coisas, em todos os segmentos, em todas as escolas filosóficas, em todas as esferas sociais. Não haverá, em pouco tempo, espaço para esse sentimento tão baixo, que é o fanatismo exacerbado, que nada constrói e contribui muito para o retrocesso espiritual aqui, ali e acolá. 

Que o Deus de nosso Coração nos guie pela Senda do Amor e da Paz, unidos sempre na prática do bem maior: a Fé que alimenta o Homem e o conduz à Eternidade. (Cro-Maat!)

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