A América Central (em espanhol: América
Central, Centroamérica) é um subcontinente limitado ao norte pela Península de Iucatã,
no México e ao sul pela Colômbia, limitado a Oeste com o Oceano Pacífico e a Leste com o Oceano Atlântico.
Apesar de considerada um dos subcontinentes da América, esta região localiza-se numa placa tectónica própria: a Placa Caribeana. Assim, é formada pela faixa central do continente
americano compreendendo os Estados soberanos ístmicos e antilhanos mais as
dependências situadas no mar do Caribe (ou mar das Caraíbas).
Existem montanhas ao longo de toda a região, sendo que as
situadas ao sul são uma continuação dos Andes; a mais alta é o monte Tajumulco,
na Guatemala, com 4 220 metros de altitude. A maioria é vulcânica, pois a região
fica numa junção entre uma placa de crosta e uma perigosa zona de terremotos. Os dois
grandes lagos da Nicarágua interrompem a cadeia. O clima é tropical, embora acima de 760m a temperatura seja mais amena e haja o cultivo do café. Cria-se gado, especialmente em Honduras. Nos outros
lugares a cinza vulcânica fertilizou a terra possibilitando a lavoura de bananas, cana-de-açúcar, milho e frutas.
As montanhas do Pacífico descem íngremes em direção à costa, enquanto na direção
do norte e do leste, na península de Yucatan e nas planícies costeiras, descem suavemente em direção ao mar. No leste a chuva é pesada; os rios trazem grandes quantidades de limo e há uma floresta densa atrás dos mangues das praias.
A região possui grandes depósitos de petróleo e gás,
assim como de prata e ouro.
Já era povoada por diversos grupos aborígenes quando os primeiros europeus aí chegaram, no começo do século XVI. Sua
colonização de origem europeia foi iniciada a partir das colônias caribenhas de Hispaniola e Cuba.
De 1535 a 1810, a América Central, com exceção do Panamá, fez parte do Vice-Reino da Nova
Espanha e ficou sob jurisdição do vice-rei
que governava a partir da Cidade do México.
Com a independência dos países da América Central Ístmica da Espanha, em 1821, a maior parte da
área foi anexada até 1822 ao Império Mexicano de Augustín de Iturbide.
De 1823 a 1838,
tentou uma confederação política, a União das Províncias
da América Central (Costa Rica, Guatemala, Honduras, Nicarágua e El Salvador), mas esta foi
derrubada pela rivalidade entre grupos liberais e conservadores e por ciúmes
regionais. Em 1839 a unidade política foi extinta. Caudilhos militares
dominaram no restante do século XIX. O aventureiro americano William
Walker invadiu a Nicarágua (1855-1857).
Os britânicos ocuparam San Juan del Norte Greytown (1848)
e as ilhas da baía de Honduras,
a fim de conseguir o controle da costa de Mosquito e bloquear os planos
americanos de construir um canal interoceânico, enquanto exerceram pressão
diplomática para assegurar ao uso do canal em toda a região. Em 1951, formou-se a Organização dos Estados da América Central,
para ajudar as resolver os problemas em comum. A Comissão Econômica
para a América Latina, órgão das Nações Unidas,
encorajou a cooperação em assuntos de produção, tarifas e comércio entre os
países membros da Associação
Latino-Americana de Livre Comércio (que passou a se chamar, em 1980, Associação
para Integração Latino-Americana) e o Mercado Comum
Centro-Americano.
Países e
Capitais da América Central
A América Central é composta
por 20 países e 16 dependências.
Países
da América Central e suas capitais:
Antígua e Barbuda - Saint
John's
Bahamas - Nassau
Barbados - Bridgetown
Belize - Belmopan
Costa Rica - São José
Cuba - Havana
Dominica - Roseau
El Salvador - São Salvador
Granada - Saint George's
Guatemala - Cidade da Guatemala
Haiti - Porto Príncipe
Honduras - Tegucigalpa
Jamaica - Kingston
Nicarágua - Manágua
Panamá - Cidade de Panamá
República Dominicana - São Domingos
Santa Lúcia - Castries
São Cristóvão e Nevis - Basseterre
São Vicente e Granadinas - Kingstown
Trinidad e Tobago - Porto de Espanha

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