quinta-feira, 4 de junho de 2015

Artigo: Doutor - A/01655

Quem é doutor aí?

Ser doutor é uma honra, e não são poucos os que preferem ser tratados assim, não fazendo questão do nome de família, mesmo que seja nobre. É vaidade, mas faz bem aos que concluíram algum curso superior tais como medicina, direito, engenharia. No Brasil, existe a tradição de chamar de “doutor” até mesmo os “bacharéis” em psicologia e de outros cursos da área de ciências humanas. "A quem honra, honra" diz o texto sagrado, mas o título de doutor é uma conquista de quem fez doutorado, assim como o título de mestre.

Um jovem detentor do título de doutor, após ter defendido tese, virou-se para o pai, dizendo com tristeza: “papai, ainda ninguém me chamou por doutor...” O pai, orgulhoso, lhe responde: “não seja por isso, meu filho, doravante vou te chamar de Senhor Doutor!” Na verdade, qual jovem, que acabe de se licenciar, que não goste de ser chamado de doutor?

Certa feita, em Curitiba, num seleto auditório, alto dignitário e portador de alguns títulos honoríficos e de formação acadêmica, me disse: “Frater Jairo, eu tenho nome e me orgulho dele!” E continuou: “Existem grandes figuras da literatura, da arte, da ciência, do cinema e da política, e nunca são tratados por doutores, apenas pelo nome.”

Então, o certo é certo. Quem realmente é doutor, assim deve ser tratado. Os que ostentam o título apenas pela vaidade, estão equivocados e merecem uma boa orientação para se colocarem no seu devido lugar. E mais: para ser chamado de doutor, é preciso que o detentor do título tenha respaldo suficiente e notoriedade no desempenho profissional que a função exige, pela frequência a um curso de Doutorado ou Doutoramento.


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