Testemunho de Fé – Rogério Cezar
“Viram meu corpo se chocar contra o chão, e pulava como se
fosse uma bola; a moto chegou a explodir, soltando faíscas de fogo.” (Rogério
Cezar, da AD/Londrina).
O título que o depoente deu para a crônica: “ATÉ ONDE PODE
CHEGAR O AMOR DE DEUS?”. Rogério Cezar reside em Londrina, no Paraná, onde é
empresário, e diz ser membro da Assembleia de Deus há muito tempo. Ele tem 45
anos de idade, é casado com Janaína e tem dois filhos, Vinícius e Victor.
Rogério faz o relato de um acidente que sofreu de motocicleta, no trecho entre Londrina e Maringá, mostrando-se um tanto autossuficiente, apesar de ser membro de uma Igreja pentecostal conceituada há mais de 12 anos, deixando evidenciado que não tinha, até então, intimidade com Deus. Pelo relato, informa que era um “crente” formal, como é a maior parte dos adeptos de instituições filosóficas e espirituais.
A experiência que teve com o acidente ajudou-o, segundo suas
palavras, a aproximar-se do Autor da Vida, a quem devota toda honra e glória.
Gozava ele de um bom padrão de vida como empresário, tendo um boa situação
patrimonial e recursos para fazer o que o coração desejasse. Ajudava a obra de
missões e outras necessidades de sua denominação, mas talvez se esquecesse do
principal: reconhecer a infinita misericórdia do Altíssimo. Rogério diz: “...
achava que isso era tudo o que Deus queria de mim, mas o meu coração estava bem
longe dos propósitos de Deus para a minha vida.”
O ACIDENTE E OS NOVOS PROPÓSITOS
Rogério Cezar, movido de emoção, conta como foi o acidente. “Cheguei
a pensar que poderia dirigir a vontade de Deus, através do meu dinheiro, ou até
mesmo comprar os seus milagres, e com esse pensamento, comecei a afastar-me de
Deus, e logo, as mensagens bíblicas já não tocavam mais o meu coração.”
Prossegue ele: “Passei a viver uma vida de expectador dentro da Igreja,
chegando ao extremo de muitas vezes entrar em estado de sonolência,
completamente desconectado com o que acontecia ali. Estava eu vivendo um estado
de hibernação na presença de Deus, e meu coração não sentia mais o toque do
Espírito Santo.”
Com sinceridade, ele continua relatando: “O apego às coisas
materiais, o prazer terreno, as festas e a busca de status ocupavam o primeiro
lugar, enquanto Deus ficava em segundo plano. Veio a verdade bíblica se cumprir
nele, no contexto de “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males.” Foi nesse
ponto que Rogério começou a colher o que estava plantando, de acordo com a lei da
semeadura. No entanto, Deus não o abandonou por completo, por mais errante que
estivesse no Caminho que conduz à Vida Eterna. Ele estava insensível, mas o
Onipotente conhece todas as coisas e sonda os corações.
O acidente de motocicleta foi uma coisa inesperada, mas
dentro da presciência divina, como bem relata Rogério Cezar. “A paixão pela
velocidade sempre foi algo marcante em minha vida, e uma das minhas diversões
prediletas. Costumava pegar a estrada com um grupo de amigos, cada um exibindo
uma moto mais potente e moderna, sendo que jamais eu queria ficar para trás,
pois era esta uma maneira de mostrar o meu status perante o grupo seleto e diante
de tantas outras pessoas”, informa.
O percurso era entre as cidades de Londrina e Maringá, numa
rodovia de pista dupla, com 100 quilômetros de extensão, em grandes retas e
curvas desafiadoras, onde 18 motociclistas faziam a aventura praticamente todos
os sábados. Continua: “Foi numa dessas tardes que pude ter uma experiência
inusitada, conhecendo melhor o propósito de Deus para a minha vida.”
O grupo saiu de Londrina, passando pelo pedágio PR-444 e, ao
transpor o pontilhão, no trevo Arapongas/Astorga, eis que surge o imprevisto.
Naquele local, propício para sentir a liberdade e curtir a potente máquina, a
colisão com um carro que vinha em sentido contrário, provocou a fatalidade,
indesejável para qualquer ser humano. Rogério conta: “No impacto, meu braço foi
arrancado completamente, e meu corpo foi arremessado por cima do veículo por 92
metros do local do acidente.” Prossegue: “Meus amigos puderam ver meu corpo
pulando no asfalto como uma bola de futebol. Para quem viu a cena, seria
inacreditável imaginar que uma pessoa conseguiria sobreviver a tudo aquilo.”
Paulo Nolasco, um corajoso amigo, aproximou de Rogério
Cezar, e erguendo o capacete pôde avisar: Ele está respirando! Cumprindo a
presciência de Deus, neste dia, três médicos participavam do esporte, sendo um
deles cirurgião cardiovascular. Os profissionais deram o pronto atendimento,
fazendo estancar o sangue que corria. A ambulância chegou sem médico, mas o
médico Rafael Santoro fazia com frequência a manutenção dos sinais vitais,
evitando a morte do motociclista Rogério, o Roger. Perto, a uns 800 metros dali,
estava o Hospital João de Freitas, onde os procedimentos cirúrgicos ocorreram
com absoluto sucesso. Houve a tentativa para evitar a amputação da perna, mas
havendo rejeição, a perna esquerda foi amputada e também o braço esquerdo.
Foi impactante o acidente na vida de Rogério Cezar, mas ele
não lamenta a triste ocorrência, e resignado fala da nova experiência que teve,
quando afirma: “Isso fica evidente que minha vida é melhor do que todos os meus
membros, como está escrito nos evangelhos.” Exclama ele: “Para mim, é melhor eu
entrar no reino dos céus sem o meu braço, sem a minha mão, sem a minha perna e
sem o meu pé do que ir para o inferno com o corpo perfeito. Ele cita o nome de
alguns de seus amigos que o ajudaram durante a fase difícil em que viveu no
hospital. Jorginho foi um deles, que segurou a sua mão direita, fazendo-o
sentir a mão protetora de Deus em sua vida. Ele disse que não chorava, mas os
olhos enchiam-se de lágrimas por saber que Deus estava com ele no leito do
hospital.
No quarto, durante a recuperação da cirurgia, Rogério teria
recebido uma revelação, quando lhe foi mostrado um lugar ornamentado com flores
e muitas pessoas sentadas em cadeiras, estando ele na frente de todos os
presentes, para testemunhar o grande amor de Deus. Agradeceu a nova oportunidade
que lhe deu o Criador, fazendo-o entender a Sua boa e perfeita vontade. Soube
compreender aquele transe dolorido, sem se maldizer e com e com o desejo sincero
de servir melhor ao Deus de seu coração. O capacete especial e os “apetrechos”
que usava não foram suficientes para ampará-lo, mas o braço de Deus o livrou da
morte e da angústia, que atormenta as criaturas desprovidas da graça divina.
Um Culto em Ação de Graças era necessário realizar. E foi
isso que fez Rogério Cezar quando saiu do hospital. No dia 7 de junho de 2008,
isso foi possível, com o Templo lotado e as pessoas glorificando ao Deus que
tudo pode. Após a experiência com o acidente, o novo Homem Rogério Cezar,
expressa com imensa alegria: “A vida só pode ser compreendida olhando para
trás; mas só pode ser vivida, olhando para a frente.”
Rogério conclui o seu testemunho, informando que “Hoje tenho
uma vida normal, bem vivida, e olhando para a frente.” Serve a Deus no Templo
Central da Assembleia de Deus, à rua São Vicente, 168, em Londrina. O contato
com Rogério: site: rogerpneus.com.br – e-mail: contato@rogerpneus.com.br
Observação: o presente artigo é um resumo do artigo “ATÉ
ONDE PODE CHEGAR O AMOR DE DEUS”, extraído do folheto da Morte para a Vida.


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