“candidatos laranjas” para enganar Eleitor
Os "fichas sujas" e os "inelegíveis" devam usar todos
os prazos e recursos até às 24
horas antes do pleito
Com o advento da Lei da “Ficha
Limpa” e diante do imenso universo de políticos inelegíveis no Brasil,
políticos procuram saídas nada republicanas para tentar enganar a população,
burlar a lei eleitoral e agredir a Constituição Federal.
No interior, especulam-se
registros de candidatos considerados inelegíveis e, em certos casos, apenados
pela Lei da Ficha Limpa. Depois de registrados e impugnados, serão substituídos
no “apagar das luzes”, faltando apenas 24 horas da eleição do dia 7 de outubro
próximo.
Apegando-se a essa morosidade
da Justiça, no interior a estratégia é de que os "fichas sujas" e os
"inelegíveis" - mesmo impugnados - devam usar todos os prazos e
recursos possíveis até às 24 horas antes do pleito, quando deverão ser
substituídos por "candidatos laranjas", que ficarão aguardando as
"últimas ordens" para compor a chapa do impugnado, que fez a
campanha e adquiriu a simpatia popular para o partido ou coligação. Este pode
ser o caso de Iguatemi, se o TSE não julgar em tempo hábil o candidato Lídio
Ledesma, do PDT, que tem enfrentado a Justiça Eleitoral, na condição de “Ficha
Suja” e que concorre sub-judice aguardando a decisão de Brasília.
A "jogada" é
simples. Invariavelmente, o impugnado tem algum prestígio eleitoral e
relativa aceitação popular. Com isso, vai carregar seu conceito “entre aspas” até as
últimas conseqüências. Na "hora H", será substituído por outro nome
menos expressivo eleitoralmente. E sai até como vítima dos adversários. No dia
da eleição, não haverá mais tempo sequer para alterar a foto do impugnado na
urna eletrônica e o eleitor é passado para trás votando em outra pessoa, mas
que já teve o nome registrado no Cartório Eleitoral como candidato substituto.
Alerta-se, pois, para
possíveis mazelas, possíveis fraudes nas substituições majoritárias às vésperas
do pleito, quando o povo brasileiro, pensando em votar no candidato A, acaba
por eleger o B. Em outra dimensão, o partido lança o A, candidato "bom de
voto", porém inelegível, para eleger o B, um rejeitado pelo povo. É o
eleitorado enganado e votando no bom para eleger o mal.

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