O Poder da Meditação
Uma das coisas mais importantes, mesmo para os estudantes
sinceros, é sentirem a necessidade de dedicar algum tempo à meditação, de manhã
e à noite, que lhes aquiete a atividade externa, para que a Presença Interior
possa surgir sem obstrução.
Meditar significa realmente, sentir a ativa Presença de
Deus. Por este motivo, quando se entra em meditação, não se deve trazer conosco
as perturbações que, nos ocuparam até aquele momento.
Deve-se afastar, conscientemente, do sentimento e da
atenção, tudo aquilo que possa perturbar, pois é um momento para entrar em
contato com Deus, e não, para revolver velhos males.
Quando se fez aquela afirmação: "Conheceis a Verdade, e
ela vos fará livres", a intenção foi a de reconhecer e aceitar a atividade
da Grande Presença "EU SOU".
Fazei-vos conscientes de que o “EU SOU” é o Primeiro
Princípio, e que é a absoluta segurança de libertação, agora mesmo. 2)
Conheceis que o "EU SOU", é a ativa Presença que governa toda
manifestação em vossa vida, e vosso mundo, perfeitamente. Assim, tereis entrado
na Verdade que vos fará livres.
Vós castigaríeis vosso cachorrinho se, constantemente,
trouxesse ossos da cozinha para o tapete de vossa sala? Naturalmente vos
pareceria que seria uma atitude imprópria. Não sabeis, amados estudantes, que,
quando permitis que vossos pensamentos remexam experiências desagradáveis,
estais fazendo o mesmo que o cachorrinho?
É de lamentar ser tão difícil fazer os estudantes
compreenderem que nunca, sob nenhuma hipótese, se deve prender a água que já
passou sob a ponte. Em outras palavras, as experiências desagradáveis, as
perdas, ou qualquer imperfeição que ocorreu em vossa vida, não devem jamais ser
seguras e presas ao presente.
Se uma pessoa entrou em um negócio e fracassou, isto ocorreu
sempre por desarmonia mental de sua atitude e seus sentimentos. Se cada
indivíduo, em circunstâncias semelhantes, mantivesse, com firmeza, a certeza de
que só existe Deus em ação, alcançaria o êxito mais perfeito.
Desde o momento em que tendes livre-arbítrio, aquele que não
controla seu mundo sensorial, encontrar-se-á destruindo todo o seu mundo, e o
alheio também. Tal é a Grande Lei, a menos que o estudante corrija seus
pensamentos e sentimentos, mantendo-os corretos.
(Saint Germain)
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