Amã,
Capital da Jordânia – Ásia
A
Jordânia é um país simples e barato para se viajar. Também não exige um
planejamento muito grande já que o visto é emitido na chegada e há caixas ATM
em toda esquina. E para um país tão pequeno a Jordânia tem distintas variações
climáticas, das colinas verdes ao norte ao deserto de Wadi Rum ao sul, e o
melhor é que é possível ver a maior parte do país em pouco tempo – mas é bom
estar preparado para ônibus públicos que só partem quando estão com todos os
assentos ocupados e coisas do tipo.
Depois
de passar horas na fronteira com Israel, resolvi mudar meus planos. Conheci
dois outros viajantes e juntos fomos diretos para Amã, capital do país, ao
invés de ir rumo norte como havia planejado. Amã é uma moderna cidade árabe e
não exatamente um centro cultural no Oriente Médio; nunca chegou aos pés de
Damascos ou Cairo e geralmente quem chega de lá costuma ficar desapontado com a
capital da Jordânia.
A
identidade da cidade mudou muito durante os anos, tanto com a chegada de
milhares de refugiados palestinos quanto com os refugiados iraquianos – a maioria
acadêmicos, aos quais atribui-se a melhora na vida cultural da cidade e, junto
da nova geração local, ter transformado Amã em uma cidade mais tolerante e com
um pé no futuro.
Em
muitos aspectos Amã se assemelha a Dubai, quando se vai a oeste da cidade é
quase como andar por uma cidade do ocidente, embora a leste e centro da cidade
é que se tem a real impressão de se estar em uma cidade árabe. O primeiro ponto
de maior interesse é certamente a Citadela, em meio as ruínas romanas têm-se
uma bela visão da cidade, e o museu arqueológico vale uma visita. De lá vale
também uma caminhada até o teatro romano e o museu adjacente. Em essência esses
são os pontos de maior interesse, o resto do dia pode ser gasto nos mercados locais
(souqs). É quase lamentável que uma cidade com tanta história tenha hoje pouca
evidência física de seu grande passado, a velha Philadelphia, como era
conhecida antes praticamente não deixou nada para ser lembrada.
Curiosidades
– Amã
é uma cidade que cresceu sobre várias colinas, e certamente não é uma cidade
para se conhecer caminhando entre um lugar e outro. O transporte público é
inexistente, porém taxis são muito baratos, só é preciso ter certeza que o
taxista não esteja te explorando – é essencial pedir para ele ativar o
taxímetro.
–
Atravessar a rua é o primeiro desafio de quem chega em Amã, especialmente no
centro da cidade. O segredo é se arriscar um pouco e fazer uma coisa por vez.
Por exemplo, ao cruzar uma via de 3 corredores, primeiro faça um gesto para o
carro diminuir e cruze uma via, a partir dali cruze a próxima e finalmente a
última. Se quiser cruzar todas de uma vez, vai ter que esperar uma eternidade.
E se um carro “passar raspando”, não se preocupe, é normal e bem calculado.
– O
maior mastro do mundo se encontra aqui. Quase de qualquer ponto da cidade é
possível avistar a bandeira da Jordânia no alto dos 127 metros do tal mastro.
– A
cidade é dividida de uma maneira muito peculiar, onde a maioria das ruas é de
uma mão só, e praças são conhecidos como círculos (e esse é um dos maiores
pontos de referência: círculo 1, 2, 3…). Além disso há escadas, alamedas e
colinas, e frequentemente uma rua tem mais de um nome.
– Por
onde quer que se vá há sinais em inglês, em especial na capital. Mas o irônico
é que a maioria não fala inglês, ou fala, mas muito mal e entende poucas
palavras, raramente sentenças.
– Um
bom lugar para se passar a noite e gastar pouco é o Farah Hotel, no meio do
centro da cidade. É um dos poucos lugares na cidade onde se pode encontrar
outros mochileiros e uma das grandes vantagens são os passeios que o hotel
organiza, que também custam pouco e ajudam a fazer mais em menos tempo.
– Por
fim, o povo é extremamente hospitaleiro. Onde quer que se vá, as pessoas
perguntam sua origem para em seguida dizer “Bem vindo a Jordânia”, e nem estão
tentando vender nada.

Nenhum comentário:
Postar um comentário