sábado, 11 de junho de 2011

Artigo: A Magia Sexual - A/0936

A Magia Sexual através dos Tempos

A magia é, segundo Novalin, a arte de influir, conscientemente, sobre o mundo interior. Escrito está, com carvões acesos, no livro extraordinário da vida, que o amor entre varão e fêmea opera magicamente. Hermes Trimegisto, o três vezes grande Deus Íbis de Thot, disse em sua Tábua Esmeraldina: "Dou-te o amor, no qual está contido todo o summum da Sabedoria."

Todos temos algo de forças elétricas e magnéticas em nós e exercemos, como um magneto, uma força de atração e repulsão... Entre os amantes é especialmente poderosa essa força magnética e sua ação chega muito longe.

A Magia Sexual entre marido e mulher, fundamenta-se nas propriedades polares que, certamente, têm seu elemento potencial no sexo. Não são hormônios ou vitaminas patenteadas que se necessita para a vida, senão autênticos sentimentos de tu e eu e, portanto, o intercâmbio das mais seletas faculdades afetivas, eróticas entre o homem e a mulher.

A ascética medieval da fenecida Idade de Peixes rechaça o sexo, qualificando-o como tabu, ou pecado. A nova ascética revolucionária de Aquário se fundamenta no sexo; é claro que nos mistérios do Lingam-Yoni se acha a chave de todo o poder. Da mescla inteligente da ânsia sexual com o entusiasmo espiritual, surge, por encanto, a Consciência Mágica.

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Na noite profunda dos séculos existiram poderosas civilizações e grandiosos Mistérios. Jamais faltaram as Sarcedotisas do Amor nos Templos. Com elas praticavam a Magia Sexual aqueles que se tornaram Mestres da Loja Branca. O Mestre deve nascer dentro de nós com a Magia Sexual. No país ensolarado de Kem, lá no velho Egito dos Faraós, quem divulgasse o Grande Arcano ou magia sexual, era condenado à pena de morte: cortava-se-lhe a cabeça, arrancava-se-lhe o coração e suas cinzas eram jogadas aos quatro ventos. No país dos Astecas, homens e mulheres, aspirantes ao Adepto, permaneciam horas inteiras acariciando-se, amando-se e praticando Magia Sexual, dentro dos pátios dos templos. Aquele que derramasse o "Vaso de Hermes" nessas práticas do templo era decaptado, por haver profanado o Templo. Todos os sistemas de auto-educação íntima têm como última síntese a prática da Magia Sexual. Nos Mistérios de Eleusis existiam bailes ao nú e coisas inefáveis. A Magia Sexual era a base fundamental desses Mistérios.

Então, ninguém pensava em "porcarias", porque o sexo era profundamente venerado. Os Iniciados sabem que no sexo opera o Terceiro Logos. Os ensinamentos do Zend Avesta, à semelhança dos princípios doutrinários encontrados no Livro dos Mortos dos Egípcios, contêm o Princípio Crístico. A Ilíada de Homero, a Bíblia Hebraica, assim chamada como os Eddas Germânicos e os Livros Sibilinos dos Romanos, contêm o mesmo princípio. É necessário que cada homem se Cristifique. É necessário encarnar o Cristo. Explicamos o que é o Princípio Crístico. Convidamos a todos os seres humanos a seguirem a Senda do Matrimônio Perfeito - como nos falou o VM Samael Aun Weor em Matrimônio Perfeito - para que logrem a Cristificação. Explicamos que o Cristo não é um indivíduo, mas sim um princípio universal, cósmico, impessoal, que deve ser assimilado por cada homem, mediante a Magia Sexual

Naturalmente, tudo isto escandaliza os fanáticos, porém a Verdade é a Verdade. Cristo não é um indivíduo; Cristo é um Princípio Cósmico que devemos assimilar dentro de nossa própria natureza física, psico-somática e espiritual, mediante a Magia Sexual. Entre os Persas, Cristo é Ormuz, Ahura-Mazda. Entre os indús, Krishna é o Cristo. O evangelho de Krishna é muito semelhante ao de Jesus de Nazaré. Entre os Egípcios, Cristo é Osiris e todo aquele que O encarnava era de fato um Osirificado. Entre os Chineses é Fu-Hi, o Cristo Cósmico, que compôs o "I-King", livro das leis, e nomeou Ministros Dragões. Entre os Gregos, o Cristo chamava-se Zeus, O Pai dos Deuses. Assim, poderiamos citar o Cristo Cósmico em milhares de livros arcaicos e velhas tradições que vêm de milhões de anos antes de Jesus. Tudo isso convida-nos a aceitar que Cristo é um Princípio Cósmico, contido nos princípios substanciais de todas as Religiões.

Todo pecado será perdoado, menos o pecado contra o Espírito Santo. A força sexual é a energia criadora do Terceiro Logos. O Terceiro Logos é o Espírito Santo. O Terceiro Logos irradia sua energia no vórtice fundamental de toda nebulosa, no centro do Átomo Ultérrimo e em tudo aquilo que vem à vida. No ser humano, a energia do Terceiro Logos é o poder criador do sexo. Quando o ser humano se entrega à fornicação, essa energia, exteriorizada para fora e para baixo, liga-o às potências tenebrosas e ao Avitchi. Trabalhemos no laboratório do Espírito Santo, o sexo, transmutando a potência criadora em luz e fogo. Precisamos fazer a energia do Terceiro Logos retornar para dentro e para cima. Assim despertaremos nossos poderes criadores divinos e inefáveis. Eis o Opus Magnum. Os fornicários convertem-se em sombras indigentes e miseráveis. Depois, afundam no espantoso Abismo.

Renunciar à concupiscência animal em prol da espiritualidade é fundamental na Magia Sexual, se é que, em verdade, queremos encontrar o Fio de Ariadme de Ascenso, o Áureo Bramante que há de conduzir-nos das trevas à luz, da morte à imortalidade.

Um grande filósofo, disse: "Se as autênticas forças procriadoras, as anímicas e espirituais, se acham situadas no fundo da nossa Consciência, encontramos, precisamente no simpaticus, com sua rede irradiadora de sensíveis malhas de gânglios, o mediador e condutor à realidade interior que não só influi sobre os órgãos da Alma, senão que, também, governa, dirige e controla os centros mais importantes no interior do corpo; guia, de maneira igualmente misteriosa, a maravilhosa percepção até o nascimento do novo ser, assim como os fenômenos do coração, rins, glândulas supra-renais, glândulas geradoras".

Em troca de toda a sensibilidade e espiritualidade da vida ritmada, ele intenta, como autêntico 'spiritus creator' do corpo e mediante a direção da corrente molecular e a cristalização de raios cósmicos, balancear, no ritmo do universo, todos os elementos psíquicos e físico que lhe estão subordinados. Este nervus simpaticus é, em realidade, também um nervus ideoplasticus: deve ser compreendido como mediador entre nossa vida institiva inconsciente e a moderação da viva imagem impressa em nosso espírito desde eternidades; é o grande equilibrador médio que pode apaziguar e reconciliar a perpétua polaridade, as alvuras e crepúsculos do sol da alma, as manifestações de negro e branco, amor e ódio, Deus e diabo, exaltação e descenso.

Certo sábio disse, enfaticamente, o seguinte: "Realiza a Magia Sexual transfigurado corporalmente e procura uma acentuação ideal ao sexual na alma. Por isso são capazes de Magia Sexual só os seres que tratam de superar o dilema dualista entre o mundo anímico e o dos sentidos. Aqueles dotados de íntima vela, se encontram absolutamente livres de qualquer espécie de hipocrisia, dissimulação, negação e desvalorização da vida."

Para Rogério Sidaoui, autor do Manual do Místico,”Quando se desperta a energia sexual, se atinge o nirvana.” Ele informa que “os altos Iniciados no tantrismo treinam anos o controle corporal e mental, conhecem os princípios avançados da respiração e as posições adotadas para um contato mais profundo e duradouro.”

Samael Aun Weor, fundador do Movimento Gnóstico, faz importantes comentários sobre a magia sexual, em seu livro “O Mistério do Áureo Alvorecer”, e no capítulo “Pausa Magnética Criadora”, estabelece ele regras claras sobre o assunto. Diz: “Coabita-se uma ou duas vezes por semana e se intenta não interromper a fluente eletricidade vital, evitando, cuidadosamente, o abominável espasmo.”

Zoroastro escreveu a seus fiéis que “o homem deve coabitar com a mulher cada nove dias. Para isso, a mulher deve fazer ao senhor nove vezes a pergunta: dize-me, dono meu, o que hoje devo fazer? Tua vontade é lei.”

Já o sábio e legislador Sólon adjudicava à mulher o direito de ser coberta pelo homem, três vezes, no curso de quatro semanas.
Para a prática de Magia Sexual existe uma condição:” não derramar jamais na vida o "Vaso de Hermes Trismegisto".

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