quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Artigo: Construtor de Templo - A/0730

DIÁRIO DE UM CONSTRUTOR DO TEMPLO

Há algum tempo enviei e-mail a alguns IIr.'., fascinado pela leitura do livro acima titulado. Retomo os comentários que fiz naquele e-mail, pois quero reforçá-los em mim ao dividí-los convosco. Como não meditar em trechos como os que seguem?:
"Mudaria a pedra ou mudei eu? Teriam os veios da pedra modificado seu desenho milenar para satisfazer minha vontade, ou meus olhos é que de repente souberam enxergar a verdade que nela se ocultava? Percebi que, a cada momento em que tomava consciência do meu próprio eu, o mundo à minha volta se movia em equilíbrio comigo, e coisas fascinantes como essa aconteciam, mostrando que minha vida dependia exclusivamente daquilo que eu fosse compreendendo sobre mim mesmo" (p. 183). "O silêncio, para nós, vale mais do que tudo, pois as palavras, de tanto serem ditas impensadamente, perderam seu valor. O silêncio da pedra, portanto, tornou-se o símbolo daquilo que buscamos, nossa integridade. Cada um dos blocos é como se fosse um de nós. Precisa ser trabalhado em silêncio para que possa perder tudo o que é supérfluo e desordenado, e transformar-se na mais perfeita pedra cúbica que possa existir. Dentro de cada uma dessas rochas disformes existe uma pedra cúbica polida e perfeita, esperando que o homem certo a extraia de sua prisão" (p. 196). "Mas de todos os ensinamentos de Tubalcaim um se destaca: ele nos ensina a respeitar a natureza do fogo e das pedras, moldando-os primeiro em nossas consciências, mesmo antes de acender-se a primeira fagulha. Nossa vontade então se transforma, se molda ao fogo de nossa inspiração, e nós nos transformamos em outro tipo de pedra, uma que perdeu completamente sua antiga forma e que renasce das cinzas completamente renovada, moldada em um objetivo de grande clareza. Se as pedras, em seu estado bruto, são transformadas pelo cinzel e pelo maço, isso ocorre porque lhes aplicamos nossa força do exterior para o interior. Mas uma pedra, para tornar-se metal, precisa queimar de dentro para fora, encontrando em seu âmago o fogo que a transmuta" (p. 279). "Quando Yahweh, cansado de estar só, decidiu olhar a Si mesmo, iniciou-se a criação do Universo. Era preciso erguer uma obra de absoluta glória e beleza, e para isso Yahweh construiu um Universo movido exclusivamente pelo amor e pela misericórdia. Mas era tão suave e fluido que não se mantinha coeso, desintegrando-se. Então Yahweh resolveu construir um Universo de força e justiça absolutas, que por sua extrema rigidez se estraçalhou, voltando a ser o que era antes: nada. Era preciso encontrar um terceiro caminho que se apoiasse tanto no amor quanto na justiça para que o Universo finalmente se erguesse. E Yahweh criou um Universo perfeito, apoiado nas colunas da misericórdia e da força, e centrado na energia que o move: a compaixão, manifestada em fraternidade. (...) Para continuar Sua obra, criou-nos a nós, também em tudo semelhantes a Ele, dando-nos um coração que amasse, um corpo que agisse, uma mente que pensasse" (p. 348).
Lendo posteriormente As Pedreiras de Salomão, do Ir\ Leon Zeldis, de uma Loja de Israel, editado pela A Trolha, encontrei estas informações que iluminam de forma maravilhosa o livro de nosso Ir\Z. Rodrix. Vejamos:
“A pedreira de Sedecias, mais conhecida como as Pedreiras do Rei Salomão, é uma caverna profunda, cuja abertura se encontra sob a muralha da cidade antiga de Jerusalém, próxima à Porta de Damasco, estendendo-se a muitos metros sob a superfície da cidade, em direção ao Monte Moriá, o local onde estava construído o Templo do Rei Salomão. A entrada da caverna, que tinha se perdido durante séculos de vandalismos e abandono, foi redescoberta somente em 1854. (...) É uma das maiores cavernas de Israel, medindo aproximadamente 220 m de longitude e com uma circunferência de aproximadamente 900 metros.
(...) O principal tipo de pedra que se encontra na caverna é uma pedra branca, cujo nome local é Melech (em hebraico: Rei) que significa ‘pedra real’. Esta pedra é muito adequada para ser utilizada em construções e, pelo fato de não ser muito dura, ela não descasca. É possível cortar blocos enormes desta pedra, que exposta à luz solar, endurece.
A pedra perto da entrada da caverna é diferente, chamada mizzi-helou ou ‘pedra doce’. É uma pedra que pode ser talhada facilmente na direção de suas veias, o que impede o seu uso em grandes blocos. Existe também um terceiro tipo de pedra, chamada mizzi-ahmar ou ‘pedra vermelha’.
(...) Os empregados perfuravam as ranhuras na parede da caverna e introduziam cunhas de madeira seca. Depois, molhavam com água as cunhas até a expansão da madeira e rachavam-na ao longo das ranhuras. Este sistema primitivo de remoção das pedras é utilizado até hoje me muitas partes do mundo.Outro fator interessante é que devido à profundidade da caverna – quase 90 metros sob a superfície – o barulho das ferramentas não pode ser ouvido no local da construção do templo de Salomão. Isto se explica no versículo 6.7 do Primeiro Livro de Reis, na Bíblia: ‘Na construção do Templo somente blocos talhados na pedreira foram empregados e não se ouviu no local do Templo, durante a construção, nem o barulho do martelo, nem o do cinzel e tampouco nenhuma outra ferramenta de ferro’”. Não é interessante?
(Francisco Pucci)

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