quinta-feira, 17 de abril de 2014

Mas que droga - Coluna Policial Nilson Silva

Mas que droga

Responsáveis pela maioria absoluta dos crimes contra o patrimônio em diferentes pontos do território brasileiro, os usuários de drogas, batizados pela população como “noias”, têm a fama de propiciarem muito trabalho à polícia.

Não raro, indivíduos originários de famílias decentes, pessoas trabalhadoras, se envolvem com narcóticos e perde a noção de convivência social e respeito às diversas autoridades, quais sejam pais, professores e policiais.

Alguns destes dependentes químicos chegam a situações extremas para manter o vício, como furtar produtos alimentícios da própria residência que serão trocados por drogas ou até mesmo, assassinar os próprios pais, em busca de dinheiro para saciar o vício maldito.

Mundo Novo, cidade com menos de 20 mil habitantes, que possui localização geográfica privilegiada, por estar na fronteira com o Paraguai e na divisa com o Paraná, paga um preço relativamente alto por seu posicionamento estratégico, visto que transformou-se inegavelmente em um corredor de drogas e é sabido, que por mais que os integrantes dos organismos de segurança se esforcem, uma parte destas cargas ficam por aqui.

Consequentemente, temos alguns “noias”, que dão trabalho. A maioria absoluta deles obedece às determinações policiais e seguem “de boa”, até a Delegacia de Polícia, mas se toda regra tem exceção, toda exceção tem regra e tem drogado que encara a polícia no “braço”. Neste caso, o cidadão, cuja situação já não lhe era das mais favoráveis, agora passa a ter ainda contra si, mais um “B.O.”, que pode ser de lesão corporal, resistência ou desobediência.

Por não terem noção do risco a que estão sujeitos, uma pequena minoria destes viciados, “partem para cima” de policiais responsáveis por fazer sua detenção e acabam entrando em uma “fria”, pois são algemados e conduzidos à força para a Delegacia de Polícia ou para qualquer outro local em que ele deva ser conduzido.

A doutrina policial prevê a legitimidade do uso de força física por parte do agente da lei, desde que seja estritamente necessário e obedecendo a determinação de uso progressivo da força.

Por já ter presenciado atos de violência por parte de alguns viciados em crack, sendo que algumas destas cenas beira o inacreditável, é que entendo que se a “coisa” continuar do jeito que vai, ao contrário do que dizem alguns supostos “entendidos” , o mundo não vai acabar em “água” ou “fogo”, mas sim em “pedra”... de crack. (Nilson Silva)

 

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