Responsáveis pela maioria absoluta dos crimes contra o patrimônio em diferentes pontos do território brasileiro, os usuários de drogas, batizados pela população como “noias”, têm a fama de propiciarem muito trabalho à polícia.
Não raro,
indivíduos originários de famílias decentes, pessoas trabalhadoras, se envolvem
com narcóticos e perde a noção de convivência social e respeito às diversas
autoridades, quais sejam pais, professores e policiais.
Alguns destes
dependentes químicos chegam a situações extremas para manter o vício, como
furtar produtos alimentícios da própria residência que serão trocados por
drogas ou até mesmo, assassinar os próprios pais, em busca de dinheiro para
saciar o vício maldito.
Mundo Novo, cidade
com menos de 20 mil habitantes, que possui localização geográfica privilegiada,
por estar na fronteira com o Paraguai e na divisa com o Paraná, paga um preço
relativamente alto por seu posicionamento estratégico, visto que transformou-se
inegavelmente em um corredor de drogas e é sabido, que por mais que os
integrantes dos organismos de segurança se esforcem, uma parte destas cargas
ficam por aqui.
Consequentemente,
temos alguns “noias”, que dão trabalho. A maioria absoluta deles obedece às
determinações policiais e seguem “de boa”, até a Delegacia de Polícia, mas se
toda regra tem exceção, toda exceção tem regra e tem drogado que encara a
polícia no “braço”. Neste caso, o cidadão, cuja situação já não lhe era das
mais favoráveis, agora passa a ter ainda contra si, mais um “B.O.”, que pode ser
de lesão corporal, resistência ou desobediência.
Por não terem
noção do risco a que estão sujeitos, uma pequena minoria destes viciados,
“partem para cima” de policiais responsáveis por fazer sua detenção e acabam
entrando em uma “fria”, pois são algemados e conduzidos à força para a
Delegacia de Polícia ou para qualquer outro local em que ele deva ser
conduzido.
A doutrina policial prevê a legitimidade do uso de força física por parte do agente da lei, desde que seja estritamente necessário e obedecendo a determinação de uso progressivo da força.
Por já ter
presenciado atos de violência por parte de alguns viciados em crack, sendo que
algumas destas cenas beira o inacreditável, é que entendo que se a “coisa”
continuar do jeito que vai, ao contrário do que dizem alguns supostos
“entendidos” , o mundo não vai acabar em “água” ou “fogo”, mas sim em
“pedra”... de crack. (Nilson Silva)
Nenhum comentário:
Postar um comentário