sexta-feira, 18 de abril de 2014
Pensamento - VIII.CCCXXXVIII - 8338
“Este
que um Deus cruel arremessou à vida marcando com um sinal da sua maldição. Este
que desabrochou com uma erva má nascida apenas para os pés ser calcada no chão.
De motejo em motejo, arrasta a alma ferida sem constância no amor dentro do
coração. Sente, crespa crescer a selva retorcida dos pensamentos maus, filhos
da solidão. Longos dias sem sol, noites de eterno luto; alma cega, perdida à
toa no caminho. Roto casco de nau desprezado no mar e árvore acabará sem nunca
dar um fruto. E homem há de morrer como
viveu: sozinho, sem ar, sem luz, sem
Deus; sem fé, sem pão, sem lar.” (Olavo
Bilac)
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