sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Biologia

A Importância da Biologia na Atualidade

A Biologia é um ramo do conhecimento que exerce grande fascínio em todos que nela se aprofundam, pois tenta explicar os fenômenos ligados à vida e à sua origem. Inicialmente, a biologia tinha um caráter mais contemplativo e descritivo da natureza, no entanto, nos dias atuais, os diversos avanços tecnológicos têm permitido um estudo mais investigativo e detalhado dos seres vivos e dos processos biológicos. A biologia está presente no nosso dia-a-dia, e influencia diretamente as nossas tomadas de decisão, mesmo que não se perceba de imediato. Basta observarmos o consumo de bebidas alcoólicas, drogas, alimentos geneticamente modificados, agricultura orgânica, AIDS, gravidez na adolescência, higiene, prática de atividades físicas, preservação do meio-ambiente, poluição e tantos outros fatores da vida moderna. São temas muito debatidos pela sociedade como um todo e facilmente explicados com os conhecimentos advindos da biologia.

A biologia e a qualidade de vida nas comunidades

O ensino formal, ao manter horários letivos sobrecarregados e grade curricular organizada de forma disciplinar, não propicia experiências interdisciplinares, como requerem a educação em saúde e a educação ambiental, colaborando para que os problemas locais, ainda que conhecidos por boa parte dos professores, não sejam vistos como questões a serem enfrentadas em sala de aula. Isso se dá porque talvez tais problemas envolvam muitas variáveis no estudo de sua complexidade, ou então pela falta de motivação dos docentes em tratar de problemas sentidos como além de suas forças, principalmente se trabalham isoladamente.
A recente legislação para a educação ambiental (Brasil, aponta para uma política nacional que valoriza a formação de recursos humanos voltados para o "desenvolvimento de instrumentos e metodologias, visando à incorporação, de forma interdisciplinar, nos diferentes níveis e modalidades de ensino". Como adendo, propomos o desenvolvimento de estratégias que permitam o estabelecimento de uma cultura efetiva de uma formação continuada dos professores. Isto permitiria, por exemplo, um trabalho com os docentes centrado em eixos temáticos. Um enfoque integrador para a educação em saúde e a educação ambiental seria o eixo "qualidade de vida", tendo o aprofundamento do conceito de equilíbrio e sua história como essencial para este aporte pedagógico.
A história da ciência nos mostra como a dificuldade em perceber um processo foi dificultada pela visão antropocêntrica utilitarista. Este enfoque, nada integrador, fazia diferenciar a fermentação, vista como útil, da putrefação, mecanismo de decomposição classificado como inútil .
O trabalho dos biólogos pretende enfatizar também, além da necessidade permanente de integração entre educação em saúde e educação ambiental, a integração entre instituição de pesquisa, empresa e governo, tentando relacionar a educação em ciência a aspectos econômicos e éticos. das comunidades.


Biologia e sociedade

Uma das maiores conquistas dos nossos tempos foi a da emancipação da mulher. Apesar de ainda nem tudo estar feito, o que já se conseguiu em termos de igualdade entre gêneros é tido como irreversível, ao ponto das gerações mais novas já não conceberem a vida sem a sua existência. Ainda bem que é assim.
Só que, como todas as conquistas, a emancipação da mulher não foi conseguida sem sacrifícios. E o maior foi talvez o da sua biologia.
Para conseguirem vingar num mundo de homens, as mulheres tiveram em muitos casos de agir como eles, viver como eles, equipararem-se a eles. Tiveram amiúde de sacrificar aquelas especificidades femininas capazes de as prejudicar num mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Para poderem competir em pé de igualdade com os homens, tiveram de adiar a maternidade e prescindir de uma prole numerosa.
Em certo sentido, as funções sociais e biológicas da mulher entraram em conflito, de difícil resolução. Se por um lado é impossível advogar um retrocesso no papel da mulher na sociedade, por outro não é possível viver defasado da biologia.
É neste dilema que vivem muitas das mulheres da nossa geração. Querem ter filhos mas a sua carreira não o permite. Vão adiando a gravidez muitas vezes para além do biologicamente recomendável, e quando finalmente decidem engravidar têm frequentemente dificuldades em consegui-lo.
Este é um dos maiores problemas: como conciliar a biologia da mulher com as suas novas funções sociais? O bom-senso indica que a legalização do aborto não contribui em nada para esta conciliação. Pelo contrário, esse instituto contribui para agravar o problema.
O mercado de trabalho é hostil para com a maternidade. E a sociedade pouco faz para combater esta hostilidade. Com a legalização do aborto, talvez isso venha a ser usado como mais uma arma contra as mulheres, e que estas venham a ser coagidas ainda mais, a praticá-lo.
“Aborta!” – dirá o mercado de trabalho à mulher. “Aborta e não me chateies!” – será a proteção que esta obterá da sociedade. Então, o caminho parece não ser este!

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