sábado, 29 de dezembro de 2012

Artigo: A Responsabilidade dos Políticos - A/01249

A Responsabilidade dos Agentes
Políticos perante a Coisa Pública
 

Desde os tempos mais remotos, bem antes do Domínio Romano e de outros impérios, o pensador Platão já falava em governo do povo para o povo, uma Democracia Ideal, com a justa aplicação do dinheiro público e mais responsabilidade da parte dos gestores. Com esta ideia fixa, o filósofo afirmava: “"Os males não cessarão para os humanos antes que a raça dos puros e autênticos filósofos chegue ao poder, ou antes, que os chefes das cidades, por uma divina graça, ponham-se a filosofar verdadeiramente."
Platão desejava um estado próximo da perfeição, onde o governante pudesse ser responsável, gerindo com determinação e justiça o bem público. A tônica dele sempre era: Platão acreditava que existiam três espécies de virtudes baseadas na alma, que corresponderiam aos estamentos da pólis: a primeira virtude era a da sabedoria, deveria ser a cabeça do Estado, ou seja, o governante, pois possui caráter de ouro e utiliza a  razão; a segunda espécie de virtude é a coragem, deveria ser o peito do Estado, isto é, os soldados ou guardiões da pólis, pois sua alma de prata é imbuída de vontade. E, por fim, a terceira virtude, a temperança, que deveria ser o baixo-ventre do Estado, ou os trabalhadores, pois sua alma de bronze orienta-se pelo desejo das coisas sensíveis.

A sociedade se vê novamente diante de um novo quadro de agentes públicos, tendo cada um deles, suas próprias características e modo de ver e sentir a gestão pública. Seria importante que, neste momento, quando tantas transformações estão acontecendo em todos os lugares, os administradores municipais de nossa região, sejam legisladores ou executivos, podem ser mais sensíveis nos moldes do pensador da Grécia Antiga. Reconhecer que o poder emana do povo seria o primeiro passo para o sucesso. Respeitar os princípios democráticos e as regras legais vigentes também é o dever de todo aquele que foi eleito para governar.

Cada gestor tem o seu próprio estilo, mas a busca pelo aprimoramento social, pelo bem coletivo e pela honestidade é um fator determinante para quem deseja trilhar o caminho justo, do equilíbrio e da paz social entre as pessoas. A prática corrosiva da corrupção precisa diminuir nas repartições públicas, para que o agente político passe a desfrutar da confiança de seus comandados e de todos os que contribuem no dia-a-dia, pagando as pesadas cargas tributárias. Os tributos precisam ser melhor aplicados, nem que isso custe um grande sacrifício para o gestor da coisa pública.

A responsabilidade dos agentes políticos deve ter início nas pequenas comunidades, e assim, obter o melhor resultado em escalões mais elevados da República. O sentimento de corrupção que se generaliza em todos os segmentos, precisa ser melhor discutido entre as pessoas de bom senso. As leis em vigor são suficientes para uma gestão justa e equilibrada, mas a ganância tem crescido de forma assustadora em todas as áreas de atuação dos agentes políticos. Essa cultura precisa mudar com urgência em todas as instâncias, pois assim a futura geração será mais triunfante e as camadas sociais viverão melhor no contexto do pensamento platônico.

Se não houver, num curto espaço de tempo, uma ampla reforma nos sistemas políticos de nosso País, com a justa distribuição de renda e com a aplicação de medidas corretivas contra os corruptos de plantão, será insuportável conviver com tantos abusos cometidos pelos líderes que são eleitos para legislar ou administrar, mas quando assumem o posto, todas as suas ações são deturpadas, tudo pelo amor ao vil metal.

 

 

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