O Homem estritamente Espiritual deve ser o dono de sua
própria vida, como um Buscador Sincero, caindo e se levantando, até que
encontre o Caminho que deve seguir, com entusiasmo e com amor à Luz que
persegue. Neste sentido, seria interessante parafrasear o místico Pedro
Henrique Assunção da Silva Martins, quando expressa: “Entre o que sonho,
suponho e vejo, há um abismo. Treva infinda? Do outro lado, lume permanente,
semente lançada no solo do amor. Nesta Terra não há poente. Como hei de
atravessar para o outro lado? A ponte é frágil e balançadeira. Não suporta mais
que o meu ser despido de todo sentimento mundano. Se aspiro o profano, cairemos
eu e o meu fardo ao atravessar tal ponte...”
Mais que um homem natural, o Homem como Buscador procura se
enveredar por caminhos estreitos que possam conduzi-lo a patamares além da
imaginação dos comuns. Este mundo quer nos enganar a todo instante, fazendo-nos
tropeçar sem que queiramos. Paulo de Tarso sempre se queixava de sua própria
fragilidade, quando informava que o mal estava à sua volta, mas desejava fazer
o bem. É a luta da carne contra o espírito, que pode nos tirar do foco. Somos
errantes na estrada da vida, embora estejamos prontos para uma vida de
renúncia.
Hoje, mais que nunca, muitos estão se encontrando. A busca
do Eu Interior tem sido anunciada pelo homem moderno, que vislumbra uma vida
nova rumo ao Desconhecido. Antes, há muito tempo, vultos sagrados também se
esforçavam para encontrar o Caminho da Paz e da Regeneração. No entanto, é bom
frisar que é diminuto o número de pessoas que se inserem no contexto da Eterna
Busca. Eles existem e são vistos todos os dias à nossa frente, sem a aparência
que muitas vezes desejamos. Jovens estão buscando a Espiritualidade de uma
maneira determinada e consistente. Os mais velhos servem de espelho para a nova
geração.
Há uma preocupação constante na Busca do Transcendente.
Milhares estão caminhando na direção do Leste, de onde vem a Luz Radiante para envolve-los.
Nessa multidão imensa estão os iluminados que não desanimam com as vicissitudes
do quotidiano. Esse poucos se destacam dentro de suas casas de oração porque
são pensadores livres. Podem até repetir gestos e palavras de ordem em seus
apriscos, mas praticam eles uma fé bem diferente que podem deixar líderes
amedrontados e em tremenda perplexidade.
Não há uma explicação convincente para fenômenos desta
natureza, eis que tais Adeptos são mesmo determinados, enfrentam situações
especiais, tornando-se exemplos na comunidade como questionadores de plantão.
Gostam de servir, mas gostam que as coisas sejam feitas com clareza, num clima
democrático e com soluções plausíveis dos problemas que surgem. Podem eles ser
incompreendidos como no passado o foram tantos abnegados que davam a vida por
uma causa, mas não admitiam a covardia.
A Eterna Busca precisa ser encarada por todos, mas não são
todos que estão prontos para uma Busca dessa ordem, que só procura visualizar o Bem
de todas as Criaturas. O combate à ignorância é o anelo da geração eleita, cujo
coração vive saltitando dentro do peito com o fim específico de levar a
mensagem positiva a toda a humanidade, porque sobretudo acredita que a pedra bruta pode ser lapidada,
dando origem a uma Nova Criatura, que no futuro seja um partícipe da Verdadeira
Paz, contexto de Luz, Vida e Amor.
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