Os anjos ao longo da
história, tiveram categorias (coros, hierarquias) diversas de acordo com
estudiosos e épocas diferentes. Vamos a elas: a mais influente das tais
hierarquias dos anjos foi estabelecida pelo Pseudo-Dionísio, o Areopagita
entre os séculos IV e V, através de seu livro "De Coelesti
Hierarchia".
A fonte primária,
as bases, do estudo dos anjos são as citações bíblicas, como quando três anjos apareceram a
Abraão. Isaías cita serafins; Tobias foi acompanhado por um anjo; a Virgem Maria
recebeu uma visita angélica na anunciação do futuro nascimento de Cristo, e o
próprio Jesus fala deles em vários momentos, como quando sofreu a tentação no
deserto e na cena do horto das oliveiras, quando um anjo lhe fortalecia
antes da Paixão.
São Paulo faz
alusão a cinco ordens de anjos. Depois foi São Dionísio um dos primeiros a propor um
sistema organizado do estudo dos anjos e seus escritos tiveram muita influência, mas foi
precedido por outros escritores, como São Clemente, Santo Ambrósio e São
Jerônimo. Na Idade Média surgiram muitas outras hierarquias, algumas baseadas
na do Areopagita, outras independentes, sugerindo uma hierarquia bastante
diferente. Alguns autores acreditavam que apenas os anjos de classes
inferiores interferiam nos assuntos humanos.
Tradições
esotéricas cristãs também foram invocadas para se organizar um quadro mais
exato. As classificações propostas na Idade Média são as seguintes:
*** São Clemente,
em Constituições Apostólicas, século I ***
1. Serafins, 2.
Querubins, 3. Éons, 4. Hostes, 5. Potestades, 6. Autoridades, 7. Principados,
8. Tronos, 9. Arcanjos, 10. Anjos, 11. Dominações.
*** Santo
Ambrósio, em Apologia do Profeta David, século IV ***
1. Serafins, 2.
Querubins, 3. Dominações, 4. Tronos, 5. Principados, 6. Potestades, 7.
Virtudes, 8. Anjos,
9. Arcanjos.
*** São Jerônimo,
século IV ***
1. Serafins, 2.
Querubins, 3. Potestades, 4. Dominações, 5. Tronos, 6. Arcanjos, 7. Anjos.
***
Pseudo-Dionísio, o Areopagita, em De Coelesti Hierarchia, c. século V ***
1. Serafins, 2.
Querubins, 3. Tronos, 4. Dominações, 5. Virtudes, 6. Potestades, 7.
Principados, 8. Arcanjos, 9. Anjos.
*** São Gregório
Magno, em Homilia, século VI ***
1. Serafins, 2.
Querubins, 3. Tronos, 4. Dominações, 5. Principados, 6. Potestades, 7.
Virtudes, 8. Arcanjos, 9. Anjos.
*** Santo Isidoro
de Sevilha, em Etymologiae, século VII ***
1. Serafins, 2.
Querubins, 3. Potestades, 4. Principados, 5. Virtudes, 6. Dominações, 7.
Tronos, 8. Arcanjos, 9. Anjos.
*** João de
Damasco, em De Fide Orthodoxa, século VIII ***
1. Serafins, 2.
Querubins, 3. Tronos, 4. Dominações, 5. Potestades, 6. Autoridades (Virtudes),
7. Governantes (Principados), 8. Arcanjos, 9. Anjos.
*** São Tomás de
Aquino, em Summa Theologica, (1225-1274) ***
1. Serafins, 2. Querubins,
3. Tronos, 4. Dominações, 5. Virtudes, 6. Potestades, 7. Principados, 8.
Arcanjos, 9. Anjos.
*** Dante
Alighieri, na Divina Comédia (1308-1321) ***
1. Serafins, 2.
Querubins, 3. Tronos, 4. Dominações, 5. Virtudes, 6. Potestades, 7. Arcanjos,
8. Principados, 9. Anjos.
De todas estas
ordenações a mais popular hoje em dia, deriva do Pseudo-Dionísio e de São Tomás
de Aquino, que divide os anjos em nove coros, agrupados em três tríades. É desta
hierarquia dos anjos que vamos tratar, a partir de agora:
• Os Serafins, os
Querubins e os Tronos
• As
Dominações, as Virtudes e as Potestades
• Os
Principados, os Arcanjos e os Anjos
A distinção dos anjos em nove coros,
agrupados em três hierarquias diferentes, mesmo que não conste explicitamente
na Revelação, é de crença geral. Os três coros da
primeira hierarquia, glorificam a Deus, como diz a Sagrada Escritura:
"Vi o Senhor
sentado sobre um alto e elevado trono... Os Serafins estavam por sobre o
trono... clamavam um ao outro e diziam:
Santo, Santo,
Santo é o Senhor Deus dos exércitos (Is. 6, 1-3). O Senhor reina... está
sentado sobre querubins" (Sl. 98, 1).
Os três coros
inferiores aos acima enunciados estão relacionados com a conduta geral do
universo. E os três últimos Coros dizem respeito a conduta particular dos
Países, das instituições e das pessoas.
Os 9 Coros Angélicos (cada coro é regido por
um príncipe), agrupados em três hierarquias (ou tríades):
1ª Hierarquia dos
Anjos ou Tríade:
1 - SERAFINS — do grego
"séraph", abrasar, queimar, consumir. Assistem ante o trono de Deus e
é seu privilégio estar unidos a Deus de maneira mais íntima, nos ardores da
caridade. Príncipe: METATRON
2 - QUERUBINS — do hebraico "chérub", que São Jerônimo e Santo Agostinho interpretam como "plenitude de sabedoria e ciência". Assistem também ante o trono de Deus, e é seu privilégio ver a verdade de um modo superior a todos os outros Anjos que estão abaixo deles. Príncipe: RAZIEL
2 - QUERUBINS — do hebraico "chérub", que São Jerônimo e Santo Agostinho interpretam como "plenitude de sabedoria e ciência". Assistem também ante o trono de Deus, e é seu privilégio ver a verdade de um modo superior a todos os outros Anjos que estão abaixo deles. Príncipe: RAZIEL
3 - TRONOS — algumas
vezes são chamados "Sedes Dei", (Sejas de Deus). Também assistem ante
o trono de Deus, e é sua missão assistir aos Anjos inferiores na
proporção necessária. Príncipe: TSAPHKIEL
2ª Hierarquia dos
Anjos ou Tríade:
4 - DOMINAÇÕES — São assim
chamados porque dominam sobre todas as ordens angelicais encarregadas de
executar a vontade de Deus. Distribuem aos Anjos inferiores suas
funções e seus ministérios. Príncipe: TSADKIEL
5 - VIRTUDES — cujo nome
significa "força", são encarregados de eliminar os obstáculos que se
opõem ao cumprimento das ordens de Deus, afastando os anjos maus que
assediam as nações para desviá-las de seu fim, e mantendo assim as criaturas e
a ordem da Divina Providência. Príncipe: RAPHAEL
6 - POTESTADES — ou
"condutores da ordem sagrada", executam as grandes ações que tocam no
governo universal do mundo e da Igreja, operando para isso prodígios e milagres
extraordinários. Príncipe: CAMAEL
3º HIERARQUIA DOS
ANJOS OU TRÍADE:
7 - PRINCIPADOS — Como seu
nome indica, estão revestidos de uma autoridade especial: são os que presidem
os reinos, as províncias, e as dioceses; são assim denominados pelo motivo de
que sua ação é mais extensa e universal. Príncipe: HANIEL
8 - ARCANJOS — São
enviados por Deus em missões de maior importância junto aos homens. Príncipe:
MIKAEL
9 - ANJOS — Os que têm a guarda de
cada pessoa em particular, para desviá-la do mal e encaminhá-la ao bem,
defendê-la contra seus inimigos visíveis e invisíveis, e conduzi-la ao caminho
da salvação. Velam por sua vida espiritual e corporal e, a cada instante,
enviam as luzes, forças e graças que necessitam. Príncipe: GABRIEL
Veja nas imagens abaixo, os coros, seus nomes
em hebraico, e mais características:
Veja nestas
imagens, a hierarquia dos anjos, e seus respectivos príncipes, note que há bem
abaixo, uma última categoria, totalizando dez. Nesta imagem da hierarquia dos
anjos encontram-se as Almas Glorificadas, suas características também
encontram-se no quadro acima. A Cabala nos fala,
também, dos Aishin, que são as “Almas Glorificadas” e que comunicam à
humanidade as invenções e os conhecimentos
Divinos.
São Almas
Glorificadas segundo os hindus:
1) Avatares, o
mais próximo de Brahman;
2) Ameshas;
3) Kalas;
4) Vibutis;
5) Umaras;
6) Rishis;
7) Manus;
8) Munis;
9) Maadevas; e
10) Devas.
Segundo os
Budistas:
1) Budas;
2) Pratyeka-Budas;
e
3) Bodi-Satyas.






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