quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Sentido da Solidariedade - A/0196

Sentido da Solidariedade
A Solidariedade anima o ser humano. Alguns pensam que seja uma coisa abstrata. Não é. Você de repente está muito bem de vida, daqui a pouco não está mais. Um vizinho lhe arranja alimento para seus filhos. Veja a Solidariedade ativa nesse ato! Você vive distante, de súbito, sente no coração o desejo de se formar, digamos, em medicina, não tem o apoio de ninguém. Põe o pé no caminho, chega ao destino procurado e encontra pessoa amiga que o incentiva. E, depois de muita luta, alcança a vocação ambicionada. Apesar de haver quem diga: “Não, eu me fiz sozinho!” Duvido! Esses deveriam olhar para si próprios e ver se estão nus, porque as roupas que vestem passaram por muitas mãos. O tecido, antes, foi um vegetal qualquer perdido no campo; o botão compôs o corpo de um pobre animal. Seu cabelo precisa ser cortado. Deve-se tudo isso ao barbeiro, à costureira, ao alfaiate, ao operário, ao empresário... Devemos sempre algo a alguém. Observem o quanto a Solidariedade permeia a vida humana.Mas ainda existem aqueles para quem esse fator não seja ação de política social.Por isso é que, se pararmos um pouco e meditarmos, voltados para a História, poderemos concluir a razão pela qual, talvez, ideologias brilhantes, na hora do “ver para crer”, apresentam resultado aquém do previsto, deixando os seus mais nobres idealistas frustrados. Por quê? Porque faltou Solidariedade no coração de alguns dos seus executores. Isso para não falar em Caridade, poderoso sentimento que soberanamente envolve todos os demais. (...) Há os que até agora a consideram delírio de “desvairados” religiosos ou místicos “impostores”. Binet-Sanglé (1868-1941), autor de “A loucura de Jesus”, de certa forma pensava assim. Hoje, na Vida Espiritual – onde fatalmente caem as escamas que ensombrecem o entendimento dos Assuntos Divinos enquanto permanecemos na carne – pode estar revendo seus conceitos.Sem Solidariedade e sem espírito de Caridade, estratégias de Deus, ninguém irá para a frente. O tempo mostrará aos mais céticos (...). Um dia serão quesitos fundamentais da Política (com P maiúsculo).Ainda “Uma história de Amor” — A leitora missioneira Vera Quednau nos relata: “Sou natural de São Borja, e o teu artigo ‘Uma história de Amor’, no qual resumes belamente a trajetória de superação, perseverança e felicidade de teus pais, Bruno e Idalina Cecília, é uma página memorável que nos remete ao encantamento pela vida que, afinal, é o grande presente de Deus para todos nós.“Aliás, é de tua lavra esta característica: iluminar nas criaturas os mais nobres sentimentos, despertando-lhes o valor poético da existência.“Apresentei a página a alguns familiares e percebi o efeito agregador de bons sentimentos a restabelecer o brilho da esperança e da emoção no olhar dos que amam e querem ser amados.“É muito importante esse resgate do aspecto belo da vida que tu propicias aos leitores de teus escritos, sempre carregados de ensinamentos fraternos, harmonia e muito bom gosto na composição do texto.“Grande recado recebemos dela: a felicidade virá não porque casamos ou permanecemos solteiros, mas na medida de nossa dedicação à tarefa que abraçamos. É como muito bem lembraste: ‘(...) O melhor abrigo onde se deve procurar a felicidade é, de início, dentro de si mesmo ou de si própria. A concretização do sentimento pode ser descoberta na inteireza da criatura na tarefa que a realize, naquilo que veio fazer na Terra (...)’”.Suas generosas palavras, Vera, transfiro-as a Jesus, o maior Inspirador de nossas existências. (José de Paiva Netto)O

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