A BUSCA PELA IGUALDADE
A história se repete todo ano. No Dia Internacional da Mulher,
comemorado em 8 de março, a oferta de bombons, rosas vermelhas, perfumes e
outros presentes considerados “femininos” aumenta consideravelmente. Porém,
mais do que uma data comercial, o Dia Internacional da Mulher nasceu como um
protesto contra a opressão feminina, proposto em 1910 por Clara Zétkin e Rosa
de Luxemburgo, na 2ª Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, em
Copenhague.
A data representa a luta das mulheres por igualdade social,
política e no mercado de trabalho, mas acabou sendo comercializada e
banalizada. Muitas vezes, as propagandas veiculadas nesse dia acabam sendo
extremamente depreciativas e abafam a discussão da desigualdade de gêneros.
Celebrar e lutar
Aos poucos, alguns aspectos da desigualdade entre mulheres e
homens vão sendo desconstruídos para dar lugar a uma sociedade com mais
oportunidades e direitos iguais. O Dia Internacional da Mulher representa a
luta por essa desconstrução, que não acontece em apenas um dia do ano, e sim ao
longo dele. É uma data para recordar que ainda existe um longo caminho pela
frente, mas também para celebrar as conquistas adquiridas até então.
Embora existam conquistas e avanços para se comemorar, muitas
coisas ainda precisam mudar para que o 8 de março seja, exclusivamente, um dia
de celebração. Uma delas, de extrema urgência, é o feminicídio – pelo menos 15
mulheres são mortas por dia no Brasil vítimas de companheiros ou
ex-companheiros, de acordo com os dados do Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada.
As mulheres ainda estão numa situação péssima, ganhando salários
inferiores em relação aos homens, na mesma profissão e com o mesmo grau de
escolaridade, fora outras situações de desigualdade. Por isso, é importante que
seja um dia de reivindicações, para exigir que os direitos sejam respeitados.

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