sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Eleições 2008 - Transição - V

Faltando 83 Dias para a Posse dos Eleitos
Não quero ser um número
*Nilson Silva

Passada a ressaca do período eleitoral, cabe a nós, reles mortais e não ocupantes de cargos eletivos ou em comissão nas prefeituras municipais, retomarmos nossas atividades cotidianas para tratarmos de nossas famílias. A exemplo do que ocorre em todo o País, em Mundo Novo é grande à expectativa pela divulgação dos nomes que integrarão a equipe administrativa do futuro governo municipal, bem como qual será a ocupação de alguns “companheiros”, que deixarão o Poder no final deste ano, após mais de 120 meses ocupando cargo de confiança na Prefeitura e que aparentemente não têm uma profissão definida. Bem, isso é problema deles.
Mas por falar em problema, uma questão que visualizo como de extrema emergência a ser sanada pelo senhor Antônio “Toninho da Importadora” Cavalcante, Vânia Parize e Cia Ltda, é a “Guerra dos Números” iniciada em 1996, quando a saudosa Dorcelina de Oliveira Folador ascendeu ao Poder e nossa comunidade, que na verdade é ou deveria ser uma grande família, foi dividida entre o “Grupo do 13 (treze) e o resto, que no pleito municipal seguinte, ficou conhecido como 45 (quarenta e cinco), para posteriormente e pelas duas disputas seguintes se tornar 15 (quinze).
O rancor, a perseguição, o ódio fundamentalista suscitado por questões políticas, chegou em alguns casos, a fazer com que laços sanguíneos se rompessem. Acho que isso aos olhos do Grande Pai Celestial deve ser até pecado, mas tenho certeza que Ele, em sua infinita bondade, perdoa essas babaquices, pois esses idiotas que brigam com o irmão ou com um amigo por causa de números partidários, não sabem o que fazem.
Eu que nasci em Mundo Novo, que a princípio não tenho a menor pretensão de transferir residência para outra localidade, e que cuja família por aqui aportou em meados de outubro de 1958, nos variados pleitos já fui 13, 45 e 15, me recuso terminantemente a partir do primeiro dia de 2009, ser taxado por um número. Muito obrigado, mas já tenho uma grande quantidade de numerais para decorar, como por exemplo, o do calçado que uso, a data de nascimento dos meus filhos e de minha mãe, minhas matrículas funcional e da Universidade, o número de meu telefone, minha senha bancária e a da internet, o da minha casa, quanto tenho de saldo no banco, que, aliás, varia pra caramba e mais tantas outras que nem consigo me lembrar agora.
Não quero ser timbrado com um número de Partido Político, pois não sou e nem pretendo, ao menos por enquanto, ser candidato a cargo algum de agente político e sequer tenho filiação partidária. Só o que peço, imploro, é para ter o prazer de voltar a ser simplesmente um mundonovense, como eu era antes de 1996. Nossa cidade é muito pequena para ser dividida, então acabar com esta bobagem de 15 e 13 ou 22 e vamos ser mais felizes com um “Mundo Novo Realmente Para Todos”, sem distinção de cor, raça e principalmente partidária.
Vale lembrar aos derrotados que a vida é feita de ciclo, um dia você ganha e em outro perde. Ou será que alguns achavam que ficariam eternamente “por cima da carne-seca”. O Poder é do Povo e se o 15 não agradar, daqui quatro anos, o 13 ou quem sabe o 12, talvez o 22, 23, 11 ou 14 assuma a Prefeitura e assim o globo segue girando. Aos perdedores, é reservado o sagrado direito de “espernear”. Façam bom uso dele.
O Futuro e o Atual prefeito e suas respectivas equipes têm muita coisa para fazer, então vamos trabalhar, pois o quem mais perde com esse atrito inútil é nossa querida Mundo Novo. Que Humberto termine seu mandato em paz e boas vindas Toninho e muito sucesso para você e para nossa cidade, é o que deseja a população de Mundo Novo ou pelo menos a maior parte dela, e que o Governo do 15, seja ainda melhor do que o do 13, que apesar de alguns pesares, foi bom.

*Acadêmico do Terceiro Ano de Direito da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e Mundonovense de Nascimento e de Coração

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