O Fantasma ronda a EscolaÉ inacreditável, mas um dos melhores colégios de São Paulo ainda impinge Leo Huberman aos alunos. Mais especificamente, o capítulo 18 de A história da riqueza do homem, aquele mesmo em que o jornalista e professor norte-americano (falecido em 1998) sustenta que "Marx e Engels anteciparam o colapso do capitalismo" e que "o socialismo é inevitável". Trata-se de uma obra velhíssima, escrita nos anos 30 e muito utilizada nos anos 60 e 70 inclusive nas universidades, principalmente na área de "ciências sociais".Quem lembra o fato é Carlos Alberto Sardenberg. Em seu recente livro Neoliberal, não. Liberal (SP, Edit. Globo, 2008), escreve o jornalista:Hoje, nem seria preciso dizer, a história está clara para quem quiser ver. Na prova sobre o capítulo 18 de A história da riqueza do homem, deveria tirar nota dez o aluno que escrevesse: a história, tão cara a Huberman, o traiu completamente: o colapso foi o do socialismo, e o inevitável é o capitalismo.Sardenberg observa - com razão - que por aqui ainda domina o pensamento anti-capitalista. Nossas elites estudaram Huberman, mas não leram nem estudaram Adam Smith:E parece que estão transmitindo o mesmo viés às novas gerações. Os colégios que fazem provas com A história da riqueza do homem não mandam os alunos ler A riqueza das nações. O equívoco escolar leva a uma dificuldade na vida prática, pois, formado, o aluno cai no mundo de Adam Smith, não no de Huberman, que jaz na lata de lixo da História.
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