sexta-feira, 13 de março de 2009

O Pôr-do Sol - P/0289

O Pôr-do Sol

Ao ver o pôr-do-sol, lembro-me daquele tempo,
tempo de criança, que me faz sentir saudade...

eu gostava de contemplar horizonte distante,
um novo dia iria surgir, era cena emocionante.
Isso me empolgava tanto! Eu falo a verdade.

Hoje, após tantos anos, tenho uma nova visão,

toda aquela beleza ainda existe na lembrança;
carrego no peito muita tristeza, muita dor,
porque bem longe daqui deixei o meu amor,

alguém que eu amei desde o tempo de criança.

Agora, a lágrima cai em meu rosto, em saber
que não mais está comigo. Outro dia chegará!

Lembro-me ainda de seus carinhos e choro...
na solidão, contemplando o pôr-do-sol, eu choro

sem sua presença. Quem sabe um dia ela voltará.

A beleza desse amor é comparada ao pôr-do-sol,
que irradia tanta ternura, muito desejo de amar.
O sorriso encantador, que faz nascer alegria,
Ela era assim, quando alegremente me dizia:
“serei tua para sempre!” E vinha me abraçar...


Nascia em mim uma viva esperança, eu sorria
e chorava ao mesmo tempo, era muita emoção.

A solidão ficava para trás, eu via um lindo rosto
que me consolava, acabava o grande desgosto.
Renascia nesse instante uma ardente paixão.


13.03.2009 – Jairo de Lima Alves

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