sexta-feira, 10 de abril de 2009

A Morte do Santo de Deus - P/0301

A Morte do Santo de Deus

Ele morreu! Sim, para dar exemplo ao mundo;
num madeiro, O Mestre sofrendo, expirou...
foi humilhado pelas turbas, golpe profundo;
em Jerusalém, houve trevas, quando bradou:
meu Deus, meu Deus! Por que me abandonaste?
Tudo está consumado! A maldição naquela haste
anunciava o perdão ao mundo, que tanto amou.

Filho de Deus, feito Homem, aqui viveu e ensinou
as belas lições da vida; Profeta e Mestre perfeito.
Conviveu com os mais humildes. E também chorou.
Construiu a Grande Obra, fazendo tudo bem feito.
Reunia multidões, incontáveis milagres acontecia:
não era formoso, como informa a santa profecia;
mas nEle havia virtude, que poucos sabem direito.

Entre os homens viveu, para cumprir a missão...
andou fazendo o bem, sua fama correu na Terra;
aos confins sua voz foi ouvida, a gloriosa comunhão.
Tinha mensagem de paz e abominava a guerra;
Os seus não O receberam, sentiu-se um rejeitado
e indigno dos irmãos. Então, na cruz foi crucificado,
pagando um preço, sem culpa, e como quem erra.

Não ficou na sepultura, ali não era o seu lugar...
o piedoso Arimatéia providenciou tudo com amor;
as santas mulheres se alegraram, no céu a olhar:
o anjo dizia que ali não estava mais o Salvador.
Consolando os seus queridos, muitas aparições
aos discípulos; e no pentecoste, as revelações:
a esperança não morre, a fé se renova com fervor.


10.04.2009 – Jairo de Lima Alves

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